por Yuri Ferreira na Revista Forum ---------
Cinco comunicadores foram mortos em ataque aéreo contra um dos últimos centros médicos funcionais do território palestino
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Cinco jornalistas estavam entre as pelo menos 20 pessoas mortas nesta segunda-feira (25) após um bombardeio israelense contra o hospital Nasser, em Khan Yunis, na Faixa de Gaza.
Entre os mortos estavam correspondentes da Reuters, da Associated Press e da Al Jazeera. As três organizações de míidia publicaram nota lamentando o ocorrido.
O porta-voz da agência de Defesa Civil de Gaza, Mahmud Bassal, disse que "o saldo até o momento é de 20 mártires, incluindo cinco jornalistas e um membro da defesa civil.
Segundo a Defesa Civil, primeiro foi lançado um drone e, no momento de evacuação dos feridos, uma bomba foi lançada.
Desde o início do genocídio, pelo menos 200 jornalistas foram mortos em quase dois anos de guerra entre Israel e Hamas.
Mohamed Elmay
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Nesta segunda-feira (25), os assassinados pelo bombardeio israelense são Mohammed Salama, da Al Jazeera, Mariam Dagga, da Associated Press e Hatem Khaled, da Reuters, Moaz Abu Taha (NBC) e Ahmad Abu Aziz, ligado à imprensa local.
O Hospital Nasser é uma das últimas instalações de saúde na Faixa de Gaza que está pelo menos parcialmente funcionando.
Na primeira semana de agosto, quatro jornalistas da Al Jazeera e dois freelancers foram mortos em um ataque aéreo israelense fora do hospital Al-Shifa em Gaza.
Entre os mortos estava Anas al-Sharif, uma das vozes mais importantes da comunicação sobre o genocídio em Gaza. Ele foi acusado de chefiar uma célula do Hamas.
Mais jornalistas foram mortos por Israel nos últimos dois anos do que ao longo de toda a Segunda Guerra Mundial. Até o momento, são contabilizados 62.744 palestinos mortos.
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Com informações da Agência France Press.