Em participação no Bom Dia 247, jurista aponta desvio de multas da Lava Jato e afirma que Sergio Moro pode responder criminalmente
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por Dafne Ashton bo Brasil 247 - A jurista Liana Cirne Lins afirmou, no programa Bom Dia 247, que o ex-juiz Sergio Moro poderá ser responsabilizado criminalmente por supostos desvios na destinação de multas aplicadas pela Operação Lava Jato.
Segundo Liana, o volume de recursos envolvidos e o caminho percorrido pelo dinheiro indicariam irregularidades dignas de apuração. Em suas palavras, “Moro vai ser réu, réu e possivelmente preso por corrupção na Lava-Jato”. Ela atribui a descoberta dos valores a levantamentos e auditorias mencionados no programa e sustenta que os montantes seriam da ordem de bilhões de reais.
De acordo com a jurista, “essas multas deveriam ter sido encaminhadas para os cofres da União por lei. No entanto, elas foram encaminhadas para a Petrobras, que era tida como vítima dos processos da Lava-Jato”. Para Liana, a manobra teria ocorrido “totalmente ao arrepio da lei”, uma vez que multas judiciais, na visão dela, não poderiam ser direcionadas à estatal.
Ainda conforme o relato feito no Bom Dia 247, após receber os valores, a Petrobras teria firmado um acerto com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. “Vejo que é um procedimento criminoso”, disse Liana, ao narrar que, no fim do percurso, os recursos teriam sido redirecionados a uma fundação ligada ao Ministério Público que “nem sequer CNPJ tinha”. Para a jurista, esse circuito financeiro caracteriza desvio de dinheiro público.
Liana também afirmou esperar responsabilização dos atores centrais da operação. “Todos aqueles que foram algozes da Lava-Jato serão agora responsabilizados criminalmente”, declarou. Ao mencionar Sergio Moro, reforçou: “na minha opinião será réu. Réu e preso por corrupção”.
As declarações da jurista foram feitas em tom categórico e atribuem a Moro e a operadores da Lava Jato a responsabilidade por um esquema de destinação indevida de multas. Até o momento, os pontos levantados por Liana dependem de confirmação em instâncias oficiais e de desdobramentos judiciais. Procurados, órgãos e personagens citados costumam defender a legalidade dos atos praticados, e eventuais investigações em curso é que deverão esclarecer as acusações e delimitar responsabilidades.
Assista:
https://youtu.be/Hp3o8Mo0VEE?si=CtA3irxHq66rn9pu