Uma operação digna de filme de espião acaba de sair graças à Associated Press. Durante 16 meses, o agente federal Edwin Lopez tentou convencer o piloto principal de Nicolás Maduro, General Bitner Villegas, a desviar o avião presidencial para que os EUA pudessem capturar o líder venezuelano.
A proposta era tentadora: desviar dissimuladamente o avião para a República Dominicana, Porto Rico ou até mesmo a base de Guantánamo, e em troca tornar-se milionário com a recompensa de 50 milhões de dólares oferecida por Washington por Maduro. Lopez, ex-Ranger do Exército e adido na embaixada americana, chegou a mencionar os três filhos de Villegas pelo nome.
O plano começou em abril de 2024 quando um informador alertou que os aviões de Maduro estavam sendo reparados em Santo Domingo. Lopez reuniu-se secretamente com Villegas em um hangar e manteve contato por meses via WhatsApp e Telegram criptografados, mesmo após se aposentar em julho de 2025.
Mas o piloto venezuelano não mordeu o isco. Em setembro respondeu forte: "Nós venezuelanos somos feitos de outra madeira. A última coisa que somos são traidores." Quando Lopez insistiu mencionando sua família, Villegas bloqueou-o chamando-o de "covarde".
Dias depois, ele desapareceu das redes e gerou especulação sobre se seria interrogado ou preso. Reapareceu no dia 24 de setembro no programa do ministro Deusdado Cabelo, que o apresentou como "patriota inabalável". Entretanto, os EUA conseguiram confiscar dois dos aviões presidenciais venezuelanos.
