por Portal TM TV -----------
DIREITA CURITIBANA SE REVOLTA E AMEAÇA CORTAR EMENDAS DA CÂMARA APÓS IGREJA BARRAR VIGÍLIAS PRÓ-BOLSONARO
-------------
A temperatura política em Curitiba voltou a ferver. A bancada de direita da Câmara Municipal está em plena mobilização para cortar as emendas parlamentares destinadas ao tradicional evento de Corpus Christi de 2026, organizado pela Cúria Metropolitana.
O motivo?
A decisão firme do Arcebispo Metropolitano, Dom José Antônio Peruzzo, de proibir qualquer tipo de vigília política em igrejas católicas em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A medida caiu como uma bomba entre os vereadores alinhados com Bolsonaro. Segundo um parlamentar da base conservadora, a expectativa era de que a Igreja Católica de Curitiba demonstrasse a mesma “complacência” que, segundo eles, teria tido com militantes de esquerda no passado. O discurso ecoa acusações históricas de que templos católicos teriam sido refúgio para perseguidos políticos durante os anos 60 e 70, um passado que agora é resgatado como munição retórica.
Mas desta vez, a porta fechou.
Peruzzo foi categórico: igreja não é palanque. A decisão irritou profundamente os setores bolsonaristas, que já articulam retaliar no que dói, o bolso. As emendas destinadas ao Corpus Christi, evento que mobiliza milhares de fiéis e toda a estrutura da Cúria, agora estão na mira da direita curitibana.
Nos bastidores, o clima é de tensão. Líderes conservadores afirmam que a Igreja estaria “adotando dois pesos e duas medidas”. Já setores mais moderados consideram a ofensiva uma tentativa de instrumentalizar a religião para fins políticos.
Com o embate instalado, 2026 promete ser um ano explosivo na relação entre fé, política e poder em Curitiba. A pergunta é: quem vai recuar primeiro, a Cúria ou os vereadores que ameaçam transformar Corpus Christi em campo de guerra ideológica?
----------------------------
com informações: Blog do Tupan.
Crédito foto: Rodrigo Fonseca CMC
