LULA NO SBT REVELA APOIO DADO A SILVIO SANTOS

por Palas Atena ------------ Estas imagens estão viralizando nos perfis de fofoca. Esse submundo que vive de contar a vida de celebridades e subcelebridades nutre certa idolatria por sílvio santos e íris abravanel. E alimenta o imaginário do povão (mesmo). No evento de lançamento do canal do sbt news, Lula contou como, no seu governo anterior, foi procurado por sílvio santos para ajudá-lo no rombo do banco panamericano. ss contou que tinha sofrido um rombo de bilhões, ia ser preso por isso. Lula o orientou a procurar henrique meireles, então presidente do BC, para resolver a questão. Obviamente, quando se trata do andar de cima, o problema foi resolvido.
O presidente, em seu discurso, contou isso e disse que ss nunca escondeu isso do público. Em seus programas contava das dificuldades do banco (que, no fim, foi vendido para o btg pontual). Foi interessante porque, em sua fala, Lula mandou um monte de recado para plutocracia paulistana/paulista presente no evento, desde alfinetar os ventríloquos do mercado que só dão notícias negativas da economia até defender que o jornalismo tenha compromisso com a verdade dos fatos, não seja a interpretação do jornalista. Ao final da cerimônia, o presidente conversou com íris abravanel, que fez questão de agradecer-lhe por ter salvado o banco e livrado o marido da cadeia. Como sempre, Lula adotou o tom paternal e carinhoso que o caracterizava. Política e marqueteiramente estas imagens têm um efeito potente na imagem do presidente.
Fui dar uma olhada nos comentários dessas postagens. A maioria elogiosa. Até perfis que se assumiram de direita, mas consideraram que a civilidade política deve prevalecer. Para vocês terem uma ideia, em portais mais majoritariamente de extrema direita, como o metrópoles, os comentários eram em sua maioria positivos ao presidente Lula. A comunicação do governo está indo muito bem, construindo imagens potentes, que viralizam, rompem bolhas e mostram um Lula que saiu com 80% de aprovação no seu segundo mandato. Isso vai derretendo resistências naquele grupo social de classe média, baixa e média, que não é de fato radical, apesar de ter apoiado o genocida, em função da campanha antiPT, antiLula. É o perfil social de pessoas que vão na "onda", não têm vínculo político-partidário definido. É onde o presidente pode crescer em avaliação positiva.