Gleisi convoca mobilização para o 8 de janeiro: "democracia e soberania são inseparáveis"

Gleisi Hoffmann (Foto: Gil Ferreira/Ascom-SRI) ------------------------ Em referência à agressão dos EUA contra a Venezuela, ministra reforça simbolismo da data: "soberania em nosso continente volta a ser ameaçada" -------------------------- por Otávio Rosso no Brasil 247 ------- - A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta terça-feira (6) que o 8 de janeiro é uma data central para a memória democrática do país e para a reafirmação da soberania nacional, ao recordar a tentativa de golpe que ameaçou as instituições brasileiras. Em vídeo, a ministra destacou que a mobilização deste ano ocorre em um contexto inédito, com os responsáveis pelos atos antidemocráticos já condenados e cumprindo penas. Ao contextualizar o significado histórico da data, Gleisi afirmou: "8 de janeiro é um momento de recordar o dia em que o Brasil foi violentamente ameaçado por uma tentativa de golpe. É a data em que nós reafirmamos o nosso compromisso com a defesa da democracia e da soberania nacional." Segundo ela, a responsabilização judicial dos envolvidos representa mais do que a aplicação da lei. "Esse ano, pela primeira vez, os atos do 8 de janeiro ocorrem com os chefes daquele golpe condenados pela justiça e cumprindo penas pelos crimes que cometeram. O julgamento dos golpistas tem um significado que vai além do cumprimento da lei e da justiça no Estado Democrático de Direito. Foi uma grande vitória da soberania nacional, diante das agressões ao SPF e ao nosso país pelo governo norte-americano." Na avaliação da ministra, o desfecho dos processos também simboliza uma derrota para articulações que buscaram deslegitimar o resultado eleitoral. "Uma vitória contra a conspiração de traidores da pátria, que até hoje não se conformaram com os resultados das unhas." Ela acrescentou que a reação institucional brasileira foi reconhecida internacionalmente: "A comunidade internacional reconheceu e exaltou a firme resistência do presidente Lula, do Supremo Tribunal Federal, das forças democráticas do país. E o Brasil se tornou referência no mundo pela defesa da democracia e da soberania." Gleisi Hoffmann relacionou o simbolismo do 8 de janeiro ao atual cenário geopolítico do continente, com o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos. "É muito importante ressaltar esses fatos, nesse momento em que a soberania em nosso continente volta a ser ameaçada, como não se via desde os tempos da Guerra Fria." Nesse contexto, ela criticou setores que, segundo suas palavras, agem de forma contraditória: "Nós sabemos muito bem quem defendeu e segue defendendo, sinceramente, a democracia junto com o povo brasileiro." A ministra também direcionou críticas a grupos que questionam as decisões judiciais e defendem sanções externas. "Não são aqueles que conspiraram contra o julgamento dos golpistas, comemoraram o tarifaço e as sanções, defenderam a anistia aos condenados. Os que se dizem contra ditaduras em outros países, mas tentam implantar uma ditadura aqui mesmo contra o Brasil. E já mostraram que são capazes de entregar a soberania nacional para alcançar seus objetivos." Ao final da mensagem, Gleisi convocou a participação nos atos e reforçou a importância da preservação da memória democrática. "Participe do 8 de janeiro. Vamos manter viva a memória do passado, porque é fundamental para que os erros não se repitam no presente e no futuro. E a história vem confirmando, cada vez com mais força, que a democracia e a soberania são inseparáveis, inegociáveis e irrevogáveis. É necessário defendê-las, hoje e sempre, para construirmos um Brasil e um mundo melhores, mais justos, de paz e prosperidade para todos."