por Hajj Ananias Pinheiro --------
Em 25 de fevereiro de 1994, Baruch Goldstein assassinou 29 palestinos enquanto rezavam na Mesquita Ibrahimi, dentro da Caverna dos Patriarcas, em Hebron. O massacre ocorreu durante o mês sagrado do Ramadã.
Hoje, honramos a memória das vítimas e refletimos sobre as consequências mortais do supremacismo judaico e do movimento extremista de colonos.
Goldstein era um seguidor devoto de Meir Kahane e membro do partido de extrema-direita Kach, que defendia a expulsão de árabes da Palestina. Devido à sua plataforma abertamente racista, o Kach foi banido do Knesset na década de 1980 e posteriormente classificado como organização terrorista após o massacre de Hebron.
Tragicamente, elementos da ideologia kahanista continuam a influenciar a política israelense atualmente.
Por exemplo, Itamar Ben-Gvir, líder do partido Poder Judaico e atual Ministro da Segurança Nacional, manteve por muitos anos um retrato de Baruch Goldstein em sua casa. Ele o retirou em 2020, após críticas públicas durante uma campanha eleitoral.
Trinta e dois anos atrás, 29 fiéis foram assassinados enquanto oravam. Sua memória é um lembrete das consequências devastadoras de ideologias extremistas e racistas — e da necessidade urgente de impedir que tais ideias conquistem ou mantenham o poder político.
