“Beto Louco” e “Primo” articulam delação que derrubaria “metade do Congresso”

Os empresários Mohamad Hussein Mourad (esq.), o ‘Primo’, e Roberto Augusto Leme da Silva (dir.), o ‘Beto Louco’ Foto: Reprodução ------------------- Publicado por Bruno Ferreira no DCM ------- Os empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, chamado de “Beto Louco”, negociam um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo, segundo o Blog do Fausto Macedo, do Estadão. Ambos são apontados como os alvos mais importantes da Operação Carbono Oculto, descrita como uma ofensiva contra a infiltração do crime organizado na economia formal, com foco no “andar de cima” do PCC na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo. De acordo com a reportagem, os dois empresários estão foragidos e as conversas sobre a delação são conduzidas por promotores especializados no combate ao crime organizado. Eles negam “enfaticamente” ter qualquer elo com o PCC, ainda segundo o texto. Logo Diario do Centro do Mundo Apoie o DCM Busca “Beto Louco” e “Primo” articulam delação que derrubaria “metade do Congresso” Publicado por Bruno Ferreira - Atualizado em 31 de janeiro de 2026 às 17:55 Apoie o DCM Os empresários Mohamad Hussein Mourad (esq.), o ‘Primo’, e Roberto Augusto Leme da Silva (dir.), o ‘Beto Louco’ Foto: Reprodução Play Video H Os empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, chamado de “Beto Louco”, negociam um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo, segundo o Blog do Fausto Macedo, do Estadão. Ambos são apontados como os alvos mais importantes da Operação Carbono Oculto, descrita como uma ofensiva contra a infiltração do crime organizado na economia formal, com foco no “andar de cima” do PCC na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo. De acordo com a reportagem, os dois empresários estão foragidos e as conversas sobre a delação são conduzidas por promotores especializados no combate ao crime organizado. Eles negam “enfaticamente” ter qualquer elo com o PCC, ainda segundo o texto. Fontes ouvidas pelo Estadão afirmaram que “Beto” e “Primo” dizem ter informações que poderiam “derrubar metade do Congresso”. A mesma apuração atribui a essas fontes a estimativa de que se trataria de “mais de meio bilhão de reais em propinas a parlamentares e autoridades”. Ainda segundo o relato, os empresários alegam ter “provas” para sustentar as acusações: uma coleção de mensagens de WhatsApp que apontariam encontros pessoais, ou com “laranjas”, para entrega de propinas. O dinheiro, de acordo com o texto, estaria associado a pedidos de “alívio” para o setor de combustíveis, explorado por eles por meio de uma rede de postos. Apoie o DCM Busca “Beto Louco” e “Primo” articulam delação que derrubaria “metade do Congresso” Publicado por Bruno Ferreira - Atualizado em 31 de janeiro de 2026 às 17:55 Apoie o DCM Os empresários Mohamad Hussein Mourad (esq.), o ‘Primo’, e Roberto Augusto Leme da Silva (dir.), o ‘Beto Louco’ Foto: Reprodução Play Video H Os empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, chamado de “Beto Louco”, negociam um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo, segundo o Blog do Fausto Macedo, do Estadão. Ambos são apontados como os alvos mais importantes da Operação Carbono Oculto, descrita como uma ofensiva contra a infiltração do crime organizado na economia formal, com foco no “andar de cima” do PCC na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo. De acordo com a reportagem, os dois empresários estão foragidos e as conversas sobre a delação são conduzidas por promotores especializados no combate ao crime organizado. Eles negam “enfaticamente” ter qualquer elo com o PCC, ainda segundo o texto. Fontes ouvidas pelo Estadão afirmaram que “Beto” e “Primo” dizem ter informações que poderiam “derrubar metade do Congresso”. A mesma apuração atribui a essas fontes a estimativa de que se trataria de “mais de meio bilhão de reais em propinas a parlamentares e autoridades”. Ainda segundo o relato, os empresários alegam ter “provas” para sustentar as acusações: uma coleção de mensagens de WhatsApp que apontariam encontros pessoais, ou com “laranjas”, para entrega de propinas. O dinheiro, de acordo com o texto, estaria associado a pedidos de “alívio” para o setor de combustíveis, explorado por eles por meio de uma rede de postos. O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa. (MPSP/Divulgação) O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou, em nota citada na reportagem: “Chegaremos não só a empresários e empresas, mas a agentes públicos e eventualmente até políticos. Nosso objetivo é impessoal.” Em seguida, ele acrescentou que “qualquer pessoa que tiver qualquer envolvimento, em qualquer etapa dessa cadeia criminosa, terá que se explicar e sofrerá as consequências penais, administrativas e cíveis cabíveis”. O texto diz que a eventual negociação não está sob alçada direta da Procuradoria-Geral, mas permanece em avaliação pelos promotores vinculados à Carbono Oculto, deflagrada na manhã de 28 de agosto do ano passado. A operação, segundo a reportagem, atingiu o setor de combustíveis e também fintechs e fundos sediados na Avenida Faria Lima. A apuração menciona estimativas dos investigadores de que braços do PCC teriam movimentado R$ 52 bilhões no período investigado, com blindagem por meio de 40 fundos de investimento. Também é citado que a BK Bank teria registrado R$ 17,7 bilhões em movimentações financeiras suspeitas e que os investigadores estimariam que 80% desse montante, no período apurado, teria relação com o PCC; o banco afirmou, na ocasião, que foi “surpreendido” com a operação e declarou atuar com transparência e padrões de compliance. A reportagem cita ainda a Reag Investimentos, que administrava o fundo Location no primeiro semestre de 2020, e aponta que o único cotista seria Renato Steinle de Camargo, descrito nas investigações como “testa de ferro” de “Primo” e “Beto Louco”. O Estadão afirma que os empresários estão “impacientes” e veem o acordo como importante para tentar reduzir riscos de condenações por fraudes, sonegação, crimes tributários e organização criminosa, além de alegarem que relatos já teriam sido enviados, mas “sentaram em cima em Brasília”; o advogado dos dois foi procurado e disse que não comentaria a negociação.