Via Conflictos Militares del Siglo XXI
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O Irã tomará a partir de agora todos os navios que arvorem bandeiras da União Europeia (UE) ou estão associados a ele que naveguem no Estreito de Ormuz, uma vez que o Irã designou a União Europeia como organização terrorista.
Esta é a resposta à decisão da União Europeia de declarar terrorista ao Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI) com uma medida de retaliação: o Parlamento iraniano designou a UE e os exércitos dos seus Estados-Membros como “organizações terroristas”, alertando que poderia agir contra navios europeus no Estreito de Ormuz.
A ameaça iraniana de apoderar-se de navios que arvoram pavilhão da UE ou a ela associados representa um risco direto para a segurança energética global.
Um bloqueio ou captura de navios poderia aumentar os preços do petróleo e gerar crises de abastecimento na Europa e na Ásia.
Este cenário é um exemplo claro de como a designação de atores como “terroristas” se torna uma arma política e doutrinária, com repercussões imediatas na segurança marítima global. Esta arma antes só estava na posse dos EUA e dos seus vassalos, mas agora, a realidade é outra e quem tem poder impõe as condições e nessa área do planeta o poder é exercido pelo Irã.
