O debate sobre homens urinarem sentados ganha força entre especialistas

Bares na Alemanha e França tem adesivos incentivando os homens a urinar sentados -------------------- Julio Take no oexpredsobr ------- A discussão que antes ficava restrita ao ambiente doméstico e às normas de etiqueta agora ocupa consultórios médicos e fóruns de saúde pública. Embora a anatomia masculina tenha sido “projetada” para a praticidade de urinar em pé, uma convergência de fatores ligados à higiene, saúde da próstata e conforto biomecânico está virando o jogo a favor do trono. ​Higiene: O fim dos “respingos invisíveis” ​O principal argumento para abandonar o estilo tradicional é a limpeza. Estudos de dinâmica de fluidos mostram que urinar em pé em um vaso sanitário comum gera uma “névoa” de micropartículas que podem viajar por até um metro e meio, atingindo escovas de dentes, toalhas e o próprio piso. ​Vantagem: Sentar elimina quase 100% do borrifo colateral. ​Contexto: Países como a Alemanha já adotam culturalmente o termo Sitzpinkler (aquele que urina sentado) como um padrão de civilidade doméstica. ​O fator médico: O que diz a urologia ​A declaração de Mary Garthwaite, da Fundação de Urologia do Reino Unido, ressalta que não há uma regra universal, mas a ciência aponta benefícios específicos para certos grupos. ​Um estudo abrangente do Centro Médico da Universidade de Leiden, na Holanda, revelou dados interessantes sobre a urodinâmica (o fluxo da urina): ​Hiperplasia Prostática Benigna (HPB): Para homens com próstata aumentada, sentar-se permite que a musculatura pélvica e da bexiga relaxe mais profundamente. ​Esvaziamento Completo: A posição sentada facilita um esvaziamento mais rápido e completo da bexiga, reduzindo o risco de infecções urinárias e a formação de cálculos na bexiga. ​Saúde Cardiovascular: Em idosos, urinar sentado evita episódios de síncope vasovagal (tonturas ao urinar), prevenindo quedas no banheiro. ​”A posição sentada altera o ângulo anorretal e relaxa os músculos do assoalho pélvico de uma forma que a posição em pé simplesmente não permite”, explicam pesquisadores. ​Em suma, a transição para o hábito de sentar parece ser menos uma questão de “certo ou errado” e mais uma escolha inteligente para quem busca preservar a limpeza da casa e a longevidade do sistema urinário.