A História não se escreve com propaganda: escreve-se com fatos
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União Palestina da América Latina/UPAL
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O sionismo hoje tenta se apresentar como vítima enquanto continua a levar adiante uma política sistemática de desapropriação, ocupação e destruição contra o povo palestino, os habitantes originais daquela terra. Não se pode empunhar a espada e depois se vestir de mártir. Não se pode bombardear cidades e alegar inocência perante o mundo.
A máquina de propaganda tenta gerar sentimentos de culpa na opinião pública internacional. Busca inverter os papéis: apresentar o ocupante como ameaçado e o ocupado como agressor. Mas a verdade histórica não pode ser apagada com campanhas midiáticas ou discursos repetidos em fóruns diplomáticos.
Aqueles que destroem casas, que tiram vidas, que transformam bairros inteiros em escombros, não são vítimas do destino: são responsáveis por seus atos. O direito internacional não pode ser aplicado seletivamente. Não pode haver silêncio quando os direitos fundamentais de um povo que resiste ao deslocamento, ao bloqueio, à colonização e à violência estrutural há décadas são violados.
O povo palestino não precisa de compaixão manipulada; precisa de justiça. Não precisa de narrativas fabricadas; precisa do pleno reconhecimento do seu direito à autodeterminação, ao retorno e a viver em liberdade e dignidade na sua própria terra.
A União Palestina da América Latina (UPAL) denuncia a exploração do sofrimento para justificar o injustificável e rejeita o investimento de bilhões de dólares em campanhas publicitárias destinadas a encobrir a imagem após tragédias humanas, em vez de assumir a responsabilidade e promover soluções justas e duradouras. A história não se escreve com propaganda: escreve-se com fatos. E os fatos mostram uma realidade de ocupação prolongada e sofrimento humano que o mundo não pode mais ignorar.
Total de pessoas internadas em hospitais na Faixa de Gaza nas últimas 48 horas:
1 novo mártir e 10 feridos.
Desde o cessar-fogo (11 de outubro):
• Número total de mártires: 612
• Número total de infecções/feridos: 1.640
• Total de recuperações: 726
Estatísticas cumulativas:
• Número cumulativo de mártires: 72.070
• Número cumulativo de infecções: 171.738
Esses números não são propaganda. Representam vidas humanas. Representam famílias destruídas, gerações marcadas e uma ferida aberta que continua a sangrar diante dos olhos do mundo.
A memória de um povo não pode ser apagada com discursos. A Palestina continua viva em seu povo, em sua cultura, em sua diáspora e em sua resistência inabalável por justiça.
A responsabilidade histórica é clara. A consciência do mundo também deve ser.
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União Palestina da América Latina – UPAL
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Postado por MOVIMENTO BRASIL OPERARIO
