NR- Os arquivos Epstein revelados pelo FBI mostram que bilionários (incluindo os ex-presidentes Bush - pai e filho -, Clinton e o atual Donald Trump) participavam de orgias com crianças nas mansões de Epstein. Em algumas festas Epstein pedi aos seus fornecedores crianças, mas usava o termo "pizza". Relatos mostram que tiravam sangue e torturavam bebês e crianças. Nas decadas passadas mais de 3.000 crianças brasileiras desapareceram ou foram "adotadas" por estrangeiros.
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DELEGADO HÉLIO BRESSAM EXPÕE A INDÚSTRIA DO HORROR: O TRÁFICO DE CRIANÇAS QUE FATURA BILHÕES - O que o delegado Hélio Bressan (foto) descreve em entrevista é algo que investigações policiais vêm apontando há anos, mas que quase nunca ganha o espaço proporcional à sua gravidade no debate público.
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por Karina Michelin.
Editor: Júlio César Prado
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Quando um delegado com décadas de atuação afirma que o tráfico de seres humanos é hoje a atividade criminosa mais lucrativa do mundo, superando o tráfico de drogas, ele está expondo uma lógica cruel do crime organizado: drogas são vendidas uma vez enquanto crianças são exploradas, revendidas e violentadas repetidas vezes.
O dado de que uma criança pode ser “avaliada” em cerca de 120 mil dólares - seja para pedofilia, adoção ilegal ou extração de órgãos - não é apenas chocante. Ele revela um mercado estruturado, com demanda internacional, redes logísticas, falsificação de documentos e, sobretudo, silêncio institucional.
Mais alarmante ainda é o ponto que ele levanta sobre os registros oficiais: crianças desaparecem e os casos entram como “desaparecimento”, não como sequestro, tráfico ou crime organizado transnacional. Isso mascara estatísticas, dificulta investigações e protege redes criminosas.
Uma criança desaparecendo a cada 40 minutos no Brasil não é uma estatística, é uma emergência civilizatória.
Diante de tudo isso, como a sociedade civil consegue seguir em silêncio? Não se trata de uma pauta ideológica; trata-se de crianças sendo tratadas como mercadoria, enquanto o debate público se perde em distrações, polarizações artificiais e conveniências políticas.
Estamos vivendo uma pandemia de “desaparecidos”, enquanto o tráfico de seres humanos fatura bilhões, negociando corpos inocentes sob o silêncio da sociedade e sobretudo das instituições (Foto: Divulgação).
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*Karina Michelin é jornalista, apresentadora, escritora e analista política.
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