TIKTOK, Meta e Google avançam com “super-pixels” de rastreamento que monitoram usuários até fora das redes
por Julio Take no www.oexpressobr.com.br --------
Uma imagem invisível, menor que a ponta de uma agulha digital, tornou-se o centro de uma nova polêmica sobre privacidade em 2026. O chamado pixel de rastreamento, tecnologia amplamente utilizada por gigantes como Google, Meta e TikTok, evoluiu para versões mais agressivas, capazes de coletar dados sensíveis mesmo de quem sequer possui conta nessas plataformas.
A evolução para o “Super-Pixel” em 2026
Diferente dos cookies tradicionais, que estão em declínio devido a restrições de navegadores, os pixels de rastreamento operam de forma silenciosa no código de milhões de sites. Relatórios recentes de fevereiro de 2026 indicam que o TikTok, após mudanças estruturais em sua operação global, aprimorou sua ferramenta para capturar informações de “micro-comportamentos” e contextos emocionais.
Especialistas em cibersegurança alertam que o perigo agora reside na profundidade da coleta. Testes revelaram que esses pixels estão presentes em sites de saúde e serviços públicos, capturando:
Dados sensíveis: Buscas por diagnósticos de doenças, tratamentos de saúde mental e consultas de fertilidade.
Comportamento preditivo: Algoritmos de IA usam o pixel para antecipar intenções de compra e até estados emocionais em tempo real.
Rastreamento de não-usuários: Mesmo que você nunca tenha instalado o app do TikTok ou possua um perfil no Facebook, o pixel “escuta” sua navegação através de sites parceiros e cria um perfil “fantasma” para fins publicitários.
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Por que as empresas usam?
Para o Google e a Meta, essa tecnologia é o que garante a precisão de anúncios que parecem “ler a mente” do consumidor. Já para o TikTok, o pixel é essencial para alimentar o seu motor de recomendação, que em 2026 consolidou-se como o principal buscador da Geração Z, superando o modelo tradicional de pesquisa por texto.
”A nova geração de rastreamento tem capacidades preditivas extraordinárias. O bloqueio individual ajuda, mas o problema é estrutural”, afirmam especialistas da consultoria Disconnect.
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Como se proteger da vigilância invisível
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Embora a tecnologia seja difícil de detectar a olho nu, existem ferramentas e hábitos que podem limitar essa exposição.
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O futuro da privacidade
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Com a implementação de novas regras como o ECA Digital e o endurecimento das normas de IA em 2026, espera-se que o uso desses “super-pixels” passe por uma fiscalização mais rigorosa, exigindo consentimento explícito para rastreamentos que ultrapassam o limite do marketing comum e invadem a esfera da saúde e vida privada.
