por Riby Schleifer ------------
Estupros, Violências, Fascismo: O que ainda Esconde a Ordem dos Aurauto do Evangelho ?
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O ministro Flávio Dino, do (STF), liberou a Warner Bros Discovery dona da plataforma de streaming HBO Max a exibir o documentário "Escravos da Fé: Os Arautos do Evangelho", que aborda relatos sobre o modo de vida dessa congregação religiosa ultraconservadora inspirada na Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP).
Dino derrubou decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que em dezembro havia proibido a veiculação da obra. Com a liberação, o documentário deve ser exibido em formato de série com vários episódios, com previsão de lançamento ainda no primeiro semestre deste ano.
Importante: Dino libera o documentário para ser exibido, mas proibi de utilizar documentos sigilosos do inquérito civil que tramita sob segredo de Justiça na Promotoria de Caieiras (SP).
A associação foi fundada em 1999 pelo monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, um ex-membro da TFP.
A entidade foi reconhecida pelo papa João Paulo II em 2001, mas sofreu uma intervenção do Vaticano em 2017, por decisão do papa Francisco, após denúncias da prática de exorcismos, processos de lavagem cerebral, estupro , violência assédio moral e de cultos a seu criador, Clá Dias, que se afastou do cargo.
As denúncias levaram à abertura de uma investigação pela Promotoria de Caieiras, em São Paulo, cidade na qual a congregação construiu uma basílica e onde fica o centro de suas operações.
A TFP que inspirou a organização foi um movimento anticomunista de extrema-direita que, historicamente, se alinhou a setores da direita radical no Brasil e no mundo durante o século XX, incluindo o fascismo e o nazismo.
Suas raízes estão no Integralismo (AIB - Ação Integralista Brasileira), fundado nos anos 1930 por Plínio Correia de Oliveira sob o lema "Deus, Pátria e Família".
A TFP idealizava a Idade Média como o auge da civilização cristã. O Integralismo utilizava fardas (as camisas verdes), saudações rituais e uma hierarquia rígida, inspirados por uma lógica paramilitar.
Os membros dos Arautos do Evangelho também adotam um estilo de vida monástico-militarizado, utilizando hábitos que remetem às ordens medievais (túnicas com grandes cruzes e botas de cano longo).


