Gervásio Castro Neto ------------
Cerca de 99% do tráfego mundial de internet não depende de satélites, mas de cabos de fibra óptica no fundo do oceano. E muitos desses cabos passam hoje por áreas de conflito ativo, como o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho, regiões que enfrentam fortes restrições no tráfego.
Pelo Mar Vermelho passam aproximadamente 17 cabos submarinos responsáveis por grande parte da conexão entre Europa, Ásia e África. Já no Estreito de Ormuz, há rotas que conectam países como Irã, Iraque, Kuwait, Bahrein e Catar ao restante do mundo. Juntas, essas duas regiões concentram cerca de 17% do tráfego global de dados.
⚠️ O Irã sinalizou que poderá atingir infraestruturas tecnológicas dos EUA e aliados caso sua rede energética seja atacada. Há precedentes: em 2024, cabos no Mar Vermelho foram danificados, causando interrupções relevantes em partes do Oriente Médio e do sul da Ásia.
Um dos maiores riscos está na manutenção. Navios especializados em reparar esses cabos não conseguem operar em zonas de conflito, o que pode prolongar eventuais interrupções por semanas ou até meses.
�� Serviços essenciais como bancos, mercados financeiros, computação em nuvem, comunicações e sistemas de inteligência artificial dependem diretamente dessa infraestrutura. Grandes empresas de tecnologia possuem investimentos bilionários na região e são altamente dependentes dessas conexões.
�� Sem alternativas imediatas em larga escala, qualquer dano significativo a esses cabos pode gerar impactos globais relevantes.
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fonte: bregahypereserva
