A TEIA DE ARANHA QUE HUMILHA ISRAEL

por Alcides Torres ---------- Um fio de vidro mais fino que um cabelo humano, nas mãos do Hezbollah, destruiu, em apenas duas horas, 10 tanques Merkava e dois tratores blindados do exército israelita. É a maior humilhação militar que Israel sofre em 78 anos de ocupação. No dia 26 de Março de 2026, no sul do Líbano, na estrada entre Taybeh e Qantara, a 7ª Brigada blindada do exército israelita caiu numa emboscada meticulosamente preparada pela resistência libanesa. E não era uma brigada qualquer. Era veterana do Vale das Lágrimas em 1973, mitificada como a espinha dorsal do poder blindado de Israel. Em menos de duas horas, 10 tanques Merkava Mk.4 e 2 tratores blindados ardiam na estrada. Os soldados sobreviventes abandonaram os veículos e fugiram a pé. A revista norte-americana Military Watch Magazine classificou o episódio como as maiores perdas blindadas israelitas em mais de 40 anos. Na mídia ocidental pouco ou nada se falou deste acontecimento. ▪️ Que arma é esta, afinal? Trata-se de um drone que não emite qualquer sinal. Voa ligado ao operador por um fio de fibra óptica e, por isso, os radares mais caros do mundo não o detectam. O sistema israelita Trophy, vendido durante décadas como "a solução para a próxima guerra", ficou mudo. A aritmética da derrota é simples e humilhante: um drone da resistência libanesa de 500 dólares, com uma ogiva soviética de 1961, põe fora de combate tanques israelitas de 10 milhões de dólares cada. E o desfecho é ainda mais ridículo. Em Abril de 2026, Israel (uma das maiores potências militares do planeta) lançou uma encomenda urgente de 12 mil drones idênticos aos que os combatentes em caves do sul do Líbano já estavam a usar contra os seus Merkavas. O poderoso a copiar o humilde. ▪️ A profecia de Nasrallah cumpriu-se Em Maio de 2000, no estádio de Bint Jbeil. Hassan Nasrallah (líder do Hezbollah, morto em ataque israelita em 2024) declarou, que Israel é "mais frágil que uma teia de aranha". Em Abril de 2026, Israel arrasou esse mesmo estádio numa tentativa miserável de apagar as palavras de Nasrallah. Tarde demais, pois elas já se tinham tornado profecia. Vinte e cinco anos depois, o fio não é de teia. É de fibra óptica, uma arma que aterrorizou um dos maiores exércitos do mundo. ▪️ E como tratou a imprensa este acontecimento histórico? Com indiferença. Com desatenção. Com o rosto virado para o lado. Os grandes jornais cobrem o conflito Israel-Hezbollah como se fosse mais uma notícia lateral do Médio Oriente. Ninguém fez manchete. Ninguém destacou a dimensão histórica do feito da resistência libanesa. Ninguém quis mostrar a maior derrota blindada de Israel em 40 anos, infligida por um grupo de guerrilheiros com uma arma de 500 dólares. Ninguém explicou o que são os drones de fibra óptica. Nas televisões nenhum especialista convidado para explicar o insólito. O acontecimento foi reduzido a parágrafos soltos em reportagens genéricas sobre a guerra, quando em qualquer outro contexto teria sido manchete durante uma semana. Porquê? Porque falar de quem resiste à opressão não serve a narrativa oficial. A narrativa que nos impõem todos os dias exige um Israel tecnologicamente superior, moralmente intocável e militarmente invencível. Enquanto o Times of Israel, o Haaretz e o Washington Examiner (jornais israelitas e norte-americanos, repito, não "propaganda anti-sionista") dedicaram reportagens extensas a uma das maiores derrotas militares de Israel em décadas, no Brasil o acontecimento passou quase em branco. Isto não é jornalismo. É cumplicidade pela proporção invertida. Dar a um facto histórico o espaço de um facto trivial é uma forma discreta, mas eficaz, de o apagar. É lamentável esconderem verdades inconvenientes. E há ainda algo maior nesta história. Da Palestina ao Líbano, do Iémen ao Irã, a resistência dos povos prova todos os dias que os exércitos mais sofisticados do mundo podem ser travados pela inteligência, pela coragem e pela justiça de uma causa maior. Não vencem os exércitos com mais armas. Vencem os povos com mais razão. Quem luta pela sua terra é mais forte do que quem luta para a roubar. Quem luta pela liberdade dura mais do que quem luta para a ocupar. É por isso que, ao fim de 78 anos, Israel ainda não venceu. E é por isso que, no fim, não vencerá. ------------------------------ Partilhem. Cada partilha é uma fenda no silêncio cúmplice. ------- Fontes consultadas: The Cradle, Military Watch Magazine, Times of Israel, Haaretz, Washington Examiner, Agência Brasil.