GENERAL IMPEDIU QUE TRUMP BOMBARDEASSE O IRÃ COM BOMBA ATÔMICA

João Lopes ----------- General Dan Caine Impede Bombardeamento Nuclear de Trump Contra o Irã, no Meio do “Manifesto Palantir” de Controle Tecnológico. [Nota minha: além de psicopata, criminoso, mentiroso e outras coisas que tais, Trump é, sem dúvida, um louco perigoso!] (Preâmbulo da tradutora Lusitana Isabel Conde) ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Desenrola-se o “Quarto Estádio” da “armadilha da escalada” do politólogo Robert Pape no meio do caos global e do fracking geoestratégico, em uníssono com o incêndio quase paroxístico de outras frentes multidimensionais. O epicentro da guerra de EUA/Israel vs. Irã – que se epitomiza agora no estreito de Ormuz e a focal soberania inalienável do Irã e de Omã –, provocou o “bater de asas da borboleta” com as suas metástases sequenciais na geoeconomia – crise do fornecimento de petróleo/gás/fertilizantes/alimentos, etc. – e nas geofinanças, incremento do binómio petróleo/gás, quedas na bolsa e choque do petrodólar vs. petroyuan. O título da agência russa TASS subsume-o esplendidamente: “EUA preparados para bombardear o Irã de novo com ou sem trégua”, enquanto a China, a outra superpotência tripolar, se preocupa e ocupa com os preparativos bélicos do Japão no Mar do Sul da China. O cessar-fogo dos EUA, que vencia na madrugada de quarta-feira 22 de Abril, hora da capital Washington, foi prolongado por solicitação expressa do mediador paquistanês, à espera de uma “proposta do Irã”. Os EUA mantêm o seu bloqueio aos portos iranianos, o que obrigou a adiar a viagem do vice-presidente JD Vance, grande aliado da Palantir, empresa de inteligência artificial (IA) criada pela CIA que procura “vigilância” para o Pentágono. O Irã recusou-se a ir à reunião de Islamabad devido às “exigências excessivas de Trump”, concomitante com o bloqueio naval dos EUA que levou à captura pirata de um tanker persa. A altas horas da noite de sábado (18/4/26), Trump convocou uma reunião de emergência com os seus generais, que foi tempestuosa, e que se deu a saber no decorrer de Domingo. Dois dias depois, o ex-agente da CIA Larry Johnson (LJ), com fortes ligações ao exército dos EUA, difundiu o que aconteceu na Sala de Crise (Situation Room) na Casa Branca, que reiterou na sua entrevista histórica com o juiz Napolitano, em que expôs: “Trump queria usar (¡mega-sic!) os códigos nucleares e o general Dan Caine levantou-se e negou-se”. Convém lembrar que Trump 1.0 já tinha colidido com o general Mark Milley e, em datas recentes, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, já tinha chocado con Daniel Driscoll, muito próximo do vice-presidente Vance. É cada vez mais notório o desencontro entre o anticatólico Trump e o católico geração Y JD Vance, devido à contrastante abordagem da guerra contra o Irã. Segundo LJ, o general Caine, chefe das forças conjuntas dos EUA, invocou a sua negação como “privilégio militar” do UCMJ (Uniform Code of Military Justice). LJ diz que se tratou de uma verdadeira “explosão” quando foram difundidas “imagens do cabisbaixo general DC depois da reunião de emergência”. LJ conclui que “coisas bizarras estão a acontecer na capital”, enquanto o “Irão estava coberto de nuvens” devido ao mau tempo. O privilégio invocado pelo general DC versa sobre o USMJ que pode revogar a ordem presidencial quando o fracking doméstico entre o Pentágono e a Casa Branca chegam ao seu paroxismo. A perturbadora revelação de LJ viralizou-se de forma angustiante. Por azares do destino, o não menos perturbador “manifesto Palantir” de 22 pontos – empresa de IA muito misteriosa da CIA que dirige o ISR (Intelligence/Surveillance/Reconnaissance) – do Pentágono, que participou na ascensão à vice-presidência de JD Vance, foi publicado no mesmo dia da recusa do general DC a entregar o código nuclear a Trump. A Palantir pretende impor uma “nova ordem tecnológica global” face à Rússia e à China que tornariam obsoletas as armas atómicas por meio do monopolista de “bombas de IA”. ---------------------- Alfredo Jalife (Tradução de Isabel Conde)