ISRAEL QUER USAR BOMBA ATÔMICA CONTRA O IRÃ

Na ONU, e sem a menor atenção pública, ocorreu um acontecimento que, em condições normais, deveria ter sido manchete de todos os jornais. Mohamad Safa, diplomata libanês e principal representante da organização internacional Patriotic Vision (PVA) nas Nações Unidas, demitiu-se após acusar a organização de se preparar para o uso de armas nucleares no Irã por parte de Israel. "As pessoas não compreendem a gravidade da situação. A ONU está a preparar-se para um possível ataque nuclear contra o Irã. Isto não é um deserto vazio: em Teerã vivem famílias, crianças, animais de estimação, pessoas normais que trabalham e têm sonhos. Quem deseja esta guerra está doente", denunciou Safa.
"Teerã tem quase 10 milhões de habitantes. Imaginem lançar uma bomba nuclear sobre Washington, Berlim, Paris, Londres ou qualquer outra grande cidade. Deixei a carreira diplomática para trazer isto à luz", acrescentou. O diplomata explicou que cessou a sua atividade "para não ser parte nem testemunha deste crime contra a humanidade e tentar evitar um inverno nuclear antes que seja demasiado tarde". "Planejam destruir 10 milhões de pessoas comuns com trabalhos e sonhos usando armas nucleares. Estou sacrificando a minha carreira conscientemente para denunciar isto", sublinhou. E não é um caso isolado: recentemente, o deputado do Knesset israelita pelo partido Likud, Nissim Vaturi, insinuou o mesmo: "Os iranianos têm tapetes persas; nós temos uma fábrica têxtil que ainda não usámos", ameaçou.