COMUNICAÇÃO FORMAL DE RECLAMAÇÃO INTERNACIONAL E PEDIDO DE REPATRIAÇÃO
DESTINATÁRIOS:
SR. ANTÓNIO GUTERRES.
Secretário-Geral das Nações Unidas (ONU).
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SRA. VOLKER TÜRK
Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH),
SRA. TANIA RENEÉ RAGUAZ.
Secretário-executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)
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EXCELENTES REPRESENTANTES:
Dirigimo-nos às suas altas autoridades com a urgência que esta barbárie exige. Apresentamos uma denúncia formal e pública do sequestro do Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela, *Nicolás Maduro Moros*, e da Deputada *Cilia Flores*, que hoje completam *três meses e meio* como reféns do Governo dos Estados Unidos da América, sob a administração do Sr. Donald Trump.
Este ato constitui uma violação flagrante e absoluta da Carta das Nações Unidas, especificamente dos princípios da soberania, da autodeterminação e da não interferência. A detenção de um Chefe de Estado em exercício não só atropela a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, como também mina os próprios fundamentos da coexistência internacional.
Denunciamos ao mundo que este sequestro foi precedido por um ataque criminoso: um atentado traiçoeiro que ceifou a vida de 132 pessoas, vítimas inocentes da sede de poder das corporações militares e financeiras que dirigem a política externa do império. Não se trata de justiça, mas sim de uma operação de assalto para derrubar à força a Revolução Bolivariana e se apoderar dos recursos energéticos que pertencem exclusivamente ao povo venezuelano.
Diante dessa realidade, propomos:
1. Uso da Força e Barbárie: A diplomacia dos mísseis aplicada pelo governo Trump representa um retorno aos tempos coloniais, onde a "bota" do Estado Profundo ignora os protocolos da ONU para impor uma reordenação geopolítica baseada no roubo de petróleo.
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2. Estado de Prisioneiro de Guerra: Diante do cerco militar e da prisão em uma cadeia de Nova York, o presidente Nicolás Maduro se declarou prisioneiro de guerra, exigindo o reconhecimento do conflito internacional que os EUA iniciaram contra a Venezuela.
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3. Exigência de Liberdade: Após 112 dias de detenção ilegal, a comunidade internacional não pode permanecer em silêncio diante deste crime. Exigimos a libertação imediata dos detidos e o fim da ocupação judicial do gabinete presidencial.
A história julgará aqueles que, tendo a responsabilidade de defender o direito internacional, permitiram que a força bruta prevalecesse sobre a razão e a paz. Queremos que retornem à sua pátria, de onde jamais deveriam ter sido arrancados pela arrogância imperial.
Parem os ataques à soberania da Venezuela!
*Justiça para as vítimas do atentado!*
*Liberdade para Nicolás e Cilia!*
Sinceramente,
Coordenadoria Simón Bolívar
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Sábado, 25 de abril de 2026.
Caracas, Venezuela
