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A cúpula nacional do União Brasil subiu o tom e impôs um freio nas movimentações políticas do senador Sergio Moro no Paraná. Através de uma resolução assinada pelo presidente nacional da legenda, Antonio Rueda, o partido declarou nulas todas as cartas de anuência concedidas por Moro a mandatários que buscavam deixar a sigla sem perder o mandato.
A decisão atinge diretamente a vereadora de Curitiba, Tathiana Guzella (eleita como Delegada Tathiana), que havia anunciado sua filiação ao PL nesta segunda-feira (30). Com a anulação do documento, a migração da parlamentar — a mais votada da capital paranaense — entra em um limbo jurídico, podendo configurar infidelidade partidária caso ela não retorne aos quadros do União.
O conflito de competência
O cerne da disputa é uma queda de braço pelo controle do partido visando as eleições de 2026. A Resolução CEN nº 027/2026, editada em 16 de março, estabelece que:
A competência para expedir cartas de anuência para mandatários municipais é exclusiva da Comissão Executiva Nacional.
Qualquer documento emitido por diretórios estaduais ou lideranças isoladas — como o feito por Moro no Paraná — é considerado nulo de pleno direito.
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Bastidores: O isolamento de Moro
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A movimentação de Rueda ocorre em um momento de isolamento político de Sergio Moro dentro e fora do partido. Recentemente, o Progressistas (PP), liderado por Ciro Nogueira, manifestou veto à possível candidatura de Moro ao Governo do Paraná em 2026, caso a federação entre as siglas se concretize.
Embora Rueda tenha vindo a público defender o direito de Moro se candidatar, internamente a nulidade das cartas de anuência é lida como um “aviso” de que o senador não detém as chaves da legenda no estado. Para aliados da vereadora Tathiana Guzella, a situação gera insegurança jurídica, já que o convite do PL tinha como base a suposta liberdade garantida pelo documento de Moro.
A vereadora e o senador ainda não se manifestaram oficialmente sobre a nulidade decretada pela nacional. O caso agora deve ser levado à Justiça Eleitoral, que dará a palavra final sobre a validade da janela aberta pela anuência de Moro.
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