TRUMP PERDEU A GUERRA PARA O IRÃ

Pronto, seus Trumpafetivos. O pedófilo de estimação de vocês perdeu a Guerra do Irã. Sim, perdeu! Agora tatuem na testa: Trump perdeu a guerra para o Irã! Trump conseguiu matar Ayatolá Khamenei mas... Seu filho, muito mais linha dura, assumiu sua posição. A parcela da juventude que repudiava o regime e pendia para uma cultura ocidental, entendeu porque seu país se posiciona contra o imperialismo e agora repensa seu papel. O país está muito machucado em sua infraestrutura, mas nada que a China e a Rússia não possam resolver. O regime genocida e teocrático de Israel tambem apanhou muito. Teve alvos estratégicos destruídos, principalmente aqueles ligados a seu programa nuclear, serviço de inteligência, indústria militar e estratégica. Agora estão cada vez mais longe de um acordo com as monarquias do golfo, que tomaram uma pancada e agora vão levar anos para restaurar a imagem de segurança. Todas as bases militares estadunidenses na região foram destruídas e o Irã vai exigir que não sejam reconstruídas. O Hezbollah mostrou que estava muito menos debilitado do que se imaginava e o Iêmen mostrou que quando precisar, pode muito bem atingir Israel. Com o bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irã, o petróleo passou $ 60 a $ 120 por barril. A inflação explodiu nos Estados Unidos. Trump precisava a todo custo arrumar um pretexto pra sair dessa guerra. Depois de passar o dia fazendo bravatas de que destruiria o Irã, o que ele conseguiu foi um cessar fogo de duas semanas em troca do Irã reabrir o estreito de Ormuz. Em resumo, quando os Estados Unidos e Israel entraram na guerra estava inteiros em sua capacidade militar. O Irã praticamente inviabilizou a presença militar dos Estados Unidos na região. Israel está com sua capacidade operacional fortemente abalada a ponto de o Domo de Ferro ter virado peneira. O Irã está muito destruído, mas venceu no principal: mostrou que tem poder de fogo pra dissuadir qualquer aventura e tem mísseis e proxies suficientes para sentar como crupiê nas novas rodadas de redefinição do mapa político do Oriente Médio." --------------- Texto do professor Thomas de Toledo