por Hajj Ananias Pinheiro
A mensagem de Jimmy Carter sobre a Palestina foi clara e profundamente controversa na política americana.
A terra pertence ao povo palestino, não à ocupação permanente, não à expansão ilegal de colonatos, nem a qualquer poder que lhes negue os seus direitos básicos.
Como o 39o presidente dos Estados Unidos, Carter não estava falando como um estranho para a diplomacia. Ele ajudou a intermediar os Acordos de Camp David e passou décadas estudando o conflito. É por isso que as palavras dele tinham peso. Ele acreditava que a paz nunca poderia ser construída em terras roubadas, controle militar ou negação da liberdade palestina.
Para Carter, a questão não era complicada: os palestinos merecem dignidade, soberania e o direito de viver livremente na sua própria terra.
Quer as pessoas concordassem com ele ou não, ele forçou a América a confrontar uma verdade que muitos políticos evitaram. Não pode haver paz real enquanto um povo controla a terra, o movimento e o futuro de outro povo.
Carter disse o que muitos tinham medo de dizer: justiça para os palestinos não é opcional. É essencial.
