por deputada Ana Júlia -------
Ex-juiz suspeito e parcial. Ex-ministro de Bolsonaro. Ex-pré-candidato por São Paulo. Responsável pela operação que destruiu mais de 4 milhões de empregos.
A trajetória de Sergio Moro é marcada por abandonos, contradições e um círculo de relações cada vez mais distante do personagem que tentou construir para si mesmo.
O ex-juiz da Lava Jato hoje está no mesmo partido comandado por Valdemar Costa Neto e aliado do bolsonarismo que ele dizia combater. O mesmo Bolsonaro de quem foi ministro, até romper acusando interferência política na Polícia Federal para proteger os filhos.
No caminho, ficaram episódios como o Banestado — um dos maiores escândalos financeiros da história do país que terminou sem atingir boa parte dos figurões envolvidos —, a relação duradoura com o doleiro Alberto Youssef, os vínculos com milionários das privatizações radicais e as denúncias feitas por Tony Garcia, ex-informante que acusa Moro de usar estruturas clandestinas de investigação e arapongagem contra autoridades.
No Senado, pouca relevância política, baixo protagonismo e quase nenhuma entrega concreta.
E ainda virou meme pelas próprias trapalhadas com a língua portuguesa, com pérolas como “conge” e “com mim”.
Uma longa ficha do agora pré-candidato ao governo do Paraná.







