DEPUTADO ENVOLVIDO NO ESCÂNDALO DO BANCO MASTER ARMA FESTA DE ARROMBA NO CLUBE CURITIBANO

Esquema BolsoMaster pode tirar Filipe Barros da corrida ao Senado O BolsoMaster deixou de ser apenas um escândalo bancário. Está se tornando uma bomba política de largo alcance - e os estilhaços ainda estão em voo. por Oliveiros Marques no Brasil 247 A operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira contra o senador Ciro Nogueira não foi apenas mais uma batida policial em Brasília. Foi um novo capítulo de um escândalo que cresce a cada semana e que já carrega um nome: BolsoMaster. No centro da tormenta, o Banco Master e seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro - e, ao redor deles, uma teia política que investigadores dizem ter custado ao menos R$ 18 milhões em vantagens ao senador bolsonarista por possível proteção aos interesses do banco dentro do Congresso. (...) No Paraná, aliados do deputado federal Filipe Barros acompanham os acontecimentos com crescente apreensão. Barros é hoje um dos nomes do bolsonarismo para disputar uma vaga ao Senado em 2026. O problema é que o parlamentar apresentou na Câmara dos Deputados uma proposta idêntica à defendida por Ciro Nogueira no Senado - o mesmo mecanismo legislativo, o mesmo beneficiário direto. Até aqui, não existe acusação formal contra Filipe Barros. Mas o fato político é inevitável: se a Polícia Federal sustenta que havia um esquema de lobby pago para remodelar a legislação financeira em favor do Banco Master, não será possível ignorar quem reproduziu o mesmo movimento sobre os tapetes de outra cor. A lógica investigativa não respeita fronteiras entre as casas do Congresso. (...)
----------------------------- Filipe Barros arma festa de arromba no Clube Curitibano com Flávio Bolsonaro por Esmael Morais em seu blog O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) prepara uma festa de arromba para comemorar seus 35 anos no dia 29 de maio, no Clube Curitibano, em Curitiba, com a presença esperada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto. O endereço escolhido fala por si. O Clube Curitibano é um dos símbolos mais tradicionais da elite da capital paranaense, desses ambientes em que a política tira a gravata em público, mas segue fazendo conta de poder na mesa do jantar. Barros nasceu em 29 de maio de 1991. A festa, portanto, marca a chegada do bolsonarista aos 35 anos em plena temporada de rearrumação da direita no Paraná. O Blog do Esmael apurou que Flávio Bolsonaro deve desembarcar em Curitiba para o evento. A presença do filho 01 de Jair Bolsonaro transforma uma comemoração privada em gesto político, porque nada é exatamente privado quando um pré-candidato à Presidência entra no salão. O Clube Curitibano informa que o Salão Azul tem capacidade para receber até 1.200 pessoas. O local tem 1.800 quadrados, estrutura suficiente para uma celebração graúda e para muitos apertos de mão longe dos microfones. O clube não revela o valor do aluguel e da festa. A dúvida que corre nos bastidores é menos sobre bolo e mais sobre palanque. Não há confirmação pública sobre convite à tropa do governador Ratinho Júnior (PSD), que saiu ferida do rearranjo bolsonarista no estado. Também não há confirmação pública sobre a presença de Sandro Alex (PSD), escolhido por Ratinho para disputar a sucessão no Palácio Iguaçu. Essa incerteza é o tempero político da festança. Se o grupo de Ratinho ficar de fora, a ausência será lida como recado. Se aparecer em peso, a fotografia poderá sugerir tentativa de recomposição, ainda que a ferida continue aberta. Na manhã desta sexta-feira (8), o Blog do Esmael revelou que o deputado federal Filipe Barros, pré-candidato ao Senado, virou dor de cabeça para Sergio Moro e Ratinho Junior depois que a Operação Compliance Zero reacendeu o debate sobre o aumento da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Filipe preside o PL no Paraná, circula no bolsonarismo raiz e ocupa uma vaga cobiçada na costura da direita para 2026, justamente quando seu PL 4395/2024 passou a ser comparado à emenda ligada ao caso Master. Barros assumiu o comando estadual do PL depois da saída de Fernando Giacobo, em meio ao movimento que levou a sigla a apoiar Moro ao governo do Paraná. A troca não foi burocrática. Foi uma mudança de dono da chave partidária no estado. O Blog do Esmael já havia apontado que a decisão da cúpula do PL de apoiar Moro rompeu a costura anterior com Ratinho e abriu uma crise na direita paranaense. O plano que antes passava por acomodar interesses do governador foi atropelado pela necessidade de montar palanque robusto para Flávio Bolsonaro no quinto maior colégio eleitoral do país. Flávio Bolsonaro, por sua vez, carrega a missão familiar de representar o bolsonarismo na eleição presidencial. O ex-presidente Jair Bolsonaro o indicou como pré-candidato à Presidência em carta lida no fim de dezembro, movimento que reorganizou as peças da oposição em vários estados. Nesse quadro, o aniversário de Filipe Barros deixa de ser apenas uma efeméride pessoal. Vira ponto de observação da nova hierarquia da direita no Paraná. Quem entrar no salão será visto. Quem não entrar também. A política paranaense, que adora se apresentar como discreta, costuma resolver suas guerras em ambientes de carpete grosso, taça alta e conversa baixa. No Clube Curitibano, Filipe Barros poderá soprar as velas cercado por aliados nacionais, mas a pergunta que interessa é outra: quem estará ao lado dele quando as luzes da festa acenderem?