JK FOI ASSASSINADO PELA DITADURA MILITAR

O relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) conclui que Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar, e não morreu em um acidente de carro, como se concluiu na época e foi mantido pela Comissão Nacional da Verdade. Elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, relatora do caso JK na comissão, o documento está sendo analisado pelos demais conselheiros e será submetido a votação na próxima reunião do colegiado. Uma sessão já havia sido marcada para 24 de abril em São Paulo, mas foi adiada a pedido dos membros, que solicitaram mais tempo para estudar o volumoso texto, que ultrapassa 5 mil páginas, incluindo anexos.Segundo apuração, o relatório deve ser aprovado pelos conselheiros. A decisão representa uma importante reviravolta em um caso polêmico de longa data. O significado é ainda maior porque a CEMDP é um órgão oficial do Estado, criado por lei em 1995, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, e atualmente conta com apoio técnico-administrativo do Ministério dos Direitos Humanos. A comissão tem como atribuições reconhecer pessoas mortas ou desaparecidas por motivação política entre 1961 e 1988, buscar a localização de seus corpos e emitir pareceres sobre os pedidos apresentados por familiares. Com informações da Folha