Nenhum dia passa em Gaza sem que outra criança seja morta, outra família seja despedaçada e outra mãe seja forçada a enterrar um futuro que nunca teve a chance de crescer.
Dia após dia, os números sobem. Mas por trás de cada número há um nome, um rosto, um quarto deixado vazio, uma bolsa de escola nunca mais pegou, e uma vida que merecia proteção.
A parte mais dolorosa não é apenas a violência em si. É o silêncio que o segue.
A mídia ocidental pode passar horas analisando política, eleições, escândalos de celebridades e linguagem diplomática, mas quando crianças palestinas são mortas, a cobertura muitas vezes torna-se fria, cautelosa ou completamente ausente.
Quantas crianças têm de morrer antes que as suas vidas sejam tratadas como iguais?
Quantas famílias devem ser destruídas antes que o mundo pare de olhar para o lado?
O silêncio não é neutralidade. O silêncio é uma escolha.
E a história vai lembrar quem falou, quem ignorou, e quem ajudou a normalizar o insuportável.
