por Instituto Paektu
No dia de ontem (6 de junho), Kim Yo Jong, chefa de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, fez uma declaração que não deixa margem para dúvidas, e a imprensa ocidental, como de costume, vai tentar ignorar ou distorcer.
Tudo começou quando o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que, na cúpula bilateral do mês passado entre Trump e Xi Jinping, ambos os lados teriam reafirmado o "objetivo comum da desnuclearização da RPDC".
Kim Yo Jong foi direta, classificando isso como “uma falsificação”, e apontando que os EUA insistem num “sonho anacrônico” que nunca se realizará. A Coreia, segundo ela, possui as informações mais precisas sobre o que de fato foi ou não discutido e deixou claro que jamais negociará sua soberania, sua segurança ou qualquer violação à sua Constituição (que fixa o status da RPDC como país possuidor de armas nucleares).
Ela também recordou que, por outro lado, os EUA seguem reforçando a aliança militar agressiva com a Coreia do Sul — agora aprovaram a exportação de projéteis de precisão, como se a realização cotidiana de exercícios que pressupõem o uso de armas nucleares contra a RPDC já não bastasse — e pontuou: “É exatamente por isso que estamos reforçando nossa capacidade autodefensiva”.
O recado final é duro:
“A arma nuclear é a lógica mais poderosa no debate com aqueles que adoram a força. Jamais toleraremos qualquer ameaça nem transigência contra a nossa soberania e segurança.”
Kim Yo Jong reafirmou que o status nuclear da RPDC é irreversível e que, diante do perigoso fortalecimento da aliança nuclear anti-Coreia, o único caminho é continuar expandindo o dissuasivo nuclear autodefensivo, conforme já decidido pela Direção coreana.
Ou seja: os EUA podem fazer o que quiserem. A Coreia não vai recuar. E soberania não está em jogo.
Confira a declaração completa no nosso site.
