Começa a vigorar nesta quarta-feira o reajuste médio de 20,1% nas tarifas residenciais de energia elétrica da Copel, autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na revisão tarifária periódica da companhia, privatizada em 2023 pelo governador Ratinho Junior (PSD).
O aumento reforça os alertas feitos pela bancada de oposição na Assembleia Legislativa do Paraná durante o processo de privatização da empresa. Na época, deputados denunciaram que a venda da Copel poderia resultar em tarifas mais altas, redução da qualidade dos serviços e enfraquecimento da capacidade de atendimento à população. Agora, os paranaenses começam a sentir no bolso as consequências de uma decisão que foi amplamente contestada por movimentos sociais, entidades sindicais e parlamentares.
Mais do que um reajuste expressivo, o que causa indignação é a combinação entre aumento de custos e piora na prestação do serviço. Nos últimos anos, multiplicaram-se os relatos de apagões prolongados, demora no restabelecimento do fornecimento de energia e prejuízos para famílias, produtores rurais, comerciantes e indústrias em diversas regiões do estado.
A gestão privada promoveu demissões de trabalhadores experientes, ampliou a terceirização e reduziu a estrutura de atendimento. O resultado é que os consumidores pagam cada vez mais caro por um serviço que, na avaliação de muitos usuários, está muito distante da qualidade que a Copel oferecia antes da privatização.
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