Quando o deputado estadual Renato Freitas levou à tribuna da Assembleia Legislativa denúncias envolvendo o deputado Ricardo Arruda (PL) , o episódio terminou no Conselho de Ética e resultou em uma advertência contra o parlamentar petista.
Agora, meses depois, o caso avançou na esfera judicial.
Segundo o Ministério Público do Paraná, por meio do GAECO, foram apresentadas denúncias relacionadas a um suposto esquema de rachadinha no gabinete de Ricardo Arruda.
De acordo com as investigações, assessores parlamentares seriam obrigados a repassar parte de seus salários. O Ministério Público também sustenta que teria ocorrido um esquema de lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos recursos investigados.
As apurações levaram à realização de buscas e apreensões no gabinete do deputado e em outros endereços ligados aos investigados. Durante a operação, agentes recolheram celulares, computadores, documentos e outros materiais considerados relevantes para a investigação.
Reportagens sobre a denúncia apontam que o Ministério Público descreve dezenas de episódios de suposta rachadinha ao longo de vários anos e dezenas de movimentações que teriam servido para ocultar os valores investigados.
Uma das linhas investigadas envolve o uso de cartões e despesas que, segundo a acusação, teriam sido custeadas com recursos provenientes do esquema investigado.
Politicamente, porém, o avanço da investigação recoloca uma pergunta no centro do debate paranaense: foi correta a punição aplicada a Renato Freitas por citar em plenário uma investigação que posteriormente resultou em denúncia formal do Ministério Público?
O caso segue em andamento.
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