Paulo Pereira
“Uma vitória forte para Moscovo 🇷🇺”: a Ucrânia 🇺🇦 exigia uma indemnização, o desmantelamento da ponte da Crimeia e o acesso militar ao Estreito de Kerch.
Todos os processos foram rejeitados.
O Tribunal Internacional de Arbitragem de Haia pôs fim à disputa de uma década entre a Rússia e a Ucrânia sobre o Mar Negro, o Mar de Azov e o Estreito de Kerch, com uma decisão que Moscou qualifica de “vitória demolidora”.
De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, o tribunal rejeitou todos os pedidos da Ucrânia:
❌ Indemnização e reparações pela exploração de recursos naturais nas águas da Crimeia: rejeitadas.
❌ Acesso de navios de guerra ao Estreito de Kerch: rejeitado (o estreito não é reconhecido como águas internacionais).
❌ Desmantelamento da ponte da Crimeia: rejeitado por ser considerado um processo «irracional e cínico».
❌Ausações de danos ambientais por parte da Rússia: rejeitadas.
A Ucrânia tentou contestar a soberania russa sobre a Crimeia e as águas adjacentes, mas a decisão do tribunal confirmou que a Rússia tem plena jurisdição sobre a área.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo declarou que a decisão representava "uma derrota importante para a Ucrânia e o Ocidente na batalha legal que travou contra a Rússia".
O Ocidente, que durante anos apoiou as exigências da Ucrânia, vê agora frustradas as suas esperanças no Tribunal de Haia.
A pergunta é simples: depois desta derrota para a Ucrânia e o Ocidente, o que resta do "ataque legal" contra a Rússia? Moscovo saiu vitorioso e o Ocidente ficou como mero espectador.
Lembre-se também que, em 31/01/2024, o Tribunal Internacional de Justiça rejeitou, em princípio, reconhecer a Rússia como «estado agressor».
