SERGIO MORO DISSE QUE MORADORES DE PARANAGUÁ SÃO "INDÍGENAS"

Sergio Moro confunde termo “parnanguara” e Requião Filho rebate pré-candidato no Paraná oexpressobr.com.br Uma gafe geográfica e identitária do senador Sergio Moro (PL-PR) movimentou os bastidores da corrida eleitoral ao governo do Paraná. Durante uma entrevista concedida no litoral do estado, o ex-juiz e pré-candidato confundiu o gentílico “parnanguara” — termo utilizado para designar quem nasce na histórica cidade de Paranaguá — com uma população indígena. A declaração gerou forte reação de seu adversário político e também pré-candidato ao Palácio Iguaçu, o deputado estadual Requião Filho (PDT). ​Ao ser questionado sobre os impactos do Porto de Paranaguá em relação aos “parnanguaras”, Moro respondeu tratando o termo como se fizesse referência a uma comunidade nativa. “A população indígena lá tem que preservar os direitos”, afirmou o senador, complementando que tais direitos não deveriam se transformar em um obstáculo para o desenvolvimento econômico e a expansão portuária da região. ​A resposta rapidamente virou combustível para a oposição. Requião Filho utilizou suas redes sociais para ironizar o episódio e criticar o desconhecimento de Moro sobre a geografia e a história paranaense. O deputado publicou um vídeo em tom de “aula pública” detalhando que parnanguara é o habitante da cidade mais antiga do estado, fundada em 1648. Com ironia, o parlamentar citou a “tribo dos parnanguaras” e relembrou outras referências do litoral do Paraná, ressaltando que adversários acusam o senador de conhecer mais o cenário nacional do que o próprio estado que pretende governar. ​A repercussão do caso atraiu outras lideranças políticas. A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), pré-candidata ao Senado, também criticou a gafe nas redes sociais, afirmando que o ex-juiz demonstra falta de propriedade sobre os temas locais. ​Após a onda de críticas e a repercussão negativa, Sergio Moro veio a público para pedir desculpas pelo equívoco. O episódio, no entanto, expõe a fragilidade territorial que os rivais de Moro tentam explorar na campanha de 2026, transformando o erro em um debate sobre a identidade regional e o preparo dos candidatos que almejam o comando do Executivo paranaense.