A QUEDA DO MINISTRO KASSIO NUNES MARQUES

por Hilton Aquino Quando a Polícia Federal e o Coaf começam a decifrar mensagens de celular de banqueiro investigado, o discurso de retidão moral de quem chegou aos tribunais pela caneta bolsonarista desmorona em cifras astronômicas, voos privados e hospedagens nababescas. Os deputados federais Rui Falcão e Rogério Correia protocolaram junto ao presidente do STF, Edson Fachin, uma Notícia de Fato solicitando a abertura imediata de inquérito contra o ministro Kassio Nunes Marques. A representação se apoia nos relatórios da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que desnudaram indícios gravíssimos de promiscuidade entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O documento detalha sete frentes estarrecedoras: do voto de desempate bilionário no caso da Destilaria Alcídia — comemorado pela cúpula do banco com o aviso "dominado aqui" — até triangulações financeiras que abasteceram o escritório do filho do ministro, com apenas dois anos de advocacia. A PF mapeou ainda a atuação da chamada "Turma do KN", envolvendo contratos advocatícios de até R$ 427 milhões, além de viagens em jatinho e temporadas em mansão no Joá bancadas pelo esquema. O quadro se agrava com o travamento do mandado de segurança que segura a CPI do Banco Master no Senado há mais de seis meses, blindando parceiros como Ciro Nogueira. Enquanto o governo do presidente Lula garante plena autonomia para que a PF e o Coaf passem a limpo as fraudes contra o sistema financeiro, a oposição vê seu principal esteio jurídico atolado nas planilhas de um banqueiro sob cerco policial. Para quem passou quatro anos posando de guardião da moralidade e atacando as instituições, deve ser embaraçoso explicar como a independência da toga foi parar em contratos milionários e no rol de gentilezas de Daniel Vorcaro. #LulaPresidente #BancoMaster #STF #NunesMarques #OperacaoComplianceZero