Campanha de Lula mira esquema que recompensa divulgação pró-Flávio com criptomoedas, diz mídia

© Foto / Elza Fiúza / ABr Campanha de Lula acionará a Justiça Eleitoral contra Flávio Bolsonaro após a revelação de um esquema que distribui criptomoedas a usuários que compartilham conteúdos pró-B22 e mensagens de apoio ao candidato. O PT sustenta que a iniciativa configura abuso econômico, propaganda irregular e possível compra de votos, podendo levar à cassação da chapa. Sputnik Brasil A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra o candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alegando que um esquema de distribuição de criptomoedas em troca do compartilhamento de conteúdos pró-B22 e de materiais que incentivam o voto no candidato do Partido Liberal (PL) configura uso indevido dos meios de comunicação, abuso de poder econômico e possível compra de votos. As infrações citadas podem levar à cassação da chapa. A ação tem como base uma reportagem que revelou o lançamento, em 6 de outubro, de um site que oferece gratuitamente tokens da criptomoeda B22 para usuários que divulguem mensagens ligadas ao projeto. A iniciativa combina apoio político a Flávio Bolsonaro, que tradicionalmente tem o número eleitoral 22, com a promessa de financiar ações sociais voltadas a crianças em Uganda. O projeto é promovido pelo perfil Hypers Kids Africa, que reúne milhões de seguidores nas redes sociais. Entre os conteúdos divulgados está um vídeo em que crianças ugandesas aparecem usando camisetas do B22 Token e incentivam o voto em Flávio Bolsonaro, além de estimular a compra e o compartilhamento da criptomoeda. Segundo o site, parte da arrecadação obtida com o token será destinada a projetos sociais no país africano. Em nota, a equipe do candidato do PL afirmou desconhecer os responsáveis pela plataforma, rejeitou qualquer relação com a venda de criptomoedas e declarou que não mantém perfis contratados para divulgar produtos ou conteúdos fora dos canais oficiais registrados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Paralelamente à ação eleitoral, a campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) encaminhou uma notícia de fato à Procuradoria-Geral Eleitoral, pedindo investigação de possíveis crimes eleitorais. O documento sustenta que o esquema pode violar o Código Eleitoral ao utilizar recompensas financeiras para promover propaganda política e atrair eleitores, além de configurar compra de votos.