por Sayid Tenório no Al-Quds Global
Colonos judeus israelenses extremistas realizaram 405 ataques na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental, entre 1º e 12 de outubro, deixando três palestinos mortos e 23 feridos.
A escalada da violência evidencia o avanço da colonização israelense e a impunidade dos agressores.
Foram 311 ataques em Nablus, Ramallah, Al-Bireh e Hebron, equivalentes a 77% das ocorrências.
As agressões incluem espancamentos, ameaças, roubos, disparos de armas de fogo, invasões de aldeias, incêndios criminosos e destruição de oliveiras e plantações.
A ofensiva ocorre durante a colheita das azeitonas, atingindo diretamente a subsistência de milhares de famílias palestinas e sua ligação histórica com a terra.
Não são episódios isolados, mas parte de uma política sistemática de intimidação, expropriação territorial e expulsão de palestinos.
A expansão dos assentamentos ilegais, associada à violência dos colonos e às restrições impostas pelas forças de ocupação, aprofunda a limpeza étnica denunciada por organizações de direitos humanos.
Em julho de 2024, a Corte Internacional de Justiça reafirmou a ilegalidade da presença continuada de “israel” nos territórios palestinos ocupados.
Enquanto Gaza enfrenta a devastação, a Cisjordânia sofre uma ofensiva destinada a consolidar a ocupação e inviabilizar a autodeterminação palestina.
A impunidade dos colonos não é apenas uma falha da ocupação: é um dos mecanismos que permitem sua expansão.
Destruir oliveiras, incendiar plantações e expulsar agricultores é tentar arrancar um povo de suas raízes, de sua história e de sua terra.
