Editorial da União Palestina da América Latina (UPAL)
Texto em português, espanhol, inglês e árabe
Os números falam por si sós. Quando apenas 18% da população manifesta satisfação com a gestão de Mahmoud Abbas, 83% percebem corrupção nas instituições da Autoridade Nacional Palestina e 65% consideram que a ANP se tornou um fardo para o povo, estamos diante de uma profunda crise de legitimidade política.
Mas há uma pergunta ainda mais incômoda: quantas pessoas continuam apoiando essa estrutura por convicção política e quantas o fazem porque dependem dos cargos, salários, contratos, privilégios e benefícios que ela proporciona?
Não podemos ignorar que, em torno da ANP, desenvolveu-se uma estrutura burocrática que parece ter mais interesse em conservar seus próprios espaços de poder do que em responder às necessidades nacionais.
Um dos exemplos mais preocupantes é a interminável rede de embaixadas, representações e missões diplomáticas palestinas distribuídas pelo mundo. A representação internacional da Palestina é necessária e constitui um direito legítimo do nosso povo. No entanto, isso não justifica manter estruturas diplomáticas cujo funcionamento, pessoal, despesas e resultados não estejam submetidos a uma avaliação pública, transparente e rigorosa.
Quanto custa manter tal aparato diplomático? Quantas dessas representações desempenham, de fato, uma função efetiva em defesa da Palestina? Quantos recursos são destinados a salários, despesas administrativas e privilégios, enquanto nosso povo necessita de assistência, educação, reconstrução e proteção?
A Palestina não precisa de uma burocracia diplomática que se reproduza a si mesma. Precisa de representantes comprometidos com seu povo, com resultados verificáveis e com uma verdadeira vocação nacional.
Não podemos aceitar que o apoio político se torne uma moeda de troca por cargos, benefícios ou regalias. A lealdade à Palestina não se compra com um salário, nem se demonstra ocupando um escritório diplomático. Enquanto Gaza tenta sobreviver a uma catástrofe humanitária, enquanto a Cisjordânia sofre com a ocupação e a expansão colonial, e enquanto milhões de palestinos na diáspora aguardam uma representação digna, é inadmissível que a prioridade de uma liderança seja conservar seus privilégios e estruturas de poder.
A ANP não é proprietária da Palestina. Nenhuma família, partido, força política ou grupo de funcionários tem o direito de se apropriar das instituições nacionais.
Nós, da UPAL, defendemos uma renovação democrática profunda, uma auditoria dos recursos públicos, a avaliação de todas as representações diplomáticas e o fim dos privilégios injustificados. Queremos instituições a serviço do povo, e não um povo obrigado a sustentar instituições que não o representam.
A Palestina precisa de unidade, democracia, transparência e dirigentes que sirvam ao seu povo, e não de uma burocracia que se sirva dele.
A pátria não é um posto de trabalho, a representação não é um privilégio e a palestina não é propriedade de ninguém!
02/11/26
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Editorial de la Unión Palestina de América Latina (UPAL)
¿Una autoridad al servicio del pueblo o una burocracia al servicio de sí misma?
Las cifras hablan por sí solas. Cuando apenas el 18% de la población manifiesta satisfacción con la gestión de Mahmoud Abbas, el 83% percibe corrupción en las instituciones de la Autoridad Nacional Palestina y el 65% considera que la ANP se ha convertido en una carga para el pueblo, nos encontramos ante una profunda crisis de legitimidad política.
Pero surge una pregunta aún más incómoda: ¿cuántas personas siguen apoyando esta estructura por convicción política y cuántas lo hacen porque dependen de los cargos, salarios, contratos, privilegios y beneficios que esta proporciona?
No podemos ignorar que, en torno a la ANP, se ha desarrollado una estructura burocrática que parece tener más interés en conservar sus propios espacios de poder que en responder a las necesidades nacionales.
Uno de los ejemplos más preocupantes es la interminable red de embajadas, representaciones y misiones diplomáticas palestinas distribuidas por el mundo. La representación internacional de Palestina es necesaria y constituye un derecho legítimo de nuestro pueblo. Sin embargo, esto no justifica mantener estructuras diplomáticas cuyo funcionamiento, personal, gastos y resultados no estén sometidos a una evaluación pública, transparente y rigurosa.
¿Cuánto cuesta mantener tal aparato diplomático? ¿Cuántas de estas representaciones desempeñan, de hecho, una función efectiva en defensa de Palestina? ¿Cuántos recursos se destinan a salarios, gastos administrativos y privilegios, mientras nuestro pueblo necesita asistencia, educación, reconstrucción y protección?
Palestina no necesita una burocracia diplomática que se reproduzca a sí misma. Necesita representantes comprometidos con su pueblo, con resultados verificables y con una verdadera vocación nacional.
No podemos aceptar que el apoyo político se convierta en moneda de cambio por cargos, beneficios o prebendas. La lealtad a Palestina no se compra con un salario, ni se demuestra ocupando un despacho diplomático. Mientras Gaza intenta sobrevivir a una catástrofe humanitaria, mientras Cisjordania sufre la ocupación y la expansión colonial, y mientras millones de palestinos en la diáspora aguardan una representación digna, resulta inadmisible que la prioridad de un liderazgo sea conservar sus privilegios y estructuras de poder.
La ANP no es propietaria de Palestina. Ninguna familia, partido, fuerza política o grupo de funcionarios tiene derecho a apropiarse de las instituciones nacionales.
Desde la UPAL, defendemos una renovación democrática profunda, una auditoría de los recursos públicos, la evaluación de todas las representaciones diplomáticas y el fin de los privilegios injustificados. Queremos instituciones al servicio del pueblo, y no un pueblo obligado a sostener instituciones que no lo representan.
Palestina necesita unidad, democracia, transparencia y dirigentes que sirvan a su pueblo, y no una burocracia que se sirva de él.
¡La patria no es un puesto de trabajo, la representación no es un privilegio y Palestina no es propiedad de nadie!
02/11/26
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Editorial by the Palestinian Union of Latin America (UPAL)
An authority in the service of the people, or a bureaucracy in the service of itself?
The numbers speak for themselves. When only 18% of the population expresses satisfaction with Mahmoud Abbas’s leadership, 83% perceive corruption within the institutions of the Palestinian National Authority (PNA), and 65% consider the PNA to have become a burden on the people, we are facing a profound crisis of political legitimacy.
But there is an even more uncomfortable question: how many people continue to support this structure out of political conviction, and how many do so because they depend on the positions, salaries, contracts, privileges, and benefits it provides?
We cannot ignore the fact that a bureaucratic structure has developed around the PNA—one that appears more interested in preserving its own spheres of power than in addressing national needs.
One of the most concerning examples is the endless network of Palestinian embassies, representative offices, and diplomatic missions spread across the globe. International representation for Palestine is necessary and constitutes a legitimate right of our people. However, this does not justify maintaining diplomatic structures whose operations, staffing, expenses, and outcomes are not subject to public, transparent, and rigorous evaluation.
What is the cost of maintaining such a diplomatic apparatus? How many of these missions actually perform an effective role in defending Palestine? How many resources are allocated to salaries, administrative costs, and perks, while our people are in need of assistance, education, reconstruction, and protection?
Palestine does not need a self-perpetuating diplomatic bureaucracy. It needs representatives who are committed to their people, who deliver verifiable results, and who possess a genuine national vocation.
We cannot accept a situation where political support becomes a bargaining chip for positions, benefits, or special privileges. Loyalty to Palestine cannot be bought with a salary, nor is it demonstrated simply by occupying a diplomatic office. As Gaza struggles to survive a humanitarian catastrophe, as the West Bank suffers under occupation and colonial expansion, and as millions of Palestinians in the diaspora await dignified representation, it is unacceptable for any leadership to prioritize the preservation of its own privileges and power structures.
The Palestinian Authority (PA) does not own Palestine. No family, political party, political faction, or group of officials has the right to appropriate national institutions.
We, at UPAL, advocate for a profound democratic renewal, an audit of public resources, an evaluation of all diplomatic missions, and the abolition of unjustified privileges. We want institutions that serve the people—not a people forced to sustain institutions that do not represent them.
Palestine needs unity, democracy, transparency, and leaders who serve their people—not a bureaucracy that serves itself at the people's expense.
The homeland is not a job, representation is not a privilege, and Palestine is no one’s property!
02/11/26
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سلطة في خدمة الشعب أم بيروقراطية في خدمة نفسها؟
افتتاحية — الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL)
الأرقام تتحدث عن نفسها. فعندما لا يُبدي سوى 18% من السكان رضاهم عن إدارة محمود عباس، ويرى 83% أن الفساد مستشرٍ في مؤسسات السلطة الوطنية الفلسطينية، ويعتبر 65% أن السلطة الوطنية الفلسطينية أصبحت عبئاً على الشعب، فإننا نكون أمام أزمة عميقة في الشرعية السياسية.
ولكن هناك سؤالاً أكثر إحراجاً: كم عدد الأشخاص الذين يواصلون دعم هذه المنظومة انطلاقاً من قناعة سياسية، وكم منهم يفعلون ذلك لأنهم يعتمدون على المناصب والرواتب والعقود والامتيازات والمنافع التي توفرها لهم؟
لا يمكننا تجاهل أن بنية بيروقراطية قد نشأت حول السلطة الوطنية الفلسطينية، ويبدو أنها تهتم بالحفاظ على مواقع نفوذها أكثر من اهتمامها بالاستجابة للاحتياجات الوطنية.
ومن أكثر الأمثلة إثارة للقلق الشبكة الدبلوماسية الواسعة التي لا تنتهي من السفارات والبعثات التمثيلية والبعثات الدبلوماسية الفلسطينية المنتشرة في مختلف أنحاء العالم.
إن التمثيل الدولي لفلسطين أمر ضروري، وهو حق مشروع لشعبنا. غير أن ذلك لا يبرر الإبقاء على هياكل دبلوماسية لا تخضع نفقاتها وموظفوها وطريقة عملها ونتائجها لتقييم علني وشفاف وصارم.
كم تبلغ تكلفة الإبقاء على هذا الجهاز الدبلوماسي الضخم؟ وكم من هذه البعثات يؤدي فعلاً دوراً مؤثراً في الدفاع عن فلسطين؟ وكم من الموارد يُنفق على الرواتب والمصاريف الإدارية والامتيازات، في الوقت الذي يحتاج فيه شعبنا إلى المساعدات والتعليم وإعادة الإعمار والحماية؟
فلسطين لا تحتاج إلى بيروقراطية دبلوماسية تعيد إنتاج نفسها. إنها تحتاج إلى ممثلين ملتزمين بشعبهم، يحققون نتائج يمكن التحقق منها، ويتمتعون بإحساس حقيقي بالمسؤولية الوطنية.
لا يمكننا قبول أن يتحول الدعم السياسي إلى عملة للمقايضة مقابل المناصب والمنافع والامتيازات. فالولاء لفلسطين لا يُشترى براتب، ولا يُثبت بشغل منصب في بعثة دبلوماسية.
وفي الوقت الذي تحاول فيه غزة النجاة من كارثة إنسانية، وتعاني فيه الضفة الغربية من الاحتلال والتوسع الاستعماري، وينتظر فيه ملايين الفلسطينيين في الشتات تمثيلاً يليق بهم، يصبح من غير المقبول أن تكون الأولوية لدى قيادة سياسية هي الحفاظ على امتيازاتها وهياكل نفوذها.
السلطة الوطنية الفلسطينية ليست مالكة لفلسطين. ولا يحق لأي عائلة أو حزب أو فصيل أو مجموعة من المسؤولين أن تستولي على المؤسسات الوطنية وتتعامل معها وكأنها ملك خاص بها.
إننا في اتحاد فلسطين في أمريكا اللاتينية (UPAL) ندافع عن تجديد ديمقراطي عميق، وعن تدقيق شامل في الموارد العامة، وتقييم جميع البعثات والتمثيليات الدبلوماسية، وإنهاء الامتيازات التي لا مبرر لها.
نريد مؤسسات في خدمة الشعب، لا شعوباً مُجبرة على تمويل مؤسسات لا تمثلها.
فلسطين بحاجة إلى الوحدة والديمقراطية والشفافية وقيادات تخدم شعبها، لا إلى بيروقراطية تستغل شعبها لخدمة مصالحها.
الوطن ليس وظيفة، والتمثيل ليس امتيازاً، وفلسطين ليست ملكاً لأحد!
2 نوفمبر 2026
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#abbas #palestine #palestina #freepalestine
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