por Carlos Alberto Bento da silva
Na madrugada de 1.º de novembro de 2026, as Forças Armadas da Rússia lançaram um ataque aéreo massivo contra o território ucraniano. A ofensiva ocorreu em meio a um período de forte intensificação no uso de veículos aéreos não tripulados (UAVs) no conflito.
Armas Utilizadas
De acordo com os relatórios oficiais da Força Aérea da Ucrânia emitidos na manhã de 1.º de novembro, a Rússia realizou um ataque de altíssima saturação utilizando exclusivamente drones de ataque e iscas aéreas. No total, foram contabilizados 433 drones lançados a partir das regiões russas de Orel, Kursk, Shatalovo, Bryansk, Millerovo e da região ocupada de Donetsk. O arsenal incluiu:
Drones do tipo Shahed: incluindo 64 variantes propelidas a jato, que possuem maior velocidade e dificultam a interceptação.
Drones "Gerbera": utilizados tanto para ataque quanto para reconhecimento.
Drones "Parodiya" (Iscas): modelos de baixo custo sem ogivas explosivas, projetados especificamente para saturar, confundir e esgotar a munição dos sistemas de defesa antiaérea da Ucrânia.
A defesa aérea ucraniana informou ter conseguido abater ou neutralizar, por guerra eletrônica, 371 desses dispositivos.
Regiões Atacadas e Alvos Atingidos
Embora a maior parte das armas tenha sido repelida, foram registrados impactos diretos em 16 locais diferentes, além de queda de destroços em outras 14 áreas. A onda de ataques concentrou-se principalmente na infraestrutura crítica do país:
Região de Kiev (e a capital): foram alvos as instalações de energia que alimentam a região de Kiev e o complexo militar-industrial. Os impactos severos em usinas térmicas de cogeração (energia e aquecimento) causaram apagões em massa, afetando dezenas de milhares de residências na capital.
Região de Dnipropetrovsk (Dnipro e Pavlohrad): os ataques atingiram diretamente pelo menos quatro subestações elétricas e redes de distribuição. A infraestrutura energética local sofreu graves danos, deixando cerca de 100.000 a 200.000 consumidores completamente sem luz.
Região de Odessa: foram miradas estruturas logísticas e a infraestrutura portuária ucraniana no Mar Negro, com o objetivo de interromper embarcações de suprimento militar e o fluxo logístico das tropas locais.
Contra-ataque de resposta na mesma madrugada.
Paralelamente, a madrugada de 1.º de novembro também foi marcada por uma resposta ucraniana imediata. A Ucrânia lançou um ataque maciço com mais de 100 drones em território russo, atingindo a Refinaria de Petróleo de Kstovo (na região de Nizhny Novgorod), uma das maiores da Rússia. O impacto contra as unidades de refino primário provocou um incêndio de grandes proporções, visível a quilômetros de distância.


