terça-feira, 31 de julho de 2012

REBELIÃO DE PRESOS ESTÁ CONTROLADA NA DFRV

Em data de hoje 31.07.12, devido a superpopulação carcerária, e devida as precárias condições da carceragem, que tem 16 celas e hoje se encontram com 182 presos e; tendo sido detectadas pelos nossos agentes grades e celas que estavam sendo cerradas pelos reclusos, que querem fugir a qualquer custo, foi imediatamente abortada a tentativa de fuga, sendo assim, os presos se rebelaram fazendo algazarras e bate grade.
Contando com a colaboração de PM e de policiais da DFR e todas as equipes desta DP foi contornada esta situação. Foi feita uma revista feito os devidos reparos com soldas e outros.
A DFRV, esta com a carceragem cheia, devida ao grande números de prisões por policiais desta delegacia e também pela PM.
Diante deste acúmulo de detentos, foi encaminhado vários oficios para a DCCP, solicitando a transferência do maior número de presos em caráter de urgência e momentâneamente solicitado que os distritos também passem a receber flagrantes da PM referente ao furto, roubo e receptação de veículo (por hora), tendo em vista que a delegacia não tem capacidade para receber mais presos enquanto não houver a transferência de uma parte dos presos que aqui se encontram.
Muito embora, estejamos com esta superpopulação carcerária, doa a quem doer, vamos continuar com o nosso ritmo de trabalho que conseguiu reduzir nos últimos 3 meses relativamente o índice de veículos roubados e furtados, havendo um grande acréscimo na taxa de recuperação de veículos.
Agradeço imensamente o apoio da população, da imprensa, e de todos os policiais em geral dado a esta especializada.

Curitiba, 31 de julho de 2012.


GERSON ALVES MACHADO
DELEGADO TITULAR
DFRV - DELEGACIA DE FURTOS E ROUBOS DE VEÍCULOS
CURITIBA - PR

segunda-feira, 30 de julho de 2012

DFRV RECUPERA VEÍCULO FURTADO NA RMC

Após uma denúncia anônima feita junto ao setor de investigações da delegacia de furtos e roubos de veículos neste final de semana, a equipe chefiada pelo investigador Ronald Redes recuperou um Fiat/Idea HJG-2122, que foi furtado na rua 25 de agosto no município de Pinhais/PR na manhã do dia 26 de junho de 2012.
Os investigadores chegaram até a rua Pinguim, nº1015, no município de Araucária e constataram que o veículo estava com placas frias de um outro carro e ao chamarem pelo dono da residência uma senhora autorizou a entrada dos agentes que apuraram que este veículo pertencia ao auxiliar de produção Douglas Wilmar Rocha de 31 anos, ele ao ser indagado respondeu que fez um rolo em um terreno, mas não disse com quem fez o negócio. O rapaz foi conduzido a esta especializada onde foi autuado em flagrante pelos crimes de Receptação e Adulteração de Sinal de Veículo Automotor, agora encontra-se preso à disposição da justiça.

DUPLA É PRESA COM TAXI ROUBADO
Policiais do 20º batalhão da Policia Militar neste final de semana, foram informados que um veículo GM/Corsa Sedam TAXI placas AUM-9714, que teria sido roubado no centro de Curitiba e através do sistema de rastreamento localizaram o veículo na Av. Senador Salgado Filho em frente a uma residência no bairro Uberaba.
Ao chegar no local identificaram os assaltantes ainda no interior do veículo, sendo eles: o balconista Lucas Carvalho de Freyn de 18 anos e um menor DEEC de 16 anos, e que utilizaram um garfo para render o taxista. O menor foi apreendido e conduzido a Delegacia do Adolescente e Lucas de Carvalho Freyn foi conduzido a DFRV para ser autuado pelos crime cometido. Na delegacia informou ao delegado que cometeu o assalto para comprar entorpecentes.

Fonte: DFRV


Comandante da PM de São Paulo divulga carta aberta

O coronel Roberval Ferreira França, comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, divulgou uma carta no Facebook que tem apenas um defeito. Embora seja a voz de seu comandante-geral, o texto deveria estar ainda mais claramente caracterizado com a voz da instituição. Tem de ser um documento oficial da PM. O texto é tão esclarecedor, diga-se, que poderia vir assinado também pelo secretário de Segurança e pelo próprio governador do estado.

Carta ao Povo de São Paulo e do Brasil
A Polícia Militar defende e protege 42 milhões de pessoas que residem no estado de São Paulo. Para quem pergunta se a população confia na Polícia, os números falam por si: no último ano, atendemos a mais de 43 milhões de chamados de pessoas pedindo ajuda, socorro e proteção; realizamos 35 milhões de intervenções policiais, 12 milhões de abordagens, 310 mil resgates e remoções de feridos e 128 mil prisões em flagrante (89 mil adultos e 39 mil “adolescentes infratores”); apreendemos 70 toneladas de drogas e mais de 12 mil armas ilegais; recuperamos 60 mil veículos roubados e furtados. De janeiro a junho, a população carcerária do estado cresceu de 180 mil para 190 mil presos, o que representa 40% de todos os presos do Brasil.
O estado de São Paulo ocupa o 25º lugar no Mapa da Violência 2012, publicado em maio pelo Instituto Sangari e registra hoje uma taxa de 10 homicídios/100 mil habitantes, uma das mais baixas do país. Só para ilustrar, o Rio de Janeiro registra a taxa de 30 homicídios/100 mil habitantes, e Alagoas chegou à impressionante taxa de 73 homicídios/100 mil habitantes.
Tudo isso parece incomodar muito algumas pessoas, que tentam, por várias medidas, atacar e enfraquecer uma das mais bem preparadas e ativas polícias do nosso país. Essas pessoas ignoram muitos fatos e verdades. Neste ano, tivemos mais de 50 policiais militares assassinados covardemente e temos hoje mais de 5 mil policiais militares que ficaram inválidos na luta contra o crime.
Mesmo assim, não iremos nos acovardar. A Polícia Militar de São Paulo continuará sendo a força e a proteção das pessoas de bem que vivem em nosso Estado.
Como policial, tenho orgulho de fazer parte dessa grande instituição e, como comandante, tenho orgulho dos 100 mil profissionais que trabalham comigo na luta contra o crime.
Peço a todas a pessoas de bem que acreditam em nosso trabalho que divulguem essa carta.
Muito obrigado!!!

Roberval Ferreira França
Coronel PM
Comandante Geral da PM de São Paulo

domingo, 29 de julho de 2012

Marina Silva, a 'ética' e 'ecológica' entregou a bandeira olímpica a soldados da OTAN?!

Manlio Dinucci

As Olimpíadas podem ser “tempo de amizades novas e renovadas, onde se forjam a paz e o entendimento.” Assim o Arcebispo de Westminster saudou os atletas chegados a Londres, vindos de todas as partes do mundo. Para manifestar esse espírito, na cerimônia de abertura, o governo de Sua Majestade entregou a bandeira com os cinco círculos olímpicos, símbolo de paz... a um esquadrão de 16 soldados britânicos, selecionados entre os que mais se destacaram em guerras em curso.
À frente do esquadrão, formado de oficiais e soldados das três armas, vinha Tal Lambert, diretor de comunicações das bases aéreas de Lyneham e Brize Norton, usada ano passada na guerra contra a Líbia. Dentre outros militares da Real Força Aérea britânica, ali estava o Sargento Suneil Raval, condecorado por participação nas guerras dos Balcãs e do Iraque. Dentre os da Marinha e das Forças Especiais, vinha o oficial John Hiscock, condecorado pela Rainha com a Medalha da Galanteria, por ação na invasão do Iraque. Dentre os do Exército, o sargento Kyle Reains, condecorado por ação em combate no Iraque e no Afeganistão, onde foi ferido; e o cabo Josh Rainey, com duas missões de alto risco no Afeganistão, no currículo.
Exibir um esquadrão militar a carregar não só a bandeira britânica, mas também a bandeira olímpica foi gesto altamente simbólico: uma reafirmação de que os exército da Grã-Bretanha e de outros países da OTAN não fariam guerra de agressão e só operariam no interesse da paz e da humanidade.
Causa escândalo e vergonha que o Comitê Olímpico Internacional tenha admitido essa manifestação de forças militares, que deve ser proibida, para o futuro, em qualquer país no qual se realizem as Olimpíadas.
Também causa escândalo e vergonha que a imprensa internacional tenha ignorado essa manifestação, embora toda a imprensa mundial tenha testemunhado o gesto belicista. Mas jornais, televisões e jornalistas profissionais estavam ocupados em comentar o chapéu da rainha, no momento em que militares hasteavam a bandeira olímpica, reafirmando a glória do Império Britânico.

Em tempo: Entre as ‘entidades’ vestidas de branco, que entregaram a bandeira olímpica aos cuidados de soldados da OTAN, vinha, surpreendentemente, D. Marina Silva, brasileira, sem NENHUM atributo que a qualifique para estar naquele lugar pressuposto honroso e que absolutamente NADA representa no Brasil. Dado que ainda não se sabe, no Brasil, POR QUÊ foi convidada, aproveitamos a oportunidade para registrar, por hora, o nosso escândalo e a nossa vergonha apenas PESSOAIS. Voltaremos a esse assunto [Nota dos tradutores brasileiros].

Tradução: Vila Vudu


terça-feira, 24 de julho de 2012

Em apenas seis meses, 71 empresas nacionais foram adquiridas por multinacionais dos EUA

Durante o primeiro semestre deste ano, 167 empresas nacionais foram compradas por multinacionais. Foi a maior liquidação de empresas privadas brasileiras num único semestre de toda a história do país, batendo o recorde do primeiro semestre de 2011 (94 empresas desnacionalizadas), que, por sua vez, batera o recorde do primeiro semestre de 2010 (77 empresas desnacionalizadas). Em relação ao semestre anterior, a desnacionalização de empresas aumentou 77%.
São dados da última “Pesquisa de Fusões e Aquisições” da consultoria KPMG, e correspondem às operações “cross border 1” (cb1) – descritas sucintamente como “empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no Brasil”.
De que países são as multinacionais que adquiriram essas empresas nacionais?
A maior parte, 71 empresas nacionais, foi adquirida por multinacionais dos EUA. Em segundo, 13 empresas nacionais foram tomadas por multinacionais com sede na França. Em terceiro, as multinacionais com sede na Inglaterra levaram 12 empresas nacionais. Em quarto, 11 empresas nacionais passaram para o controle de multinacionais da Alemanha. Em quinto, vêm as empresas com sede no Canadá, que adquiriram 8 empresas nacionais. Em sexto, as japonesas, que passaram a controlar mais 6 empresas que antes eram nacionais.
Depois disso, vieram as companhias com sede na Holanda (que passaram a controlar mais 5 empresas que eram nacionais), Suíça (mais 5 empresas), Espanha (mais 4 empresas), África do Sul (4 empresas), Itália (mais 3 empresas), Chile (3 empresas), México (3 empresas), Suécia (2 empresas), Bélgica (2 empresas), Israel (2 empresas), Austrália (2 empresas), Índia (2 empresas), Portugal (2 empresas), Argentina (2 empresas), China (1 empresa), Finlândia (1 empresa), Irlanda (1 empresa), Singapura (1 empresa), Emirados Árabes Unidos (1 empresa).
Essas transações têm a aparência de um bazar, mas vejamos mais um elemento: o ramo das empresas que foram desnacionalizadas.
Assim, no semestre, o capital externo adquiriu controle de empresas, anteriormente nacionais, nos seguintes setores (entre parênteses, o número de empresas desnacionalizadas no setor):
Serviços para empresas (21); tecnologia da informação (17); produtos químicos e farmacêuticos (10); alimentos, bebidas e fumo(9); telecomunicações e mídia (8); eletroeletrônico (7); mineração (7); produtos químicos e petroquímicos (6); companhias energéticas (3); produtos de engenharia (4); imobiliário (3); petróleo e gás (2); instituições financeiras (2); açúcar e etanol (1); publicidade e editoras (7); educação (2); shopping centers(5); higiene (1); transportes (1); lojas de varejo(2); metalurgia e siderurgia (2); construção e produtos de construção (4); serviços portuários e aeroportuários (2); autopeças (2); hotéis e restaurantes (1); aviação (5); fertilizantes (2);embalagens (3); montagem de veículos (2); empresas de internet (18); e, ainda, 8 empresas com ramo não especificado, classificadas pela KPMG na rubrica “outros”, foram também desnacionalizadas.

APETITE
A torrefação de empresas nacionais foi tão extraordinária – poderíamos dizer, sem exagero, tão escandalosa – que até os profissionais da KPMG, que têm como especialidade a fusão e aquisição de empresas, mostraram o seu espanto diante do “apetite dos estrangeiros comprando empresas no Brasil”, “situação que nunca havíamos visto até então” (sic).
O mais espantoso, no entanto, é que o governo ficou assistindo uma liquidação frenética de empresas nacionais, sem fazer absolutamente nada, como se a passagem em massa de patrimônio construído por brasileiros, com recursos brasileiros, para controle fora do país, fosse algo normalíssimo. “A participação estrangeira”, diz a nota da KPMG, “ganhou força inclusive em setores em que a presença brasileira foi tradicionalmente majoritária, como é o caso do ramo de Tecnologia da Informação”.

Nas tabelas desta página, o leitor poderá comparar o primeiro semestre deste ano com os de anos anteriores – e, na segunda, as desnacionalizações nos últimos oito anos e meio, período em que passaram a ser controladas de fora do país nada menos que 1.167 empresas que antes eram nacionais - 86,46% delas (1.009 empresas) depois que o ministro Mantega, ao assumir a Fazenda, em 2006, implementou a esdrúxula, embora não original, política de que o “investimento direto estrangeiro” (isto é, as multinacionais e a compra, por elas, de empresas nacionais) era a força motriz do nosso desenvolvimento.

Hoje, há sujeitos que ficam indagando nos jornais por que, apesar das medidas do governo, a economia não se recupera.

A questão é que a economia do país tem de existir para que se recupere. O que se permitiu até agora, e de forma mais grave ainda em 2011 e 2012, é a morte de partes gigantescas da economia nacional, tomada por empresas de outros países, sobretudo dos EUA, através da aquisição de patrimônio nacional já construído. Com alguns trilhões de dólares emitidos pelo FED desde 2008, qual a dificuldade de comprar empresas nacionais já construídas, se o governo não faz nada – pelo contrário – para impedir esse falecimento econômico nacional?

Certamente, sustentar as filiais de multinacionais com dinheiro do BNDES ou dos impostos não vai resolver o problema, exceto o das próprias multinacionais, aumentando sua margem de lucro – e possibilitando mais remessas de lucros para suas matrizes. Assim, como esperar que a economia se recupere, se não é a economia do Brasil que está sendo “estimulada”?

Desde o princípio do século XX se sabe – e existe vasta literatura, inclusive a favor desse esbulho, afirmando isso – que ter as decisões sobre a economia localizadas fora do país, ter os “centros de decisão” sobre nós em outros países, leva ao atraso, pois é óbvio que essas decisões não serão tomadas em função do nosso país. Isso é, exatamente, o que acontece quando a economia é invadida por filiais e subsidiárias das multinacionais. Se deixadas à solta, elas são um mero meio de transferir riqueza do país onde estão para aquele onde está a sua matriz.

O fato dessa política – com todos os “investment grade” concedidos por agências de “rating” que logo se desmoralizaram como antros de vigaristas (como bem sabe a presidente Dilma, que assistiu várias vezes ao documentário “Inside Job”) - ter levado a um fracasso estrondoso em 2008/2009, que só não foi uma hecatombe porque o presidente Lula resolveu tomar as rédeas da política econômica e colocar no centro o investimento público, com o PAC, o financiamento público, através dos bancos estatais, e, não menos importante, os gastos de custeio do governo a serviço do crescimento, não fez com que Mantega desistisse dessa miséria. Pelo visto, trata-se de um problema de interesses - e não de teoria econômica, ou de lógica, pois não há nenhuma lógica, muito menos teoria de qualquer espécie, nessa política à la Pétain.

Nesse sentido, nada há de mais meramente, vulgarmente ideológico do que essa política, pois não há nada na realidade – exceto alguns interessados – senão o seu inevitável fracasso.

Trata-se apenas de uma questão prática: não é possível desenvolvimento – nem crescimento, exceto algum ocasional voo de galinha – que não seja baseado nas empresas nacionais, estatais e privadas. Já mostramos que a única possibilidade das multinacionais aportarem alguma contribuição ao nosso crescimento é ter a economia baseada nas empresas nacionais (HP, 20/07/2012 e HP, 22/07/2012).

É tão óbvio que empresas estrangeiras não podem ser o setor principal da economia de um país, sob pena de levá-lo à estagnação e ao retrocesso, que nem é necessário argumentar que o fim da economia nacional não pode redundar em desenvolvimento nacional. Bastam os fatos: que país conseguiu progredir sem economia própria, isto é, tomada por uma economia externa ou por várias economias externas?

Se fosse possível essa mágica, por que os países lutaram tanto para sair do status de colônia? Só porque é mais bonito ser uma nação? Mas, só é mais belo ser uma nação porque esse é o único caminho para o progresso de um país.

Autor: Carlos Lopes

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Representação contra o deputado Protógenes é arquivada na Câmara

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados rejeitou nesta quarta-feira a representação por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) por suspeita de envolvimento com o grupo do empresário de jogos ilegais Carlos Cachoeira.
Mesmo sendo o autor do pedido de instalação da CPI do Cachoeira, Protógenes foi envolvido em campanhas mentirosas da chamada grande imprensa porque prendeu duas vezes o banqueiro Daniel Dantas, grande financiador de diversos veículos de comunicação, e sócio da revista Veja, que faz campanhas sórdidas contra o delegado.
Por 18 votos a 1 e uma abstenção, o conselho derrubou o parecer do relator Amauri Teixeira (PT-BA) que defendia a abertura de processo para investigar indícios de ligação do deputado com integrantes do grupo, sem nenhuma prova, a não ser ligações telefônicas que tratavam de outras investigações, como a Satiagraha, que permitiu a devolução ao Brasil de vários milhões de reais desviados para os EUA.
A representação do deputado bahiano pedia a investigação das relações de Protógenes com Idalberto Matias Araújo, conhecido como Dadá, ex-sargento da Aeronáutica e acusado de ser o "araponga" do grupo de Cachoeira, embora as ligações telefônicas não tivessem nada que ver com as operações de Cachoeira.
Em sua defesa, Protógenes lembrou que foi autor do pedido de instalação da CPI do Cachoeira. De acordo com o deputado, seria incoerente atribuir a ele qualquer relação com o esquema. Graças ao delegado e deputado Protógenes, a CPI foi instalada e revelou um esquema milionário de corrupção envolvendo a Construtora Delta e o bando criminoso de Carlos Cachoeira, com importantes ramificações no governo de Goiás.
Protógenes argumentou que a aprovação do parecer de Amauri Teixeira, já seria sua condenação política. Delegado da Polícia Federal perseguido e ameaçado por agir com honra e honestidade, Protógenes disse ter conhecido Dadá em 2007, durante um trabalho envolvendo os serviços de inteligência da PF e da Aeronáutica.
O que a grande mídia não mostra, entre muitas outras coisas, é que a atuação do delegado Protógenes no Congresso tem sido exemplar e importante: ele apresentou o pedido de instalação da CPI de Cachoeira, é autor de projeto de Lei que melhora a devolução ao Brasil de bens desviados para o exterior de forma ilícita, é autor de projeto que aumenta as penas de policiais que colaborem com governos estrangeiros, entre outros.


sábado, 7 de julho de 2012

Revista Veja e judeus racistas atacam jornalista do Portal Vermelho

Nestes dias, enquanto lia na sala de espera do Aeroporto de Congonhas o artigo do colunista da Veja, Reinaldo Azevedo, e do presidente da Conib (Confederação Israelita do Brasil), Claudio Lottenberg, em que desferem ataques rasteiros contra minha pessoa e o PCdoB, deparei-me com dois tipos curiosos que se sentaram ao meu lado.

Por José Reinaldo Carvalho, editor do Vermelho

Um deles lembrava em tamanho, mas não em simpatia, o Obelix dos deliciosos quadrinhos de Uderzo e Goscinny. O outro era a réplica mais-que-perfeita do “Incrível Hulk”. Absorto com a leitura, os dois gigantes não chamariam a minha atenção, senão por um detalhe na camiseta do “Hulk”: a imagem de uma caveira rodeada por armas de combate, sob a inscrição “Mercenários”. Atrás, a frase: “Se fosse fácil, não seríamos nós”.

Foi inevitável a associação com a arrogância, a truculência, a vaidade doentia – sinal de ignorância – e a exibição de força reveladas no repugnante artigo do articulista da Veja e na ata de acusação proferida pela Conib. De fato, não será fácil a empresa em que estão empenhados. Por isso, recorrem a armas que no plano moral equivalem às exibidas na ilustração do “Hulk” de Congonhas.

Esquálida direita

Figura menor e pálida da direita nacional, situado em patamar anos-luz inferior ao dos articulistas da direita de antanho, o blogueiro da Vejamanifesta uma sonora ignorância quando me chama de antissemita. De tipos assim, diria Camões: “É uma apagada e vil tristeza”. O presidente da indigitada entidade vazou o libelo-sentença na mesma linha e termos de Azevedo. Ambos ignoram que os árabes são também herdeiros de Sem, portanto semitas. Como seria antissemita quem, abraçando a causa da solidariedade internacional, defende os povos árabes agredidos pelo Estado sionista, mundialmente condenado como praticante do racismo?

Sionismo é uma forma de racismo

Como se sabe, em 10 de novembro de 1975, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Resolução 3379, que considerou o sionismo equivalente ao racismo. Em outro contexto histórico, da ordem unipolar instaurada após a derrocada do socialismo na ex-União Soviética, o imperialismo estadunidense e seus aliados sionistas instrumentalizaram em 1991 a aprovação de outra Resolução, a 4686, que anulou a 3379. Leia a íntegra da Resolução que condena o sionismo como uma forma de racismo:

A Assembleia Geral,

CONSIDERANDO sua resolução 1904 (XVIII), de 20 de novembro de 1963, que proclamou a Declaração da ONU sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, e em particular sua afirmação de que "toda doutrina de diferenciação ou superioridade racial é cientificamente falsa, moralmente condenável, socialmente injusta e perigosa" e sua expressão de preocupação ante "as manifestações de discriminação racial ainda em evidência em algumas partes do mundo, algumas das quais são impostas por certos governos por intermédio de meios administrativos, legislativos e outros",

CONSIDERANDO que, em sua resolução 3151 (XXVIII),de 14 de dezembro de 1953, a Assembleia Geral condenou, inter alia, a perversa aliança entre o racismo sul-africano e o sionismo,

LEVANDO EM CONTA a Declaração do México sobre a Igualdade das Mulheres e Sua Contribuição para o Progresso e a Paz, proferida em 1975, na Conferência Mundial do Ano Internacional da Mulher, ocorrida na Cidade do México, de 19 de junho a 2 de julho de 1975, que promulgou o princípio de que "a cooperação internacional e a paz exigem a conquista da libertação nacional e independência, a eliminação do colonialismo e do neocolonialismo, da ocupação estrangeira, do sionismo, do apartheid e da discriminação racial em todas as suas formas, assim como o reconhecimento da dignidade dos povos e de seu direito à autodeterminação",

LEVANDO EM CONTA, ainda, a resolução 77 (XII), aprovada na Assembleia de Chefes de Estado e Governo da Organização da Unidade Africana, em sua 12a. sessão ordinária, ocorrida em Kampala, de 28 de julho a 1° de agosto de 1975, que considerou "que o regime racista na Palestina Ocupada e o regime racista no Zimbabwe e África do Sul têm em comum a mesma origem imperialista, formando um todo e tendo a mesma estrutura racista e estando organicamente ligadas em sua política de repressão da dignidade e integridade do ser humano",

LEVANDO EM CONTA, também, a Declaração Política e Estratégia para o Fortalecimento da Paz e Segurança Internacionais e para a Intensificação da Solidariedade e Assistência Mútua entre os Países Não Alinhados, aprovada na Conferência de Ministros de Assuntos Estrangeiros dos Países Não Alinhados, ocorrida em Lima, de 25 a 30 de agosto de 1975, que condenou energicamente o sionismo como uma ameaça à paz e segurança mundiais e conclamou todos os países a se oporem a esta ideologia racista e imperialista,

RESOLVE que o sionismo é uma forma de racismo e de discriminação racial.

Caldeamento de povos

O articulista da Veja e o dirigente da Conib se dão ao desfrute de atacar como antissemitas as pessoas e os países que defendem a resolução 3379/75, mas não têm como alterar os fatos históricos, nem anular a elementar verdade de que árabes e hebreus compartilham as mesmas origens.

A área conhecida como Palestina foi povoada pela tribos semitas da Península Arábica há cerca de 5.000 anos, sendo que os primeiros estados ou reinos foram estabelecidos por volta do ano 2.000 antes da nossa era (a.n.e). Oito séculos mais tarde, a tribo dos hebreus se instalou na margem oriental do Rio Jordão, depois de escapar da escravidão no Egito, estabelecendo ali o Estado Hebreu em 1.020 (a.n.e). Este Estado se dividiu em dois – o de Israel e o de Judá - em 923 (a.n.e), vindo a sucumbir o primeiro em 722 (a.n.e) e o segundo em 586 (a.n.e), quando se instala o domínio babilônico.

Sucessivamente, essa mesma área pertenceu a vários impérios: Persa, no século VI (a.n.e); Grego, no IV, e Romano, no I. No século XI de nossa era, as Cruzadas cristãs conquistam a região, mas acabaram expulsas. Foi durante as Cruzadas, a “guerra santa” cristã, que surgiu a “Jihad”, a “guerra santa” islâmica. Nelas despontou vitoriosa a espada de Saladino.

No século XVI de nossa era, a Palestina é conquistada pelos turcos e se torna parte do Império Otomano. Com a decadência deste, na esteira da derrota turca na 1ª Grande Guerra (1914-1918), o território cai sob o Mandato Britânico, quando são criadas as condições geopolíticas para a concretização dos planos dos sionistas, em conluio com a potência imperialista de então, a Grã-Bretanha.

Como ignorar o caldeamento de povos e nações que se processou desde as longínquas migrações semitas, ancestrais de árabes e judeus, e reivindicar, como fazem os sionistas, a exclusividade de descendência? Fica patente, no caso em tela, que ao contrário do que dizem, o racismo é uma perversão não minha, mas dos meus detratores.

Um debate necessário

Distante das diatribes, ameaças e condenações, julgo necessário avivar o conhecimento histórico sobre os acontecimentos que levaram à partição da Palestina, em 1947, e todo o desenvolvimento trágico da situação no Oriente Médio até os nossos dias. É indispensável examinar o papel do movimento sionista e da aliança por este estabelecida com as potências vencedoras da 1ª Guerra Mundial, principalmente o Império Britânico. Indispensável também estudar as mudanças econômicas e geopolíticas que se produziram na região a partir da descoberta das jazidas petrolíferas, promessa de virtudes, mas gerador de grandes misérias para os povos e nações que sucumbiram aos impérios.

Para ilustrar, deixo com os leitores uma citação e lanço o repto de que se realize um debate intelectual, científico sobre a história da dominação imperial e das lutas dos povos do Oriente Médio por sua independência. O Portal Vermelho está disponível para publicar as opiniões abalizadas sobre o tema, de autores de todas as nacionalidades e confissões religiosas, desde que não eivadas de preconceito e intolerância. Não tenho a menor dúvida de que inúmeros homens e mulheres de origem judaica e cidadãos de Israel, democratas e pacifistas, têm imensa contribuição a dar em tal debate, inclusive na luta por uma solução justa aos conflitos políticos no Oriente Médio. Respeito, solidariedade, espírito unitário e disposição para alianças são valores dos quais não nos afastamos.

A citação:

“Criaremos aqui na Palestina um posto avançado contra a Ásia, seremos a vanguarda do mundo civilizado contra a barbárie... A Inglaterra com as suas possessões na Ásia poderia ser a maior interessada no Sionismo. O menor caminho para a Índia é através da Palestina. Então eu acredito que na Inglaterra a ideia do Sionismo, que é uma ideia colonial, deve ser facilmente entendida”, escrevia no início do século 20 Theodore Herzl, o fundador do Sionismo.

Objetivos fracassados

Voltemos ao presente. Com suas catilinárias, o articulista da Veja e o porta-voz da Conib perseguiram três objetivos. Em todos fracassaram.

O primeiro foi a minha desqualificação. Não preciso da sua nota como credencial. Por algo terá sido que o Partido Comunista do Brasil, um partido de peso na vida nacional e internacional, escolheu-me para o posto de secretário internacional, editor da revista e do jornal oficiais e agora de um importante Portal da esquerda brasileira na internet, o Vermelho. Por questão de escala de valores, muito me orgulho disso. Há quem prefira fazer apologia dos crimes do imperialismo e do sionismo. Opção legítima de classe e de ponto de vista político-ideológico.

O segundo foi difamar-me como antissemita, através de uma deslavada mentira, a de que eu teria ofendido os judeus. Ao agirem assim, confirmam o que eu dissera antes. Recorrem ao surrado método do propagandista do nazismo, Goebbels, qual seja, o de transformar mentiras em verdades pela exaustiva repetição.

O leitor isento verá que em nenhum momento emprego no artigo que despertou a sua ira as palavras judeu ou judaísmo. Nem ataquei aos membros da Conib, cujos critérios de filiação e mecanismos de funcionamento não conheço. Por posição político-ideológica e ética, não utilizo critérios étnicos ou religiosos para efeitos políticos. Cultural e afetivamente tenho ligações profundas com pessoas de diferentes origens étnicas e confissões religiosas, inclusive judeus.

No exercício do cargo de secretário de Relações Internacionais do Partido Comunista do Brasil, por quase duas décadas, visitei cerca de uma centena de países, vários do Oriente Médio, inclusive Israel e a Palestina ocupada e martirizada. Em Al Quds-Jerusalém, fui aos templos sagrados das três religiões monoteístas. O meu Partido mantém relações com mais de duas centenas de organizações políticas mundo afora, entre elas o Partido Comunista de Israel, em cujas fileiras e quadros dirigentes tenho queridos camaradas e amigos.

Em missão no Líbano, em novembro de 2006, aonde fui participar de uma Conferência de Solidariedade quando este país foi covardemente atacado pela aviação israelense, compartilhei mesas de trabalho e de refeição, e confraternizei com delegações de juristas democráticos judeus de diferentes países da Europa. Serão antissemitas esses judeus que lá estavam a convite do Hesbolá?

Convivendo com povos do Oriente Médio e seus descendentes no Brasil, aprendi que a primeira palavra entre dois semelhantes, antes mesmo do educado e gentil “bom dia” é “Salam”, vocábulo árabe que pronuncio com gosto, assim como a hebraica “Shalom”, que tem o mesmo significado: Paz.

O meu partido é filosófica e culturalmente internacionalista, universalista, sem se afastar do patriotismo, e humanista. Minha formação política e cultural dá-me elementos de convicção para sustentar uma luta de longo fôlego pela fraternidade humana, um mundo sem fronteiras, a mesma luta a que se dedicaram inúmeros judeus, que tenho como mestres, entre tantos outros, Karl Marx, Jacob Sverdlov, Sergei Eisenstein, Ilya Ehrenburg, David Ryazanov, Julius e Ethel Rosenberg, I. Rennap, Rosa Luxemburgo, Olga Benário, Mário Schenberg, Jacob Gorender, Noel Nutels, Maurício Grabois. A lista é interminável.

O terceiro objetivo do colunista da Veja e do porta-voz da Conib foi, embaralhando as cartas, identificar o PCdoB com forças antidemocráticas. A manobra consiste em usar arbitrariamente uma espécie de novilíngua, que designa como “terrorista” quem luta contra o domínio imperialista, todo aquele que denuncia as guerras de agressão perpetradas pelos Estados Unidos, os que se opõem às bases militares, às armas nucleares, à ocupação do Iraque, do Afeganistão, da Palestina, às ameaças ao Irã e à Síria, os democratas e ativistas dos direitos humanos em luta contra as atrocidades cometidas em Abu Graib e Guantânamo.

Essa mesma novilíngua usa como xingamento a palavra “populista” para se referir aos líderes revolucionários bolivarianos que estão mudando a face e a essência da América Latina. Por coerência, essa nova versão do linguajar fascista procura anatematizar como “antissemita” as pessoas que, inspiradas por sentimentos de justiça, combatem os crimes israelenses na Palestina e em todo o Oriente Médio.

O que sou é muito diferente de antissemita. Sou, sim, anti-imperialista e antissionista, o que decorre da minha condição de comunista. Como militante de um partido revolucionário, jornalista, cientista político e humanista, não silencio nem permaneço inerte diante dos crimes do imperialismo estadunidense e do Estado sionista contra os povos árabes, em especial o palestino, e os demais povos do Oriente Médio. Igualmente, em relação às ameaças ao Irã, que provocam instabilidade política, prejudicando a paz e a segurança mundiais. Faço-o por convicção político-ideológica, por formação cultural e disciplina partidária. O PCdoB aprovou por unanimidade em seu 12º Congresso, realizado em novembro de 2009, a seguinte posição sobre os acontecimentos no Oriente Médio:

“O quadro internacional é fortemente marcado pela execução do plano de reestruturação do grande Oriente Médio, através do qual os Estados Unidos, sob o pretexto de democratizar a região, pretendem moldar regimes dóceis e submissos para facilitar a consecução dos seus objetivos estratégicos de domínio desta importante região, rica em recursos energéticos.

É uma ofensiva de grande envergadura, estendendo-se ao norte da África e à Ásia Central, onde o Paquistão surge como um importante foco de conflitos e terreno vulnerável à ação intervencionista estadunidense.

Fato da maior gravidade foi a criminosa agressão israelense contra o povo palestino na Faixa de Gaza, uma agressão que se afigurou como um verdadeiro genocídio e hediondo crime de lesa-humanidade, que foi alvo da condenação dos povos, das nações democráticas e da própria ONU.

Apesar das palavras conciliatórias do presidente estadunidense Barack Obama, o Oriente Médio continua vivendo situação tensa e explosiva e ainda não foi dado nenhum sinal de que outra política será aplicada na região.

A rigor, nada se alterou em essência no propósito de moldar regimes dóceis e submissos, sob o pretexto de democratizar a região, a fim de facilitar a consecução de objetivos estratégicos de domínio.

O Estado sionista israelense, principalmente depois da constituição de mais um governo de direita, aumenta sua arrogância, intransigência e agressividade. Já não disfarça seu propósito expansionista e de fazer de Israel um Estado étnico, religioso e integralista, o que implica a expulsão dos palestinos de sua terra.

Israel nega liminarmente o reconhecimento do Estado palestino livre, soberano e independente, com capital em Jerusalém Leste e Forças Armadas próprias. Comporta-se de maneira intransigente quanto ao repatriamento dos refugiados, sobre o que há resolução das Nações Unidas. Israel desrespeita e viola sistematicamente o direito internacional e as resoluções da ONU concernentes ao conflito árabe-israelense, como a Resolução 242, que estabelece a total retirada de todos os territórios árabes ocupados em 1967.

A agressividade israelense atinge também outros países árabes. Em 2006, sua aviação bombardeou sistematicamente o Líbano, numa outra guerra em que cometeu genocídio. Problema dos mais agudos na crise do Oriente Médio é a continuação da ocupação dos territórios sírios das Colinas de Golan”.

Na atualidade, não há lobby mais influente e poderoso do que o imperialista-sionista. Nem veículos mais mentirosos que os da mídia a serviço desse lobby. Também não há força mais devastadora no plano militar, assim como no da espionagem e da repressão. É uma força tão poderosa, que ilude, confunde e derrota os fracos e pusilânimes. Contudo, é minha convicção de que o imperialismo e seus aliados, entre eles os sionistas, são fortes temporariamente, e por piores que sejam as barbaridades que cometam, não são invencíveis, serão derrotados.

Mas mesmo agora, enquanto são tão fortes, não encontrarão eco entre os comunistas.


http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=187361&id_secao=6

Leia também:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/dirigente-do-pc-do-b-escreve-artigo-antissemita-recheado-de-mentiras-e-direcao-do-partido-que-esta-no-governo-dilma-e-tem-a-vice-na-chapa-de-haddad-se-cala/
http://www.conib.org.br/noticia-completa.asp?id=1427
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=186305&id_secao=9

quarta-feira, 4 de julho de 2012

“A Máfia Médica” é o título do livro que custou à doutora Ghislaine Lanctot a sua expulsão da sociedade médica


“A Máfia Médica” é o título do livro que custou à doutora Ghislaine Lanctot a sua expulsão da sociedade médica e a retirada da sua licença para exercer medicina. Trata-se provavelmente da denuncia, publicada, mais completa, integral, explícita e clara do papel que forma, a nível mundial, o complot formado pelo Sistema Sanitário e pela Industria Farmacêutica.
O livro expõe, por um lado, a erronea concepção da saúde e da enfermidade, que tem a sociedade ocidental moderna, fomentada por esta máfia médica que monopolizou a saúde pública criando o mais lucrativo dos negócios.
Para além de falar sobre a verdadeira natureza das enfermidades, explica como as grandes empresas farmacêuticas controlam não só a investigação, mas também a docência médica, e como se criou um Sistema Sanitário baseado na enfermidade em vez da saúde, que cronifica enfermidades e mantém os cidadãos ignorantes e dependentes dele. O livro é pura artilharia pesada contra todos os medos e mentiras que destroem a nossa saúde e a nossa capacidade de auto-regulação natural, tornando-nos manipuláveis e completamente dependentes do sistema. A seguir, uma bela entrevista à autora, realizada por Laura Jimeno Muñoz para Discovery Salud:

MEDICINA SIGNIFICA NEGÓCIO
A autora de A Máfia Médica acabou os seus estudos de Medicina em 1967, numa época em que -como ela mesma confessa – estava convencida de que a Medicina era extraordinária e, de que antes do final do séc. XX se teria o necessário para curar qualquer enfermidade. Só que essa primeira ilusão foi-se apagando até extinguir-se.
- Porquê essa decepção?
=Porque comecei a ver muitas coisas que me fizeram reflectir. Por exemplo, que nem todas as pessoas respondiam aos maravilhosos tratamentos da medicina oficial.
Para além disso, naquela época entrei em contacto com várias terapias suaves – ou seja, praticantes de terapias não agressivas (em francês Médecine Douce) – que não tiveram problema algum em me abrir as suas consultas e em deixar-me ver o que faziam. Rapidamente concluí que as medicinas não agressivas são mais eficazes, mais baratas e, ainda por cima, têm menores efeitos secundários.
-E suponho que começou a perguntar-se por que é que na Faculdade ninguém lhe havia falado dessas terapias alternativas não agressivas?
=Assim foi. Logo a minha mente foi mais além e comecei a questionar-me como era possível que se chamassem charlatães a pessoas a quem eu própria tinha visto curar e porque eram perseguidas como se fossem bruxos ou delinquentes. Por outro lado, como médico tinha participado em muitos congressos internacionais -em alguns como ponente – e dei-me conta de que todas as apresentações e depoimentos que aparecem em tais eventos estão controladas e requerem, obrigatoriamente, ser primeiro aceites pelo comité científico organizador do congresso.
- E quem designa esse comité científico?
= Pois geralmente quem financia o evento: a indústria farmacêutica. Sim, hoje são as multinacionais quem decide, até o que se ensina aos futuros médicos nas faculdades e o que se publica e expõe nos congressos de medicina! O controlo é absoluto.
- E isso foi clarificador para si…?
=E muito! Dar-me conta do controlo e da manipulação a que estão sujeitos os médicos – e os futuros médicos, ou sejam os estudantes – fez-me entender claramente que a Medicina é, antes de tudo, um negócio. A Medicina está hoje controlada pelos seguros -públicos ou privados, o que dá na mesma, porque enquanto alguém tem um seguro perde o controlo sobre o tipo de medicina a que acede. Já não pode escolher. E há mais, os seguros determinam inclusivamente o preço de cada tratamento e as terapias que se vão praticar. Esse olharmos para trás das companhias de seguros ou da segurança social… encontramos o mesmo.
- O poder económico?
= Exacto, é o dinheiro quem controla totalmente a Medicina. E a única coisa que de verdade interessa a quem maneja este negócio é ganhar dinheiro. E como ganhar mais? Claro, tornando as pessoas doentes…. porque as pessoas sãs, não geram ingressos. A estratégia consiste em suma, em ter enfermos crónicos que tenham que consumir o tipo de produtos paliativos, ou seja, para tratar só sintomas, medicamentos para aliviar a dor, baixar a febre, diminuir a inflamação. Mas, nunca fármacos que possam resolver uma doença. Isso não é rentável, não interessa. A medicina actual está concebida para que a gente permaneça enferma o maior tempo possível e compre fármacos; se possível, toda a vida.

UM SISTEMA DE ENFERMIDADE
-Deduzo que essa é a razão pela qual no seu livro se refere ao sistema sanitário como “sistema de enfermidade”
= Efectivamente. O chamado sistema sanitário é na realidade um sistema de enfermidade. Pratica-se uma medicina da enfermidade e não da saúde. Uma medicina que só reconhece a existência do corpo físico e não tem em conta nem o espírito, nem a mente, nem as emoções. E que para além disso, trata apenas o sintoma e não a causa do problema. Trata-se de um sistema que mantém o paciente na ignorância e na dependência, e a quem se estimula para que consuma fármacos de todo o tipo.
- Supõe-se que o sistema sanitário está ao serviço das pessoas!
= Está ao serviço de quem dele tira proveito: a indústria farmacêutica. De uma forma oficial – puramente ilusória – o sistema está ao serviço do paciente, mas oficiosamente, na realidade, o sistema está às ordens da indústria que é quem move os fios e mantém o sistema de enfermidade em seu próprio benefício. Em suma, trata-se de uma autêntica máfia médica, de um sistema que cria enfermidades e mata por dinheiro e por poder.
- E que papel desempenha o médico nessa máfia?
=O médico é – muitas vezes de uma forma inconsciente, é verdade – a correia de transmissão da grande indústria. Durante os 5 a 10 anos que passa na Faculdade de Medicina o sistema encarrega-se de lhe inculcar uns determinados conhecimentos e de lhe fechar os olhos para outras possibilidades. Posteriormente, nos hospitais e congressos médicos, é-lhe reforçada a ideia de que a função do médico é curar e salvar vidas, de que a enfermidade e a morte são fracassos que deve evitar a todo o custo e de que o ensinamento recebido é o único válido. E mais, ensina-se-lhes que o médico não deve implicar-se emocionalmente e que é um «deus» da saúde. Daí resulta que exista caça às bruxas entre os próprios profissionais da medicina. A medicina oficial, a científica, não pode permitir que existam outras formas de curar que não sejam servis ao sistema.
-O sistema, de facto, pretende fazer crer que a única medicina válida é a chamada medicina científica, a que você aprendeu e que renegou. Precisamente no mesmo número da revista em que vai aparecer a sua entrevista, publicamos um artigo a respeito.
=A medicina científica está enormemente limitada porque se baseia na física materialista de Newton: tal efeito obedece a tal causa. E, assim, tal sintoma precede a tal enfermidade e requer tal tratamento. Trata-se de uma medicina que ademais só reconhece o que se vê, se toca, ou se mede e nega toda a conexão entre as emoções, o pensamento, a consciência e o estado de saúde do físico. E quando a importunamos com algum problema desse tipo cola a etiqueta de enfermidade psicossomática ao paciente e envia-o para casa, receitando-lhe comprimidos para os nervos.
- É dizer, que no que lhe toca, a medicina convencional só se ocupa em fazer desaparecer os sintomas.
= Salvo no que se refere a cirurgia, os antibióticos e algumas poucas coisas mais, como os modernos meios de diagnóstico, sim. Dá a impressão de curar mas não cura. Simplesmente elimina a manifestação do problema no corpo físico mas este, cedo ou tarde, ressurge.
-Pensa que, dão melhor resultado as chamadas medicinas suaves ou não agressivas
= São uma melhor opção porque tratam o paciente de uma forma holística e ajudam-no a curar… mas tão pouco curam. Olhe, qualquer das chamadas medicinas alternativas constituem uma boa ajuda mas apenas isso: complementos! Porque o verdadeiro médico é o próprio. Quando está consciente da sua soberania sobre a saúde, deixa de necessitar de terapeutas. O enfermo é o único que pode curar-se. Nada pode fazê-lo em seu lugar. A autocura é a única medicina que cura. A questão é que o sistema trabalha para que esqueçamos a nossa condição de seres soberanos e nos convertamos em seres submissos e dependentes. Nas nossas mãos está pois, romper essa escravidão.
-E, na sua opinião, por que é que as autoridades políticas, médicas, mediáticas e económicas o permitem? Porque os governos não acabam com este sistema de enfermidade, que por outro lado, é caríssimo?
= Acerca disso, tenho três hipóteses. A primeira é que talvez não saibam que tudo isto se passa… mas é difícil de aceitar porque a informação está ao seu alcance há muitos anos e nos últimos vinte anos foram já várias as publicações que denunciaram a corrupção do sistema e a conspiração existente. A segunda hipótese é que não podem acabar com ele… mas também resulta como difícil de acreditar porque os governos têm poder.
- E a terceira, suponho, é que não querem acabar com o sistema.
= Pois o certo é que, eliminadas as outras duas hipóteses, essa parece a mais plausível. E se um Governo se nega a acabar com um sistema que arruína e mata os seus cidadãos é porque faz parte dele, porque faz parte da máfia.

A MÁFIA MÉDICA
Quem, na sua opinião, integra a “máfia médica”?
- Em diferentes escalas e com distintas implicações, com certeza, a industria farmacêutica, as autoridades políticas, os grandes laboratórios, os hospitais, as companhias seguradoras, as Agencias dos Medicamentos, as Ordens dos Médicos, os próprios médicos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) – o Ministério da Saúde da ONU- e, com certeza, o governo mundial na sombra do dinheiro.
- Entendemos que para si, a Organização Mundial da Saúde é “a máfia das máfias”?
- Assim é. Essa organização está completamente controlada pelo dinheiro. A OMS é a organização que estabelece, em nome da saúde, a “política de enfermidade” em todos os países. Todo o mundo tem que obedecer cegamente às directrizes da OMS. Não há escapatória. De facto, desde 1977, com a Declaração de Alma Ata, nada pode escapar ao seu controle.
- Em que consiste essa declaração?
=Trata-se de uma declaração que dá à OMS os meios para estabelecer os critérios e normas internacionais da prática médica. Assim, foi retirada aos países a sua soberania em matéria de saúde para transferi-la para um governo mundial não eleito, cujo “ministério da saúde” é a OMS. Desde então, “direito à saúde” significa “direito à medicação”. Foi assim que, impuseram as vacinas e os medicamentos, a toda a população do globo.
- Uma ação que não se questiona
= Claro, porque, “quem vai ousar duvidar das boas intenções da Organização Mundial de Saúde?” Com certeza, há que perguntar quem controla, por sua vez essa organização através da ONU? O poder económico!
- Crê que, nem sequer as organizações humanitárias escapam a esse controlo?
= Com certeza que não. As organizações humanitárias também dependem da ONU, ou seja, do dinheiro das subvenções. E portanto, as suas actividades estão igualmente controladas. Organizações como Médicos Sem Fronteiras acreditam que servem altruisticamente as pessoas, mas na realidade servem ao dinheiro.
- Uma máfia sumamente poderosa!
= Omnipotente, diria eu. Eliminou toda a competência. Hoje em dia, “orientam-se “ os investigadores. Os dissidentes são encarcerados, manietados e reduzidos ao silêncio. Aos médicos “alternativos” intitulam-nos de loucos, retiram-lhes a licença, ou encarceram-nos, também. Os produtos alternativos rentáveis caíram igualmente nas mãos das multinacionais graças às normativas da OMS e às patentes da Organização Mundial do Comércio. As autoridades e os seus meios de comunicação social ocupam-se a alimentarem, entre a população, o medo da enfermidade, da velhice e da morte. De facto, a obsessão por viver mais ou, simplesmente, por sobreviver, fez prosperar inclusivamente o tráfico internacional de órgãos, sangue e embriões humanos. E em muitas clínicas de fertilização, na realidade “fabricam-se” uma multitude de embriões, que logo se armazenam para serem utilizados em cosmética, em tratamentos rejuvenescedores, etc. Isso sem contar com o que se irradiam os alimentos, se modificam os genes, a água está contaminada, o ar envenenado. E mais, as crianças recebem, absurdamente, até 35 vacinas antes de irem para a escola. E assim, cada membro da família tem já o seu comprimido: o pai, o Viagra; a mãe, o Prozac; o filho, o Ritalin. E tudo isto para quê? Porque o resultado é conhecido: os custos sanitários sobem e sobem, mas as pessoas continuam adoecendo e morrendo da mesma forma.

AS AUTORIDADES MENTEM
-O que explica do sistema sanitário imperante é uma realidade que cada vez mais gente começa a conhecer, mas surpreenderam-nos alguns das suas afirmações a respeito do que define como ´”as três grandes mentiras das autoridades políticas e sanitárias”.
= Pois reitero-o: as autoridades mentem quando dizem que as vacinas nos protegem, mentem quando dizem que a sida é contagiosa e mentem quando dizem que o câncer é um mistério.
- Bem, falaremos disso ainda que, já lhe adianto, na revista não compartilhamos alguns dos seus pontos de vista. Se lhe parece bem, podemos começar por falar das vacinas. Na nossa opinião, a sua afirmação de que nenhuma vacina é útil, não se sustém.
Uma coisa com que concordamos, é que algumas são ineficazes e outras inúteis; às vezes, até perigosas
= Pois eu mantenho todas as minhas afirmações. A única imunidade autêntica é a natural e essa desenvolve-a 90% da população, antes dos 15 anos. E mais, as vacinas artificiais curto-circuitam por completo o desenvolvimento das primeiras defesas do organismo. E que as vacinas têm riscos, é algo muito evidente; apesar de se ocultar.
Por exemplo, uma vacina pode provocar a mesma enfermidade para que se
destina. Porque não se adverte? Também se oculta que a pessoa vacinada pode transmitir a enfermidade ainda que não esteja enferma. Assim mesmo, não se diz que a vacina pode sensibilizar a pessoa perante a enfermidade. Ainda que o mais grave seja que se oculte a inutilidade, constatada, de certas vacinas.
- A quais se refere?
= Às das enfermidades como a tuberculose e o tétano, vacinas que não conferem nenhuma imunidade; a rubéola, de que 90% das mulheres estão protegidas de modo natural; a difteria, que durante as maiores epidemias só alcançava a 7% das crianças apesar disso, hoje, vacina todos; a gripe, a hepatite B, cujos vírus se fazem rapidamente resistentes aos anti-corpos das vacinas.
- E até que ponto podem ser também perigosas?
= As inumeráveis complicações que causam as vacinas – desde transtornos menores até à morte – estão suficientemente documentadas; por exemplo, a morte súbita do lactante. Por isso há já numerosos protestos de especialistas na matéria e são inúmeras as demandas judiciais que foram interpostas contra os fabricantes. Por outra parte, quando se examinam as consequências dos programas de vacinações massivas extraem-se conclusões esclarecedoras.
- Agradeceria que mencionasse algumas
= Olhe, em primeiro lugar as vacinas são caras e constituem para o Estado um gasto de mil milhões de euros ao ano. Portanto, o único benefício evidente e seguro das vacinas… é o que obtém a industria. Além disso, a vacinação estimula o sistema imunitário, mas repetida a vacinação o sistema esgota-se. Portanto, a vacina repetida pode fazer, por exemplo, estalar a “sida silenciosa” e garantir um “mercado da enfermidade”, perpetuamente florescente. Mais dados: a vacinação incita à dependência
médica e reforça a crença de que o nosso sistema imune é ineficaz. Ainda o mais horrível é que a vacinação facilita os genocídios selectivos pois permite liquidar pessoas de certa raça, de certo grupo, de certa região… Serve como experimentação para testar novos produtos sobre um amplo mostruário da população e uma arma biológica potentíssima ao serviço da guerra biológica porque permite interferir no património genético hereditário de quem se queira.
-Bom, é evidente que há muitas coisas das quais se pode fazer um bom ou mau uso mas isso depende da vontade e intenção de quem as utiliza. Bem, falemos se lhe parece, da segunda grande mentira das autoridades: você afirma que a Sida não é contagiosa. Perdoe-me, mas assim como o resto das suas afirmações nos pareceram pensadas e razoáveis, neste âmbito não temos visto que argumente essa afirmação.
= Eu afirmo que a teoria de que o único causador da sida é o VIH o Vírus da Imunodeficiência Adquirida é falsa. Essa é a grande mentira. A verdade é que ter o VIH não implica necessariamente desenvolver sida. Porque a sida não é senão uma etiqueta que se “coloca” num estado de saúde a que dão lugar numerosas patologias quando o sistema imunitário está em baixo. E nego que ter sida equivalha a morte segura. Mas, claro, essa verdade não interessa. As autoridades impõem-nos à força a ideia de que a Sida é una enfermidade causada por um só vírus apesar de o próprio Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, co-descobridor oficial do VIH enm1983, ter reconhecido já em 1990, que o VIH não é suficiente por si só para causar a sida. Outra evidência é o facto de que há numerosos casos de sida, sem vírus VIH e numerosos casos de vírus VIH, sem sida (seropositivos). Por outro lado, ainda não se conseguiu demonstrar que o vírus VIH cause a sida, e a demonstração é uma regra científica elementar para estabelecer uma relação causa-efeito, entre dois factores. O que se sabe, sem dúvida, é que o VIH é um retrovirus inofensivo que só se activa quando o sistema imunitário está debilitado.
- Você afirma no seu livro que o VIH foi criado artificialmente num laboratório
= Sim. Investigações de eminentes médicos indicam que o VIH foi criado enquanto se faziam ensaios de vacinação contra a hepatite B em grupos de homossexuais. E tudo indica que o continente africano foi contaminado do mesmo modo durante campanhas de vacinação contra a varíola. Claro que outros investigadores vão mais longe ainda e afirmam que o vírus da sida foi cultivado como arma biológica e depois deliberadamente propagado mediante a vacinação de grupos de população que se queriam exterminar.
-Também observamos que ataca duramente a utilização do AZT para tratar a sida
= Já no Congresso sobre SIDA celebrado em Copenhague em Maio de 1992 os superviventes da sida afirmaram que a solução então proposta pela medicina científica para combater o VIH, o AZT, era absolutamente ineficaz. Hoje isso está fora de qualquer dúvida. Pois bem, eu afirmo que se pode sobreviver à sida… mas não ao AZT. Este medicamento é mais mortal que a sida. O simples senso comum permite entender que não é com fármacos imuno-depressores que se reforça o sistema imunitário. Olhe, a sida converteu-se noutro grande negócio. Por isso, promociona-se amplamente combatê-lo, porque ele dá muito dinheiro à industria farmacêutica. É tão simples quanto isto.
-Falemos da “terceira grande mentira” das autoridades: a de que o câncer é um mistério
=O chamado câncer, ou seja, a massiva proliferação anómala de células, é algo tão habitual que todos o padecemos varias vezes ao longo da nossa vida. Só que quando isso sucede, o sistema imunitário actua e destrói as células cancerígenas. O problema surge quando o nosso sistema imunitário está débil e não pode eliminá-las. Então o conjunto de células cancerosas acaba crescendo e formando um tumor.
- E é nesse momento quando se entra na engrenagem do “sistema de enfermidade”
= Assim é. Porque quando se descobre um tumor se oferece de imediato ao paciente, com o pretexto de ajudá-lo, que escolha entre estas três possibilidades ou “formas de tortura”: amputá-lo (cirurgia), queimá-lo (radioterapia) ou envenena-lo (quimioterapia). Escondendo-se-lhe, que existem remédios alternativos eficazes, inócuos e baratos. E depois de quatro décadas de “luta intensiva”contra o câncer, qual é a situação nos próprios países industrializados? Que a taxa de mortalidade, por câncer, aumentou. Esse simples facto põe em evidência o fracasso da sua prevenção e do seu tratamento. Desperdiçaram-se milhares de milhões de euros e tanto o número de doentes, como o de mortos, contínua crescendo. Hoje sabemos a quem beneficia esta situação. Como sabemos quem a criou e quem a sustem. No caso da guerra, todos sabemos que esta beneficia sobretudo aos fabricantes e traficantes de armas. Bom, pois em medicina quem se beneficia são os fabricantes e traficantes do “armamento contra o câncer” ou seja, quem está detrás da quimioterapia, da radioterapia, da cirurgia e de toda a industria hospitalar.

A MAFIA, UMA NECESSIDADE EVOLUTIVA
– No entanto, apesar de tudo, mantém que a máfia médica é uma necessidade evolutiva da humanidade. Que quer dizer com essa afirmação?
= Verá, pense num peixe comodamente instalado no seu aquário. Enquanto tem agua e comida, tudo está bem mas se lhe começa a faltar o alimento e o nível da agua desce perigosamente o peixe decidirá saltar para fora do aquário buscando uma forma de se salvar. Bom, pois eu entendo que a máfia médica nos pode empurrar a dar esse salto individualmente. Isso, se houver muita gente que prefira morrer a saltar.
- Mas para dar esse salto é preciso um nível de consciência determinado
= Sim. E eu creio que se está elevando muito e muito rapidamente. A informação que antes se ocultava agora é pública: que a medicina mata pessoas, que os medicamentos nos envenenam, etc. Ademais, o médico alemão Ryke Geerd Hamer demonstrou que todas as enfermidades são psicossomáticas e as medicinas não agressivas ganham popularidade. A máfia médica desmoronar-se-á como um castelo de naipes quando 5% da população perder a sua confiança nela. Basta que essa percentagem da população mundial seja consciente e conectado com a sua própria divindade. Então decidirá escapar à escravatura a que tem sido submetida pela máfia e o sistema actual derrubará. Tão simples como isto.
- E em que ponto crê que estamos?
= Não sei quantificá-lo, mas penso que provavelmente em menos de 5 anos todo o mundo se dará conta de que quando vai ao médico vai a um especialista da enfermidade e não a um especialista da saúde. Deixar de lado a chamada “medicina científica” e a segurança que oferece, para ir a um terapeuta é já um passo importante. Também o é perder o respeito e a obediência cega ao médico. O grande passo é dizer não à autoridade exterior e dizer sim à nossa autoridade interior.
- E o que é que nos impede de romper com a autoridade exterior?
= O medo. Temos medo de não chamar o médico. Mas é o medo, por si próprio, quem nos pode enfermar e matar. Nós morremos de medo. Esquecermo-nos que a natureza humana é divina, o que quer dizer, concebida para nos comportarmos como deuses. E desde quando os deuses têm medo? Cada vez que nos comportamos de maneira diferente da de um deus pomo-nos enfermos. Essa é a realidade.
- E o que podem fazer os meios de comunicação para contribuir para a elevação da consciência nesta matéria?
= Informar sem tentar convencer. Dizer o que sabeis e deixar às pessoas fazer o que queiram com a informação. Porque intentar convencê-las será impor outra verdade e de novo estaríamos noutra guerra. Necessita-se apenas dar referencia. Basta dizer as coisas. Logo, as pessoas as escutarão, se ressoarem nelas. E, se o seu medo for maior do que o seu amor por si mesmos, dirão: “Isso é impossível”. Se pelo contrário têm aberto o coração, escutarão e questionarão as suas convicções. É então, nesse momento, quando quiserem saber mais, que se lhes poderá dar mais informação.

Laura Jimeno Muñoz
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