sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Vereador Professor Galdino faz campanha ridícula para aparecer

Analisando a luta do vereador professor Galdino para impedir a exibição do filme “Lula, o Filho do Brasil” na cidade de Curitiba, o único motivo plausível é a necessidade de aparecer na mídia.
Na falta de propostas interessantes na Câmara Municipal de Curitiba, o professor Galdino apresenta uma proposta ridícula e cômica: impedir a exibição de um filme em Curitiba é ato de censura que nos remete aos tempos sombrios da ditadura militar.
O professor Galdino não foi eleito para censurar filmes, mas para legislar na Câmara Municipal de Curitiba. Não tem autoridade para impedir a exibição de um filme que antes mesmo do lançamento promete ser sucesso de público, para desespero dos setores mais reacionários da nossa coletividade.
A continuar nessa linha política os eleitores do citado vereador vão lamentar ter votado nele.

José Gil de Almeida
Presidente do Conselho Comunitário de Segurança do bairro Água Verde

domingo, 20 de dezembro de 2009

Um agente do FBI em Curitiba: governo dos EUA financia estelionatário de informações


A Folha de São Paulo e a Gazeta do Povo publicaram recentemente matéria sobre um agente do FBI preso em Nova Jersey, Estados Unidos da América. Seu nome: Harold “Hall” Turner. Profissão: radialista e blogueiro. Sua prisão foi decretada por crimes de divulgar ideologia racista e ameaçar de morte três juízes federais daquele país.
Turner é um elemento perigoso, psicótico, racista e extremista, mentiroso e psicopata. O que um elemento destes faz na folha de pagamento do governo norte-americano? Trabalho sujo, é claro. Sua atuação foi e continua sendo extremamente maléfica para a sociedade daquele país. Em seu blog ele defende a expulsão dos negros, judeus e latino-americanos dos Estados Unidos (proposta idiota porque reduziria a população do país em 50%). Ele quer que os negros voltem para a África, os judeus voltem para a Israel, e os latino-americanos aos seus países de origem, como se esses imigrantes não tivessem contribuído e participando da história de progresso e crescimento dos Estados Unidos da América.
Através de seu blog e programas de rádio, Hall Turner envenena as relações sociais e o convívio entre os povos. Não passa de um estelionatário de informações, como veremos a seguir, sobre sua atuação em Curitiba. Esse marginal que chegou a ponto de ameaçar de morte três juízes federais, recebe proteção e dinheiro do governo dos Estados Unidos da América, e elogios do FBI. Portanto, é o governo dos Estados Unidos da América o verdadeiro financiador do racismo, do ódio contra negros, judeus e latino-americanos, e contra a Justiça daquele país.
Mas, como isso é possível? Tudo começou após o 11 de setembro de 2001, quando o ex-presidente George W. Bush aprovou o famigerado “Patriot Act”, que jogou na lata de lixo todas as leis democráticas, a legislação conquistada ao longo de décadas para a defesa dos direitos civis dos cidadãos.
Segundo a Folha, 12 pessoas teriam sido investigadas no Brasil. No documento, apresentado a um tribunal de Nova York, um agente do FBI, Stephen Haug, elogia a atuação do informante Hall Turner no Brasil. Entre os 12 investigados, está um árabe que falou de fazer negócios com a fonte. O árabe em questão, que segundo Turner teria 10 milhões de dólares para enviar à resistência iraquiana, é o presidente da Sociedade Beneficente Árabe Brasileira do Paraná, Moutih Ibrahim (foto acima), um homem íntegro, trabalhador e honrado. Conhecido por sua militância em defesa da Causa Palestina, e talvez justamente por isso estivesse na mira do FBI. Nos últimos anos, Moutih tem trabalhado sem sucesso para construir um hospital beneficente em Curitiba. Tivesse ele 10 milhões de dólares, com certeza construiria um hospital.
Tive a oportunidade de participar do encontro entre os agentes do FBI e Moutih Ibrahim em Curitiba, em um restaurante árabe da cidade, no final de 2005. Os norte-americanos, que na época se apresentavam como membros do movimento National Aliance, (que mais tarde descobrimos tratar-se de uma dissidência da Ku Klux Klan) fizeram uma proposta para Moutih e outras pessoas de Curitiba para montarem uma sucursal do movimento na capital paranaense, em troca do que receberiam financiamento e doações. O primeiro valor citado foi um milhão de dólares. Imediatamente visitamos o site do movimento de Turner e comprovamos tratar-se de um movimento racista, xenofóbico, em seguida, durante o jantar, foi descartada qualquer possibilidade de fundar a sucursal do National Aliance em Curitiba, ou mesmo de manter contatos ou intercâmbios. Moutih declarou na época: “vocês são antisemitas, e eu, como árabe sírio, sou semita, portanto não tem lógica essa proposta”.


Estelionatários de informações
Durante o jantar, Hall Turner fez questão de vestir roupas árabes e ser fotografado diversas vezes pelo norte-americano que o acompanhava. No dia seguinte, ao visitar o site de Turner, verificamos que ele postou as fotos vestido de árabe e escreveu que tratava-se de uma reunião que ele participara em Foz do Iguaçu. Mentira! De Curitiba ele seguiu para Santa Catarina e depois para os Estados Unidos, não foi a Foz, mas com certeza escreveu extensos relatórios sobre sua viagem fictícia a Foz, e os incompetentes agentes do FBI acreditaram em suas mentiras, e ainda o elogiaram, como fez o agente Stephen Haug. Em suma, trata-se de mais um circo montado para roubar dinheiro do contribuinte norte-americano em nome do combate ao terrorismo.
A prisão de Harold Turner revela claramente o papel do governo norte-americano na famigerada luta antiterrorista em todo o mundo. Centenas de inocentes estão presos em Guantânamo, ou foram assassinados sob tortura em prisões do Iraque e Afeganistão graças à ação de agentes como Harold Turner, financiados pelo FBI ou pela CIA. As mentiras de relatórios fantasiosos – que garantem à cidade de Foz do Iguaçu o maior número de agentes da CIA e do FBI no Brasil – fomentam uma indústria de mentiras e chantagens, estelionato e crimes patrocinados pelo Departamento de Estado Norte-americano, ou seja, pelo governo dos EUA.
O presidente Obama não tem forças para fazer cumprir suas promessas de campanha, não consegue tirar o governo dos Estados Unidos da América da situação de refém da indústria bélica, corruptora de militares, imprensa e políticos. Os resultados são gafes e escândalos como este, onde um agente do FBI é preso por fazer propaganda racista e ameaçar de morte juízes federais. Quem vai processar o governo dos Estados Unidos por financiar terroristas como Harold Turner?

José Gil
Coordenador do Movimento Marcha Verde do Paraná

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O Pré-Sal e FHC, o lixo da história


A chamada grande imprensa tem dado espaço para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticar o Pré-Sal. FHC tentou privatizar – vender – a Petrobras, entregou a empresa para o seu genro, David Zilberstein, que promoveu políticas antinacionais frente à ANP. Sucateou a indústria naval brasileira, preferindo comprar serviços e navios de empresas estrangeiras. Comprou no exterior a Plataforma P-36 por mais de 1 bilhão de reais, que afundou misteriosamente no dia 15 de março de 2001. Em sua administração foram verificados atos de sabotagem em instalações da Petrobras, para ajudar na política de privatização da empresa que hoje é referência mundial, a maior empresa do mundo em exploração de petróleo em águas profundas.

As pessoas tem memória curta, esquecem que nos últimos meses do governo FHC o litro de gasolina custava, na maioria dos postos de combustíveis, R$ 3,30. E quem ganhava com isso? Com certeza, o povo não ganhava. Mas alguém, alguns grupos econômicos lucraram às custas do povo brasileiro.

Este FHC é o lixo da história, sua lembrança maldita envergonha os brasileiros, apesar das campanhas mentirosas da imprensa venal, que apóia o ex-presidente porque ele garantia privilégios e imoralidades aos grandes proprietários dos meios de comunicação.

Hoje o Petrobras e a ANP privilegiam as empresas nacionais na compra de equipamentos, maquinários, serviços e navios, ressuscitando a indústria naval brasileira. Descobertas do Pré-Sal nos campos de Tupi, Iara, Guará e Baleias já começam a produzir milhares de barris/dia e, no entanto, alguns jornalistas e políticos corruptos afirmam que “o Pré-Sal é uma jogada política”.

Atualmente o Brasil produz 2 milhões e 757 mil barris/dia. Com o Pré-Sal, passará a 5 milhões e 729 mil barris/dia em 2020. O impacto na indústria nacional, na geração de empregos e tecnologia, é algo inusitado em nosso país e no mundo moderno, e sinaliza para investimentos em áreas sociais nos próximos anos de forma a transformar a educação, a cultura e a saúde em nosso país, beneficiando a maioria da população, além dos industriais, armadores e fornecedores em geral.

José Gil

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O silêncio criminoso sobre o roubo de 19 bilhões dos paranaenses


É incrível verificar como alguns setores da mídia paranaense ainda tem a cara de pau de tentar ressuscitar um nome que está ligado aos maiores escândalos financeiros – corrupção e roubo do dinheiro público – de toda a nossa história. O ex-governador Jaime Lerner vem recebendo nos últimos tempos elogios de alguns setores da imprensa paranaense. Elogios criminosos porque o ex-governador patrocinou, com a maioria de seus Secretários de Estado, um verdadeiro assalto aos cofres públicos, conforme podemos verificar com o Banestado, onde todos os paranaenses foram roubados, porque o Estado do Paraná paga mensalmente pela corrupção realizada, aproximadamente 52 milhões de reais, dinheiro que poderia ser investido em segurança, habitação, educação e saúde.
As atuais e futuras gerações de paranaenses estão pagando – e continuarão a pagar até 2029 – um roubo milionário de um banco que (até o governo Jaime Lerner) era banco sólido, com 70 anos de história, gerador de empregos e financiamentos para o progresso e desenvolvimento do nosso Estado.
O Banestado tinha cerca de 400 agências e 500 postos de atendimento. Sob o governo Lerner, rapidamente o Banestado começou a apresentar prejuízos oriundos de financiamentos fraudulentos e desvio de recursos para pagar campanhas políticas, conforme provas levantadas pela CPI do Banestado na Assembléia Legislativa do Paraná, reveladas à população na época pelo deputado Neivo Beraldin.
Após apresentar sucessivos prejuízos – quando na época os bancos apresentavam lucros astronômicos – o Banestado apresentou em 1998 um prejuízo de R$ 1,7 bilhão. Foi iniciado um processo de saneamento do banco, onde o governo federal injetou recursos da ordem de R$ 5,6 bilhões. Alguns meses depois (seguindo acordos possivelmente secretos com o Itaú), o banco foi vendido por R$ 1,6 bilhão e o povo do Paraná herdou uma dívida (paga com impostos dos contribuintes) de quase R$ 19 bilhões.
Durante os meses que se seguiram à “quebra” do Banestado, comprovou-se a existência de pequenas e grandes quadrilhas dilapidando o patrimônio público com a conivência ou cumplicidade das autoridades políticas da época, e com o silêncio criminoso da maioria dos órgãos de imprensa do Paraná, que se beneficiava dessa roubalheira através de propaganda massiva e milionária feita pelo governo da época, para silenciar sobre as denúncias que surgiam.
Para elogiar o governo Lerner na época, os veículos de imprensa recebiam publicidade milionária. Para se ter uma idéia do volume do dinheiro gasto em publicidade pelo Banestado, vamos lembrar que em outubro de 1998 o Banestado gastou com publicidade o valor de R$ 15.387.000,00, enquanto o Banespa gastou R$ 7.870.735,00 e o Banrisul R$ 5.085.224,17.
No ano de 2003 surgiram notícias de que o Banestado havia sido usado para que US$ 30 bilhões fossem retirados ilegalmente do País em pouco mais de cinco anos, o que determinou a criação da CPI na Assembléia Legislativa para apurar os desvios e roubalheiras. O então presidente do Banestado, empresário Manoel Campinha Garcia Cid respondeu a diversos processos na Justiça, tendo sido condenado em dezenas deles.
Esses fatos foram amplamente divulgados no livro “Histórias sobre Corrupção e Ganância”, de Wilson J. Gasino, um livro que foi praticamente boicotado pela mídia nativa, uma vez que mostrava a participação da imprensa – ainda que de forma indireta – como beneficiária dos escândalos do Banestado.
Apenas para citar uma das grandes operações que sangraram o Banestado, no dia 21 de maio de 1996 o Banestado liberou R$ 8 milhões para a construção do Shopping Aspen Park em Maringá. Em 1998, após a conclusão da obra, a Banestado Leasing vendeu a sua parte no empreendimento para a empresa Kadima, pertencente a Miguel Krigsner, na época proprietário do Grupo O Boticário, pelo valor de R$ 2.100.000,00. “Desta forma, o banco assumiu um prejuízo de R$ 5.900.000,00, sem falar nos juros e correção monetária do período decorrido entre a compra e a venda da participação no empreendimento. Além disso, pelo fato da obra já estar concluída, é óbvio que o seu valor teria de ser muito maior na época da venda, e não menor do que o que foi pago dois anos antes, na compra”.
E mais: “Mas a CPI apurou também a participação minoritária como capitalistas os empresários Moisés Bergerson, Artur Noêmio Grynbaun e Miguel Gellert Krigsner. Essa participação foi crescendo com o passar do tempo e existe a hipótese de que Amasta e Ghesti fossem apenas laranjas no negócio”.

Continua na próxima edição.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dr. Miltom Luiz Pereira recebe homenagem da Câmara Municipal




O ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça, Dr. Miltom Luiz Pereira, recebeu “Votos de Congratulações e Aplausos” da Câmara Municipal de Curitiba, através de Proposição de autoria do vereador Algaci Tulio, nos seguintes termos: “O vereador Algaci Tulio requer à Mesa, na forma regimental, que seja inserido em ata, Votos de Louvor ao excelentíssimo Ministro Miltom Luiz Pereira, pela participação ativa e cidadã em prol a comunidade, como Presidente de Honra do Conselho Comunitário de Segurança do bairro Água Verde.”
O ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça, ex-prefeito de Campo Mourão e ex-radialista em Curitiba, Dr. Miltom Luiz Pereira, Cidadão Honorário de Curitiba, é pessoa querida da comunidade aguaverdeana. Homem honrado, culto, religioso, pai de família exemplar, é considerado parte da reserva moral do Poder Judiciário e da sociedade paranaense.
Em sua justificativa o vereador Algaci Tulio escreveu: “A todo momento observamos ações de despreendimento, voluntarismo e solidariedade, mas são poucas as vezes que tomamos conhecimento de tais fatos. Acreditamos que o papel de uma Câmara Municipal como representante dos cidadãos, também é enaltecer atos gloriosos de pessoas dignas. Uma dessas pessoas é o excelentíssimo ministro Miltom Luiz Pereira, aposentado compulsoria-mente do Superior Tribunal de Justiça em 9 de dezembro de 2002, onde atuou por 10 anos, e que em seu discurso de despedida ressaltou: “... que nunca esquecerá as lições que aprendeu na corte. Nestes dez anos, aprendi todos os dias, todas as horas. Quando mais tarde, ao reler os livros de minha vida, quiser tirar a maior lição de todas, saberei que o mais importante é ser humilde”. Em pronunciamento, o ministro Peçanha Martins lamentou a aposentadoria de Miltom Luiz Pereira, ao afirmar que “o Superior Tribunal de Justiça perderá seu maior mestre.”
Em sua gestão (1964 à 1967) como prefeito de Campo Mourão, aos 27 anos de idade, a cidade foi considerada como Município Modelo do Paraná, pelas realizações administrativas e desenvolvimento social e econômico experimentado.

sábado, 17 de outubro de 2009

O silêncio criminoso sobre o roubo de 19 bilhões dos paranaenses


É incrível verificar como alguns setores da mídia paranaense ainda tem a cara de pau de tentar ressuscitar um nome que está ligado aos maiores escândalos financeiros – corrupção e roubo do dinheiro público – de toda a nossa história. O ex-governador Jaime Lerner vem recebendo nos últimos tempos elogios de alguns setores da imprensa paranaense. Elogios criminosos porque o ex-governador patrocinou, com a maioria de seus Secretários de Estado, um verdadeiro assalto aos cofres públicos, conforme podemos verificar com o Banestado, onde todos os paranaenses foram roubados, porque o Estado do Paraná paga mensalmente pela corrupção realizada, aproximadamente 52 milhões de reais, dinheiro que poderia ser investido em segurança, habitação, educação e saúde.
As atuais e futuras gerações de paranaenses estão pagando – e continuarão a pagar até 2029 – um roubo milionário de um banco que (até o governo Jaime Lerner) era banco sólido, com 70 anos de história, gerador de empregos e financiamentos para o progresso e desenvolvimento do nosso Estado.
O Banestado tinha cerca de 400 agências e 500 postos de atendimento. Sob o governo Lerner, rapidamente o Banestado começou a apresentar prejuízos oriundos de financiamentos fraudulentos e desvio de recursos para pagar campanhas políticas, conforme provas levantadas pela CPI do Banestado na Assembléia Legislativa do Paraná, reveladas à população na época pelo deputado Neivo Beraldin.
Após apresentar sucessivos prejuízos – quando na época os bancos apresentavam lucros astronômicos – o Banestado apresentou em 1998 um prejuízo de R$ 1,7 bilhão. Foi iniciado um processo de saneamento do banco, onde o governo federal injetou recursos da ordem de R$ 5,6 bilhões. Alguns meses depois (seguindo acordos possivelmente secretos com o Itaú), o banco foi vendido por R$ 1,6 bilhão e o povo do Paraná herdou uma dívida (paga com impostos dos contribuintes) de quase R$ 19 bilhões.
Durante os meses que se seguiram à “quebra” do Banestado, comprovou-se a existência de pequenas e grandes quadrilhas dilapidando o patrimônio público com a conivência ou cumplicidade das autoridades políticas da época, e com o silêncio criminoso da maioria dos órgãos de imprensa do Paraná, que se beneficiava dessa roubalheira através de propaganda massiva e milionária feita pelo governo da época, para silenciar sobre as denúncias que surgiam.
Para elogiar o governo Lerner na época, os veículos de imprensa recebiam publicidade milionária. Para se ter uma idéia do volume do dinheiro gasto em publicidade pelo Banestado, vamos lembrar que em outubro de 1998 o Banestado gastou com publicidade o valor de R$ 15.387.000,00, enquanto o Banespa gastou R$ 7.870.735,00 e o Banrisul R$ 5.085.224,17.
No ano de 2003 surgiram notícias de que o Banestado havia sido usado para que US$ 30 bilhões fossem retirados ilegalmente do País em pouco mais de cinco anos, o que determinou a criação da CPI na Assembléia Legislativa para apurar os desvios e roubalheiras. O então presidente do Banestado, empresário Manoel Campinha Garcia Cid respondeu a diversos processos na Justiça, tendo sido condenado em dezenas deles.
Esses fatos foram amplamente divulgados no livro “Histórias sobre Corrupção e Ganância”, de Wilson J. Gasino, um livro que foi praticamente boicotado pela mídia nativa, uma vez que mostrava a participação da imprensa – ainda que de forma indireta – como beneficiária dos escândalos do Banestado.
Apenas para citar uma das grandes operações que sangraram o Banestado, no dia 21 de maio de 1996 o Banestado liberou R$ 8 milhões para a construção do Shopping Aspen Park em Maringá. Em 1998, após a conclusão da obra, a Banestado Leasing vendeu a sua parte no empreendimento para a empresa Kadima, pertencente a Miguel Krigsner, na época proprietário do Grupo O Boticário, pelo valor de R$ 2.100.000,00. “Desta forma, o banco assumiu um prejuízo de R$ 5.900.000,00, sem falar nos juros e correção monetária do período decorrido entre a compra e a venda da participação no empreendimento. Além disso, pelo fato da obra já estar concluída, é óbvio que o seu valor teria de ser muito maior na época da venda, e não menor do que o que foi pago dois anos antes, na compra”.
E mais: “Mas a CPI apurou também a participação minoritária como capitalistas os empresários Moisés Bergerson, Artur Noêmio Grynbaun e Miguel Gellert Krigsner. Essa participação foi crescendo com o passar do tempo e existe a hipótese de que Amasta e Ghesti fossem apenas laranjas no negócio”.

Continua na próxima edição.

Artigo publicado na edição impressa do Jornal Água Verde desta semana.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Acidente hoje na Avenida Getulio Vargas: pai e filho, como dois inimigos.

Hoje, dia 5 de outubro, por volta do meio-dia uma caminhonete Mitsubishi, último modelo, entrou em alta velocidade em um poste na Avenida Getulio Vargas; ao descer a rua Maurício Caillet, o jovem não conseguiu fazer a curva e quase destruiu um poste de concreto, cortando a iluminação das quadras próximas. O air-bag do passageiro funcionou, mas não o do motorista. De qualquer forma, ele usava cinto de segurança e não se feriu.
Minutos depois chegou o pai do jovem em outra caminhonete importada, super nova, e devia ser autoridade porque entrou com o carro na calçada e não se intimidou com os policias militares que chegaram para atender a ocorrência.
Ao ver o estrago no carro, o pai partiu para cima do filho, agredindo-o com socos e pontapés. Gritava: “Cadê sua namoradinha para te ajudar agora, e assumir o prejuízo? Agora a namoradinha se foi, otário!”. E tome tapas e socos no rosto do jovem, que não reagia e apenas chorava.
O policial afastou o pai do filho algumas vezes, mas depois desistiu. Ao entrar no carro semi-destruído, o pai gritava: “Que pena que você não morreu!”.
Alguns minutos depois chegou um caminhão dos bombeiros e uma ambulância do Siate. Enquanto os paramédicos examinavam o jovem, o pai gritava: “Esperem mais um pouco que vocês vão salvar a vida desse animal. Depois que eu pegar ele vocês podem salvar a vida dele!” E a todo o momento o pai empurrava o jovem para sua caminhonete, mas o jovem se recusava a entrar porque sabia que seria violentamente espancado dentro do veículo com vidros fumê nas janelas blindadas.
As pessoas se aglomeravam na calçada para ver o triste espetáculo. Um dos transeuntes, operário, disse: “Se fossem pobres, estariam pai e filho algemados levando porrada no camburão!”.
A Copel levou mais de 6 horas para restabelecer a luz. Imaginem o prejuízo de diversas empresas, escritórios, consultórios, que ficaram sem energia elétrica durante toda a tarde de uma segunda-feira.
Pobre pai. Pobre filho. A riqueza de seus bens materiais não escondia a pobreza de seus bens espirituais. E pensando bem, não é de se admirar de ver tantos jovens viciados em drogas na alta sociedade.
“Ninguém pode servir a dois patrões, porque odiará a um e amará ao outro, ou se afeiçoará ao primeiro e desprezará o segundo. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Mateus 6,19 - 7,11

José Gil, presidente do Conselho de Segurança do bairro Água Verde

domingo, 27 de setembro de 2009

Justiça condena envolvidos em desvio de dinheiro do Banestado para campanha de Jaime Lerner

A Justiça Federal condenou por corrupção três empresários paranaenses que tomaram emprestados US$ 3,5 milhões (em valores de 1998) do Banestado e desviaram parte do dinheiro para a campanha de reeleição do ex-governador Jaime Lerner. A sentença do juiz federal Sergio Fernando Moro tem como base processo movido pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual e investigações da Polícia Federal, do Banco Central e de Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Assembleia Legislativa para apurar irregularidades no Banestado.
Os empresários José Maria Ribas Muller (Tucumann Engenharia e Empreendimentos), Sergio Fontoura Marder (Redram Construtora de Obras) e Maria Cristina Ibraim Jabur (Jabur Toyopar Importação e Comércio de Veículos) foram condenados por crime de corrupção e participação em crime de gestão fraudulenta. Muller também foi condenado por crime de evasão de divisas. Ele foi condenado a oito anos e oito meses de prisão. Marder e Maria Cristina devem cumprir sete anos e quatro meses de reclusão.
Os três também foram condenados a pagar os prejuízos sofridos pelo Banestado e pelo Estado do Paraná, já que os empréstimos não foram pagos no vencimento. Um dos empresários já depositou em juízo o dinheiro necessário para a devolução.
Gabriel Nunes Pires Neto, ex-diretor do Banestado, e o doleiro Alberto Youssef, envolvido em outros casos de corrupção e desvio de dinheiro público no governo Jaime Lerner, serviram como testemunhas ao Ministério Público Federal, graças ao programa de delação premiada. Pires Neto confessou à Justiça que parte do dinheiro foi usado na campanha de reeleição de Lerner. “(José Maria Ribas Muller e Sergio Fontoura Marder) entregaram para mim uma maleta contendo duzentos mil dólares”, disse, em depoimento citado no processo.
O CASO — O Ministério Público Federal (MPF), autor da ação, explica que os empréstimos foram concedidos de forma fraudulenta por uma agência localizada nas Ilhas Cayman, um paraíso fiscal, mediante pagamento de vantagem indevida ao então secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, e que o dinheiro retornou ao Brasil pelo mercado negro. As acusações do MPF tem como base depoimentos de Gabriel Nunes Pires Neto e Alberto Youssef.
Foram três empréstimos — US$ 1 milhão à Tucumann Engenharia e Empreendimentos, US$ 1 milhão à Redram Construtora de Obras e US$ 1,5 milhão à Jabur Toyopar Importação e Comércio de Veículos. Em troca, as empresas entregaram parte do dinheiro — pelo menos US$ 331 mil — ao “acusado Giovani Gionédis, que o teria recolhido para a campanha eleitoral de 1998” (do ex-governador Jaime Lerner), escreve o juiz.
Segundo o MPF, os três empréstimos foram concedidos sem procedimentos de solicitação e concessão de crédito, sem avaliação econômica dos tomadores, sem aprovação das operações pelos órgãos competentes do Banestado e sem garantias suficientes para o banco. “Constata-se, pelos elementos constantes nos autos, que as afirmações do MPF correspondem à realidade”, anota Sergio Moro.
“É forçoso reconhecer que houve gritante violação, pelo diretor Gabriel Nunes Pires Neto, das boas práticas bancárias e das normas internas do Banestado, com favorecimento indevido das três empresas. Apenas após a delação premiada celebrada entre Pires Neto e o Ministério Público Federal foram elucidados os motivos subjacentes à concessão das operações na forma adotada”, relata o magistrado.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Descobertos os matadores de Toninho


O covarde assassinato do comerciante Toninho da avenida Kennedy foi elucidado. Policiais da Delegacia de Furtos e Roubos elucidaram o latrocínio (roubo seguido de morte) do comerciante Antonio Nazário, ocorrido no último dia 12, no bairro Água Verde, em Curitiba. O homem foi morto ao reagir ao assalto ao seu estabelecimento, o Bar e Lanchonete do Toninho, na Avenida Kennedy. Para a polícia, um homem conhecido por Paulo e dois adolescentes são os responsáveis pelo crime.
O delegado Luiz Carlos de Oliveira (foto), da Furtos e Roubos, e sua equipe, deram uma pronta resposta à comunidade na elucidação deste crime que comoveu - e revoltou - grande parte dos moradore do bairro Água Verde.
Segundo as investigações, os três marginais atacaram o comerciante, quando ele encerrava o expediente, por volta das 21h. Nazário estava na cozinha, quando os ladrões tentavam abrir a caixa registradora. Ao tentar evitar o roubo, agarrando o ladrão, foi surpreendido por dois marginais que davam cobertura. Eles atiraram na vítima, que foi atingida nas pernas. Ao cair, Toninho ainda sofreu mais dois balaços nas costas e morreu no local. Os bandidos fugiram com R$ 400 em um carro preto e uma motocicleta.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Repúdio ao deputado Marcelo Almeida


Entidades árabe-brasileiras de Curitiba estão preparando um ato de repúdio ao deputado Marcelo Almeida para os próximos dias. O motivo é a posição reacionária do deputado em relação à causa Palestina. Ele não aceita a eleição democrática do Movimento Hamas na Faixa de Gaza, e quer explicações do governo brasileiro sobre a doação ao governo palestino de 25 milhões de reais para ajudar na reconstrução do país, como fizeram diversos países solidários.
É estranho que o deputado não tenha se manifestado em solidariedade ao povo palestino da Faixa de Gaza quando este se encontrava sob bombardeio criminoso e terrorista por parte do governo israelense no início deste ano.
Defender o terrorismo de Estado do governo israelense é um equívoco muito grande, que em nada valoriza o trabalho do deputado na Câmara Federal.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Bradesco tem péssimo atendimento

A agência Bradesco da avenida Marechal Deodoro, 170, empresarial, tem um péssimo atendimento, segundo relata um morador do bairro que procurou a agência para trocar um cheque empresarial. Mesmo portando todos os documentos da empresa, aguardou por uma hora, enquanto um funcionário avisou que não podia fazer o pagamento até que o gerente autorizasse, e que estaria aguardando "um e-mail" de autorização. O morador desistiu e se retirou em direção ao Procon para registrar denúncia porque a agência violou o Código de Defesa do Consumidor, além de demonstrar falta de respeito.
O problema é que o morador é uma liderança comunitária e vai mandar a denúncia para todos os meios de comunicação. Quem sabe assim a empresa melhore o atendimento.

domingo, 13 de setembro de 2009

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A população quer segurança, afirma o coronel Hatschbach



O coronel Dirceu Rubens Hatschbach, da Polícia Militar do Paraná, é reformado, morador do bairro Água Verde, tem uma vida participativa em atividades que visam melhorias do bairro. É presidente do Conselho Diretor do Clube dos Oficiais da Polícia Militar do Paraná, membro efetivo do Conselho Fiscal da Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Brasil e presidente da Coordenação Regional Sul da Federação Nacional das Entidades Militares Estaduais.
Em entrevista ao nosso jornal ele fala sobre problemas de segurança e a realidade da segurança pública.

Fale sobre sua carreira na Polícia Militar do Paraná, como iniciou e por quê?
Coronel Hatschbach - Ingressei na Polícia Militar do Paraná em março de 1.958, através de concurso de seleção para o Curso de Formação de Oficiais – CFO (hoje, Escola de Formação de Oficiais) a tradicional Escola de Cadetes da Polícia Militar do Paraná. Éramos mais de duzentos candidatos inscritos e fomos aprovados em 15 para as 30 vagas oferecidas. Naquela época a classificação para o Curso estava condicionada a uma nota mínima por disciplina e, alem disso, havia também a exigência de uma média global de todas as disciplinas exigidas no concurso de seleção. Não lembro os valores, mas por exemplo se a exigência era nota mínima 4,0 (quatro) em cada matéria o candidato era obrigado a conquistar média de todas as matérias 6,0 (seis).
Além das provas de escolaridade, ainda havia a prova física que consistia em saltos em distância e altura, levantar e transportar pesos, subir por cordas, correr etc. Em cada uma dessas modalidades era exigido um mínimo que se não fosse alcançado era motivo para eliminação.
Já havia feito o primário, ginásio (hoje 1º grau) e secundário (hoje 2º grau). 1.958 era o ano em que deveria prestar vestibular. Quando iniciei o secundário comecei a programar o futuro. Sabia das limitações econômicas que tínhamos em casa e de como seria difícil a minha manutenção numa faculdade (Naquele tempo não havia tantas oportunidades como tem hoje. A UFPr mantinha poucos cursos no período noturno, as faculdades particulares existentes na época – Faculdade Curitiba e Faculdade Católica nem pensar, não se imaginava que um dia viria o PRÓ-UNI).
Eu tinha que me apresentar para o serviço militar obrigatório exército ou aeronáutica. Não poderia optar por CPOR porque não estava matriculado em faculdade. A Escola de Cadetes da Polícia Militar passou a ser um atrativo porque ali eu cumpria a obrigação do serviço militar, faria um Curso de três anos para me tornar oficial e tendo um salário mensal com a possibilidade de após formado continuar estudando.
Durante o primeiro ano de escola continuei me preparando para o vestibular. Mas férias de final de ano na Escola de Cadetes, período em que foi realizado o vestibular na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal do Paraná fiz vestibular e passei. Tranquei a matricula dois anos porque precisava terminar meu curso na PM, mas depois de declarado aspirante cumprindo escalas de serviço a noite, sábados e domingos conseguimos concluir a faculdade.
Não me arrependo da escolha. Os Coronéis que chamávamos de “Capotes Pretos” foram muito hábeis e nos motivar e incutir em cada um daquela geração a necessidade de entrega total a serviço da comunidade. Para que um trabalho seja bem feito é preciso haver amor naquilo que se faz.

O que mudou nas últimas décadas, para melhor e para pior, na corporação?Coronel Hatschbach - Há dois campos que precisamos considerar. Material e Pessoal. Em termos materiais houve uma grande expansão em equipamentos, armamentos, meios de transporte, comunicações. Hoje podemos dizer a PM está com equipamentos para desempenhar um bom trabalho. É verdade que em armamento é muito difícil acompanhar a evolução do armamento do marginal. Enquanto o marginal adquiri seu armamento e munição por meios ilícitos e com muita facilidade a instituição policial para adquirir armamento depende de autorização, de recursos orçamentários, de processo licitatório e uma série de formalidades legais. Sou do tempo que o policial para ter uma arma e munição adquiria com seus próprios recursos. O armamento para serviço de policiamento era um cassetete, boa vontade e sorte.
As viaturas são modernas e em quantidade para atender as necessidades de serviço. Se não há mais viaturas rodando em patrulhamento é porque falta o principal – o ser humano.
O efetivo policial continua defasado. Em todo meu tempo de serviço ativo até hoje nunca o efetivo da Corporação chegou ao ideal. O crescimento populacional é muito rápido. Os estudos para fixação do efetivo não se faz em uma semana, para definir o número de policiais não basta se concentrar nas recomendações de número de policiais por habitante. É preciso considerar uma série de fatores entre os quais cito impacto no orçamento da folha de pagamento, capacidade física das instalações para treinamento e formação do policial, distribuição desse efetivo na área geográfica do estado etc.
Além disso a fixação de efetivo é objeto de lei. Uma mensagem é encaminhada à Assembléia Legislativa é ali passa a ser discutida nas Comissões para posteriormente, se aprovada, ser levada a plenário. Nas discussões tanto das Comissões como no Plenário surgem as emendas. Começa a prevalecer os interesses políticos regionais sobre os aspectos técnicos. Quando, finalmente, é aprovada a lei e vai para sanção governamental já está defasada.

O policial militar recebe hoje uma remuneração justa pelo seu trabalho?Coronel Hatschbach - Não entro na análise se a remuneração é justa ou não. Prefiro dizer que a remuneração não é atraente. Esse é um dos motivos da grande dificuldade encontrada para completar o efetivo. Basta verificar que a instituição não alcançou, ainda, o efetivo previsto em lei. A procura pela incorporação na Polícia Militar se dá nos períodos de desemprego, mas tão logo o mercado de trabalho comece a oferecer vagas há uma debandada.
Os critérios para remuneração do policial militar precisam ser revistos e com urgência. Esta no momento dos governantes adotarem políticas mais coerentes para a remuneração. Chega de tentar remunerar apenas com gratificações sobre um soldo insignificante. As gratificações oscilam de acordo com o momento econômico e, as vezes, até mesmo com o momento político.
Os policiais militares, no trato de sua remuneração são tratados como cidadãos de terceira categoria. São proibidos de se sindicalizar, são proibidos de fazer greve, não podem se filiar a partidos políticos em conseqüência não pressionam. Os governos só atendem as categoria que tem capacidade de pressionar e de negociar através de seus sindicatos. Os policiais militares são obedientes e disciplinados a deixam seus interesses salariais para serem administrados pelo seu comandante, pelo secretario de segurança e outros secretários de estado envolvidos no processo. Todos ocupantes de cargos de confiança do governo. É lógico que vão sempre defender os interesses do governo e não vou crucificá-los por isso – estão no seu papel. Mas, o interesse do trabalhador em segurança pública, onde fica? Quem os defende? Até quando vamos ficar de cabeça abaixada esperando que as promessas de anos passados sejam cumpridas?
Polícia é um serviço caro. Não pode haver boa Polícia mal paga. Se se considerar o tipo de trabalho que, a um policia digno desse nome, é atribuído não há como deixar de reconhecer que, por prêmio e por proteção, deve ser um homem com salário compensador. Que a função policial traz o aspecto antipático de contrariar interesses e, portanto, é alvo natural de malquerenças e reações. A malquerença se manifesta em oposições naturais e sutis a sua ação. As reações tem aspectos os mais variáveis e vão desde a queixa caluniosa até a tentativa de suborno. Para que um policial se mantenha idôneo é necessário que o emprego lhe seja tão compensador que ele evite, por todos os meios, perdê-lo; e para isso não fique ele sujeito as tentações da corrupção, é necessário que veja na profissão possibilidades presentes e garantias do futuro. Como esperar rigidez de tempera, como proteger policiais incorruptos, como pregar decência profissional a homens cujos salários mesquinhos os fazem trabalhar preocupados com problemas domésticos, com os filhos sem escola, com moradia precária e distante, com o transporte a sua custa e sem hora certa para refeições e muitas vezes sem refeição para qualquer hora.
Para que você tire suas conclusões, o soldado (aquele que está diariamente na rua lidando com marginais melhor armado do que ele) recebe uma gratificação intitulada Risco de Vida no valor de R$ 112,00 (cento e doze reais) - é isso mesmo.

Como está a segurança pública no seu bairro?Coronel Hatschbach - Não temos mais aquela agradável sensação de segurança. Estão longe os temos em que podíamos bater papo com nossos vizinhos na calçada, levar as criança para brincar e andar de triciclos nas praças. Hoje somos prisioneiros. Nossas casas precisam ter grades e muros com proteção de cerca elétrica, as janelas exigem grades de proteção acrescentamos, ainda, um sistema de alarme e para completar contratamos uma empresa de vigilância privada.
Não há como ter esperanças naquele policiamento ostensivo preventivo que inibe a ação dos marginais e delinqüentes. O efetivo disponível da policia fica comprometido com o volume de ocorrências que tem para atender.
O que nos resta é seguir as orientações que nos foram transmitir pela cartilha distribuída no lançamento do policiamento comunitário.

O que poderia ser feito para melhorar a segurança nos bairros da nossa região?Coronel Hatschbach - Temos a tendência de concentrar nossa atenção para as situações que estão mais próximas. Esquecemos da visão global. Assim, só participamos de qualquer iniciativa enquanto queremos ver os nossos problemas resolvidos. Os outros casos são detalhes.
A pratica de qualquer delito pressupõe a ocorrência de três elementos: a vontade, a oportunidade e a certeza da impunidade. A vontade é própria do delinqüente. O marginal toma a iniciativa de praticar seu ato. Ninguém tem como interferir. A oportunidade, essa é a nossa parte. Precisamos adotar atitudes e medidas que não criem oportunidades para o delinqüente ter vontade de delinqüir. Finalmente, um fator importante a ser considerado é a certeza da impunidade. O delinqüente não pode ter essa certeza. Por isso, é importante nos conscientizarmos que a denúncia é importante. As organizações policiais precisam de informações, se nos omitirmos nas denuncias por comodismo ou por medo deixamos de alimentar o processo que pode levar a punição do atos delituosos.
O que a comunidade pode fazer é colaborar com o sistema policial adotando as recomendações quanto aos cuidados com o seu patrimônio e seus hábitos. Manter a troca de telefones com seus vizinhos; procurar conhecer os hábitos rotineiros da vizinhança, checar quando notar quebra de rotina.

A nível de Estado, qual a sua opinião sobre a segurança pública?Coronel Hatschbach - No momento em que o crime organizado achou seu espaço em nosso estado e dá sinais que vem crescendo precisamos admitir que estamos perdendo terreno. A segurança pública, principalmente, nos grandes centros não esta conseguindo acompanhar a evolução da criminalidade. Tem havido muita discussão e tentativas no sentido de justificar as estatísticas mas, infelizmente, precisamos admitir que estamos perdendo para o crime organizado.
As tentativas de respostas demonstram a boa vontade, mas ficam dependentes do problema crônico – falta de efetivo. Vemos pela imprensa ações divulgadas: POVO, Policiamento Comunitário, Patrulha Escolar, Samurai, Escudo, Polícia de Fronteira etc, mas fico me perguntando – onde está o efetivo? Porque tanto nome diferente para uma missão apenas Policiamento Ostensivo?
A comunidade quer a proteção policial. Se o policial militar estiver patrulhando o meu bairro não me interesse se é do projeto Povo, do Policiamento Comunitário, do Projeto Samurai ou seja lá que nome for dado. Fico feliz em ter a certeza de que estou tento uma proteção relativa da Polícia Militar. Esses nomes servem apenas para dar a marca do governo. Amanhã vem outro governo e resolve mudar tudo isso e nós usuários da segurança publicas vamos ficar perdidos – a quem recorrer? Antes tínhamos o POVO? E hoje, o que temos? Quando o novo governo consegue habituar o a população com a sua terminologia, termina seu mandato e começa tudo de novo. As Policias que aí estão são instituições de Estado e não de governo.

O governo federal tem melhorado a segurança pública?Coronel Hatschbach - Vamos esperar as conclusões que serão apresentadas na Primeira Conferencia Nacional de Segurança Pública. O assunto é complexo e não se resolve apenas com teorias, muitas vezes sem qualquer fundamentação técnica. Temos ouvido e lido propostas para unificação das Policias Civis e Militares, outras propostas de desmilitarização da Polícia, como se aí tivéssemos a solução de todos os males. É preciso entender que as Polícias Civil e Militar atuam nos efeitos e não nas causas. Se essas instituições atuarem perfeitamente integradas em suas funções constitucionais o resultado será satisfatório, mas mesmo assim, não será o suficiente para proporcionar o grau de segurança desejado pela população.
O governo precisa investir no combate as causas da criminalidade e violência. Educação é o principal. O governo precisa dar atenção melhor nas escolas de formação profissional, pois não adiante gerar empregos se não tem mão de obra. Desenvolver projetos para fixar o homem na sua região e assim evitar o inchaço dos grandes centros urbanos (que hoje é a grande ilusão para o homem do interior). Veja que são políticas que devem trazer resultados a medio e longo prazo.
Por outro lado, a sociedade civil organizada (associações, clubes de serviço, igrejas etc) precisam fazer a sua parte. Não é somente levantar bandeiras e protestar das omissões ou deficiências do governo.
Lembro de meu tempo de criança, num município pequeno do interior, onde a tuberculose era uma doença que apavorava toda sociedade, um médico do local reuniu um grupo de comerciantes e criaram uma entidade – Liga de Defesa Contra a Tuberculose. Essa entidade passou a atuar junto as crianças e adolescentes. Ali tínhamos biblioteca, acompanhamento escolar, esportes, acompanhamento médico, oficina de artesanato etc. A diferença está no momento. Se naquele época os pais concordavam em pagar uma taxa irrisória de mensalidades (talvez fosse hoje 1 real), se professores se apresentavam para dedicar algumas horas por semana para prestar serviços gratuitamente à entidade; o hoje é piada. Toda responsabilidade é do governo. E mesmo quando o governo esta atuando, os investimentos do governo são destruídos ou danificados por protestos ou puro vandalismo. A sociedade precisa rever seus valores.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Senador Álvaro Dias diz que recebeu proposta de empresa dos EUA contra Petrobrás


O jornalista Paulo Henrique Amorim divulgou na sexta-feira em seu site “Conversa Afiada”, que uma fonte ligada à indústria do petróleo enviou-lhe um e-mail com o seguinte teor: “O Senador Alvaro Dias (PSDB-PR) declarou que o partido está em negociação com uma empresa de Houston, nos Estados Unidos, para auxiliar seu trabalho na CPI da Petrobras”.

“Foi a única empresa até agora que topou nos ajudar porque não é daqui e deve trabalhar para as concorrentes da Petrobrás. Na próxima semana devemos ter muito mais munição”, disse o senador. Segundo a fonte, “Alvaro Dias deverá se encontrar com representantes de uma empresa de Houston na próxima semana para fechar o contrato de investigação da Petrobras”.

O twitter de Álvaro Dias mostra um cidadão perguntando: “O sr. tá sabendo do boato que o sr. vai se encontrar com uma empresa de Houston que vai investigar a Petrobrás?”. O senador responde: “Recebemos algumas propostas de trabalho. Não há definição de contratação”. Ou seja, não há um desmentido por parte do tucano. Pelo contrário, sua escalação no time dos boys para atacar e difamar a Petrobrás já está definida.

Bondinho da Rua XV: um bonde chamado mentira


Por muitos anos Curitiba foi servida por bondes, o transporte coletivo de muitas décadas.
No início da década de 50, pouco antes das festividades do Centenário de Emancipação Política do Estado do Paraná (19/12/1853), os bondes foram substituídos por ônibus, cuja empresa logo quebrou.
Hoje se fala em criar uma linha turística de bondes no centro da cidade. A idéia é ótima e vários percursos podem ser analisados para a implantação de uma linha. Praça Santos Andrade – Praça Osório, via Rua XV, além de outros locais históricos como a Rua Riachuelo.
Tomara que não fique no papel. O bonde como transporte coletivo está superado pelo metrô, porém linhas turísticas são viáveis.
Convém lembrar um pouco da história de bonde em Curitiba, principalmente em nosso bairro Água Verde.
A empresa de bondes de Curitiba tinha como estação garagem o espaço situado na Rua Barão do Rio Branco (pertence aos Slavieiros ) em frente o prédio histórico onde hoje funciona a Câmara Municipal de Curitiba.
As linhas que serviam o Água Verde faziam o seguinte trajeto: Praça Tiradentes, Praça (Generoso) Marques, Rua Barão do Rio Branco, por esta via até a Av. 7 de setembro, pela Av. 7 de Setembro até a Rua 24 de Maio, por esta até a Rua Iguaçu, pela Iguaçu até a Av. República Argentina, na seguinte até o ponto final na antiga avenida Guaíra (hoje Kennedy). Onde também havia parada do trem da RVPSC.
Nesta trajetória a linha de uma única via tinha vários desvios com paradas no Água Verde, os dois principais eram os de acesso ao Estádio Joaquim Américo, do Clube Atlético Paranaense, e localizava-se na Rua Iguaçu entre as Ruas Buenos Aires e Pasteur, e o outro em frente a Sociedade Internacional Água Verde, no local chamado de “volta do Água Verde”. Esta era a linha Praça Tiradentes – Portão.
Na época esta linha atendia preferencialmente a Fábrica Curitiba (propriedade do Exército) em frente à Praça Ouvidor Pardinho, onde hoje funciona um supermercado. O estádio do Atlético, o Hospital e Maternidade Victor Ferreira do Amaral e o Cemitério do Água Verde.
Outra linha que servia o bairro também partia da Praça Tiradentes, Praça Zacarias, Rua Emiliano Perneta, Rua 24 de Maio, e a continuação do trajeto eram igual o da linha já descrita.
Na época dos bondes a Rua 24 de Maio era dividida por um canteiro de árvores, como são ainda hoje as ruas Iguaçu e Silva Jardim.
Na Rua Iguaçu esquina com a Rua 24 de Maio, ainda hoje, 57 anos depois, pode-se ver um canteiro central, a curva no canteiro do meio onde os bondes faziam a curva.
Em 1951 na época dos bondes em Curitiba, Elia Kazam dirigiu vigoroso drama baseado na peça de Tenesse Willians, “Desire”, onde uma mulher amarga uma vida cheia de fantasias e vai morar com a irmã casada, ao lado de um homem insensível num subúrbio de Manhattam. Neste filme a atriz Vivien Leigh de “O Vento Levou” ganhou seu segundo Oscar.
O breve relato sobre o filme que foi traduzido com o nome de “Um Bonde Chamado Desejo”, é para desmascarar a origem do bonde exposto na Rua XV de Novembro com a Travessa Oliveira Bello e Rua Ébano Pereira, a nossa “Time Square”, que infelizmente em 1972, o então prefeito Jaime Lerner permitiu que destruíssem para construir aquele prédio de péssimo visual que lá está.
Aquela esquina é a mais fotografada de Curitiba em todos os tempos, e a má política a destruiu.
Para tapar o roubo histórico o então prefeito trouxe para Curitiba em outubro de 1973, da cidade de Santos, um bonde chamado “mentira”, que nunca circulou em nossa cidade.
A nossa população nascida depois da 2ª Guerra Mundial talvez não tenha usufruído do bonde de Curitiba, o verdadeiro (cujas fotos aqui publicamos), e ignora que aquele que está na Rua XV nunca foi nosso, nem de mentira.
Pobres dos que se deixam levar pelos “Bondes de Alegria” deixados por políticos sem consciência histórica, deixando o “Bonde das Ilusões” para os menos avisados.
Onde está o nosso bonde tirado da Praça Tiradentes depois de recuperado? Foi ele que circulou em nossas ruas até 1952, e merecia o respeito daqueles que se dizem preocupados em preservar a história da nossa gente.
O atual Bondinho da XV foi mais uma das estripulias do Jaime Lerner (cujos secretários de Estado no último governo foram presos ou tiveram os bens indisponíveis pela Justiça, diante da corrupção que praticavam).
O visual daquela esquina deveria ser restaurado e no local do falso bonde deveriam colocar o verdadeiro bonde que circulava em nossa cidade, ligando os bairros ao centro.
A engenharia e arquitetura fazem milagres. Reconstruam aquele local.

Autores: professor
Paulo Wendt e José Gil

Grampo ilegal no Paraná leva o Brasil a ser condenado na Corte Interamericana

A Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou o Brasil pelo uso de interceptações telefônicas ilegais há dez anos contra grupos ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no Paraná. A sentença do caso “Escher e outros versus Brasil”, divulgada ontem, considera o Estado brasileiro culpado pela instalação dos grampos, pela divulgação ilegal das gravações e pela impunidade dos responsáveis. A denúncia foi levada à OEA em dezembro de 2000 pelo MST e pelas ONGs Justiça Global, Comissão Pastoral da Terra, Terra de Direitos e Rede Nacional de Advogados Populares.
Em maio de 1999, o então major Waldir Copetti Neves, oficial da Polícia Militar do Paraná, solicitou à juíza Elisabeth Khater, da comarca de Loanda, no Noroeste do estado, autorização para grampear linhas telefônicas de cooperativas de trabalhadores ligadas ao MST. A juíza autorizou a escuta. “Sem qualquer fundamentação, sem notificar o Ministério Público e ignorando o fato de não competir à PM investigação criminal”, diz a Justiça Global. Durante 49 dias os telefonemas foram gravados. “A falta de embasamento legal para determinar a escuta demonstra clara intenção de criminalizar os trabalhadores rurais grampeados”, acusa a ONG.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná convocou uma coletiva de imprensa e distribuiu trechos editados das gravações, dando a entender que integrantes do MST planejavam um atentado à juíza Elisabeth Khater e ao fórum de Loanda. O material foi veiculado em diversos meios de comunicação.
Em setembro de 2000, a promotora de Justiça Nayani Kelly Garcia, da comarca de Loanda, emitiu parecer dizendo que as ilegalidades no processo do caso das interceptações telefônicas “evidenciam que a diligência não possuía o objetivo de investigar e elucidar a prática de crimes, mas sim monitorar os atos do MST, ou seja, possuía cunho estritamente político, em total desrespeito ao direito constitucional à intimidade, à vida privada e à livre associação”.
As ONGs solicitaram reunião com o Conselho Nacional de Justiça, ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Câmara dos Deputados, governo do Paraná e Tribunal de Justiça do Paraná para discutir a implementação da sentença.

Gripe A: pandemia ou paranóia?

A gripe A (H1N1), ou gripe suína, é um vírus mutante, com grande probabilidade de voltar no próximo ano - a cada inverno - mais forte e resistente. Tem sido assim ao longo de séculos, desde a Gripe Espanhola, que vitimou milhões de pessoas.
O grande problema atual que torna as pessoas vulneráveis é a queda de resistência do organismo, o enfraquecimento gradativo por conta de alimentos industrializados, açúcar branco, leite, entre outros alimentos que causam acidez excessiva e reduzem a imunidade.
A gripe atual, H1N1, elevada a pandemia pela Organização Mundial de Saúde, está deixando de ser pandemia para se transformar em paranóia. Em Foz do Iguaçu a Prefeitura Municipal mandou distribuir Tamiflu à população. Em Cascavel o público de um jogo de futebol foi obrigado a utilizar máscaras, em pleno ar livre. E ainda na cidade de Cascavel o prefeito mandou fechar diversos estabelecimentos comerciais, com medo da gripe.
Em Curitiba funcionários de bancos e supermercados estão usando máscaras, e as agências bancárias limitaram o número de clientes. Porém, é permitido formar filas nas calçadas, com as pessoas expostas - até recentemente - ao frio, ao vento e à chuva.
Ora, isto é pura paranóia. Só mesmo nos filmes de ficção científica podemos encontrar esse tipo de reação.
Algo que contribui muito com esse clima de paranóia coletiva é o grande número de e-mails com informações pretensamente censuradas, segundo os quais apenas em um hospital da cidade metade dos médicos teriam falecido contaminados pela nova gripe, além de centenas ou milhares de pacientes, cujos números reais seriam escondidos pelos governos.
É muito grande o número de pessoas facilmente influenciáveis (existe até aquelas que doam dinheiro para uma igreja que promete que Deus devolverá em dobro), essas pessoas criam um clima de pessimismo que pode contagiar outras pessoas, e assim formam a corrente dos desesperados.
Em todos os ambientes, basta alguém tossir um pouco mais alto para que as pessoas se afastem, temerosas.
Pessoas com gripe comum tem procurado ambulatórios médicos, hospitais, ficando expostas ao contágio ao permanecer horas e horas em recinto com pessoas suspeitas de infecção.
A gripe é real, é perigosa, mas não é tudo isso que a mídia e os e-mails fantasmas tem divulgado.
O vírus H1N1 tem maior transmissibilidade que o vírus influenza, mas tem menor patogenicidade, ou seja, mata menos que a gripe comum. Acontece que ele tem tropismo por organismo com alguma brecha imunológica que comprometa as defesas habituais, então ele pode ser potencialmente mais agressivo em pacientes com nutrição inadequada, más condições de higiene, cardiopatas e pneumopatas crônicos, asmáticos graves, renais crônicos, diabéticos, obesos mórbidos, pessoas com imunossupressores (corticóides, tto para câncer) e doenças degenerativas.
Em 2008, só no mês de julho, 4500 pessoas morreram de gripe comum no Brasil. Estamos com quase 500 vítimas do H1N1 até o momento.
Temos que estar alertas, isto sim, pois é um vírus novo, pode sofrer mutações, e ainda estamos aprendendo a conviver com ele.
No Paraná, segundo a Secretaria de Saúde, todos os pacientes que tiveram indicação para o uso do remédio para tratamento da nova gripe foram atendidos. Até o dia 11 de agosto, no Paraná foram recebidos 83.110 tratamentos, sendo 53.210 para adultos e 29.900 para crianças. Além disso, estimativas da Secretaria de Estado da Saúde mostram que 98% dos pacientes contaminados têm uma evolução benigna, recuperando-se bem, em casa. O repasse para as prefeituras do remédio para a nova gripe é feito pelas 22 Regionais de Saúde.
Para tirar dúvidas foi criado um novo site oficial para explicar tudo sobre a gripe.www.novagripe.pr.gov.br.
Outros sites também disponibilizam informações seguras: - www.who.int
- www.opas.org.br
- www.saude.gov.br
- www.parana.pr.gov.br
- www.saude.pr.gov.br
A seguir, algumas dicas importantes: manter uma alimentação adequada e hábitos de vida saudáveis é essencial para se prevenir contra qualquer doença. No caso da gripe A, a melhor forma para se precaver da moléstia é tomar alguns cuidados básicos de higiene, como lavar as mãos frequentemente, proteger o rosto ao tossir ou espirrar e higienizar constantemente superfícies, como portas, mesas, maçanetas e telefones. Também é ideal evitar locais com aglomeração populacional.
Em caso de febre repentina e dores musculares, deve-se procurar orientação médica e ficar em isolamento domiciliar durante sete dias, que é o período no qual o vírus H1N1 pode ser disseminado.

A pandemia do lucro
Que interesses econômicos se movem por detrás da gripe A?
No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária, que se podia prevenir com um simples mosquiteiro.
Os noticiários... disto nada falam!
No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarréia, que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 centavos.
Os noticiários... disto nada falam!
Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano.
Mas, há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves, os noticiários mundiais entraram em surto. Uma epidemia, a mais perigosa de todas... Uma Pandemia!
Só se falava da terrífica enfermidade das aves.
Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos... 25 mortos por ano.
A gripe comum, mata por ano, meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.
Então, por que se armou tanto escândalo com a gripe das aves?
Porque atrás desses frangos havia um "galo", um galo de crista grande. A indústria farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflu, vendendo milhões de doses nos países asiáticos.
Ainda que o Tamiflu seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população.
Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.
- Antes com os frangos e agora com os porcos. Sim, agora começou a psicose da gripe A (H1N1). E todos os noticiários do mundo só falam disso... Já não se fala da crise econômica, nem dos torturados em Guantánamo... Só a gripe suína, a gripe A...
- E eu me pergunto se atrás dos frangos havia um "galo", atrás dos porcos... não haverá um "grande porco"?
A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflu. O principal acionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, ex-secretário da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque e responsável pelas armas bacteriológicas desenvolvidas em laboratórios militares norte-americanos.
Os acionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflu. A adolescente brasileira que morreu no avião voltando dos Estados Unidos havia tomado o Tamiflu em hospital nos Estados Unidos, e não funcionou.
A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde. Não nego as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países.
Mas, se a gripe A é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação, se a Organização Mundial de Saúde (conduzida pela chinesa Margaret Chan) se preocupa tanto com esta enfermidade, porque não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza a quebra da patente para que os governos fabriquem medicamentos genéricos para combatê-la?
Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres, seria a m elhor solução. Mas não o fazem, e não o fazem porque o interesse maior é o lucro das autoridades internacionais envolvidas nesta grande armação para roubar dinheiro em todos os países do mundo.
Fernando Marques