segunda-feira, 29 de julho de 2013

Banco do Empreendedor já liberou mais de R$ 1 milhão a taxistas

Lançada pelo Governo do Paraná em dezembro de 2012, a linha de crédito Banco do Empreendedor – Taxista, da Fomento Paraná, ultrapassou neste mês a marca de R$ 1 milhão em financiamentos. São 40 contratos ativos e cerca de 20 em contratação. Foram contratadas operações nos municípios de Curitiba, Cascavel, Colombo, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, Paranaguá, Telêmaco Borba e Três Barras do Paraná.

“O crédito fácil e barato para motoristas de táxi é uma forma de apoiar e fortalecer um segmento fundamental para assegurar a qualidade no atendimento no transporte público e aperfeiçoar os serviços aos passageiros”, afirma o presidente da Fomento Paraná, Juraci Barbosa.


CARRO NOVO - Bom atendimento, taxa de juros baixa e condições adequadas para pagamento são os principais atrativos da linha de crédito Banco do Empreendedor Taxistas. Esta é a opinião de Maickon Atanazio de França, de 30 anos, morador de Paranaguá e o primeiro taxista a contratar esse financiamento no município.

Taxista há oito anos, ele precisava trocar o veículo que utilizava no serviço de táxi. Começou a pesquisar e descobriu a linha de crédito da Fomento Paraná. Maickon elogia o bom atendimento que recebeu. “Desde o primeiro momento fui muito bem atendido e tive uma boa assistência quando meu financiamento ainda estava em análise. Minhas dúvidas foram todas tiradas prontamente”, diz o profissional.

Com o conforto do carro novo, um Volkswagen Voyage, melhorou o atendimento que ele oferece aos clientes. “Agora que posso fazer mais viagens, já penso em financiar mais um automóvel”, conta.

Para o santista Silvio Lopes Correa, de 47 anos, o atendimento da Fomento Paraná é de primeira qualidade. “O pessoal é muito atencioso. Fui prontamente atendido para tirar dúvidas todas as vezes que precisei. Fiquei muito atraído, especialmente, porque a linha de crédito é específica para os taxistas, o que torna o atendimento muito mais personalizado”. O taxista está há 2 meses rodando com um GM Spin e comemora a melhora na qualidade do trabalho. “O carro é muito confortável. Com ele tenho mais chances de ganhar clientes para viagens e trajetos mais longos, o que aumenta meu faturamento”, explica.

Para saber mais sobre a linha de crédito acesse o site da Fomento Paraná: www.fomento.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=228

LINHA DE CRÉDITO - A linha de crédito Banco do Empreendedor Taxista é destinada a financiar a aquisição de veículos novos para a prestação de serviços de táxi; para conversão ao uso de Gás Natural Veicular (GNV), ou ainda a adaptação do automóvel para transporte de passageiros com necessidades especiais. É possível financiar valores entre R$ 3 mil e R$ 50 mil, com taxa de juros a partir de 0,55% ao mês, conforme o enquadramento de cada processo. Os prazos para pagamento são de até 60 meses, com carência de até 75 dias para a primeira parcela.

Podem solicitar o financiamento pessoas físicas, titulares de autorização, permissão ou concessão registradas nos órgãos municipais que regulam a atividade. A expectativa é atender cerca de 20 mil permissionários de táxis no Estado. As taxas de juros serão reduzidas para profissionais que nos últimos cinco anos participaram de algum dos seguintes cursos de capacitação: Bom Negócio Paraná, Bom Negócio Curitiba, Bom Negócio Araucária ou das capacitações do Curso Taxista Nota 10 ou capacitação Taxista Empreendedor.

Volta às aulas

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Batalhão de Fronteira apreende R$ 25 milhões em contrabando



O Batalhão de Polícia de Fronteira do Paraná apreendeu, em um ano, quase duas toneladas de drogas e barrou a entrada de cerca de 5 mil volumes de contrabando, avaliados em R$ 25 milhões. O levantamento corresponde ao período de 25 de julho de 2012, quando foi criado o BPFron, a 20 de julho deste ano. Criado no governo Richa como parte do programa Paraná Seguro, a unidade da Polícia Militar é a primeira do gênero no País.

Com base em Marechal Cândido Rondon, o batalhão atua em toda a região Oeste, em áreas fronteiriças à Argentina e o Paraguai. Segundo o governador, este é o primeiro batalhão policial militar de fronteira do Brasil e o resultado das ações mostra que o BPFron cumpre sua função de manter uma ação permanente de combate ao crime organizado. “Ao combater a criminalidade na região de fronteira, estamos contribuindo para a segurança de todo o país”, diz o governador.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Brasil está exposto à espionagem graças a Paulo Bernardo, diz ex-presidente da Telebrás



O Brasil poderia estar mais protegido da espionagem dos Estados Unidos denunciada pelo ex-agente da CIA Edward Snowden se o governo não tivesse abandonado a ideia de revigorar a Telebras, acredita o ex-presidente da estatal Rogério Santanna. A recuperação da companhia e seu uso estratégico eram pilares do Plano Nacional de Banda Larga lançado em maio de 2010. Segundo o PNBL, a Telebras assumiria a rede de órgãos públicos, por exemplo (após três anos, só a Presidência e o Exército têm o serviço). Também seria um ponto de apoio a empresas brasileiras de telecomunicações como a Petrobras faz no petróleo.

Santanna foi o primeiro presidente da nova Telebras, mas deixou o cargo em maio de 2011, após se ver enfraquecido em Brasília. Segundo ele, o PNBL está emperrado por força do lobby das ope­radoras privadas de telefonia, crescente desde a nomeação de Paulo Bernardo para o Ministério das Comunicações.

Em entrevista a Carta Capital, realizada pelo jornalista Andre Barrocal e reproduzida abaixo aqui no blog, Santanna explica melhor como se deu este processo.

CartaCapital: Por que não foi possível levar adiante os planos do PNBL para a Telebras?

Rogério Santanna: O lobby das opera­doras foi mais forte do que a intenção de soberania. Vimos claramente a Telebras mudar de direção. Ela se tornou uma em­presa fornecedora de infraestrutura para as grandes operadoras privadas.

CC: Em que o momento se deu isso?

RS: Com a ascensão do ministro Paulo Bernardo. Desde o início ele deu sinais de que levaria a política de telecomuni­cações mais para perto das operadoras. Ele chegou a se declarar, pelo Twitter, co­mo "o ministro das teles". Parece que ele vem cumprindo bem esse papel.

CC: Como o ministro Paulo Bernardo interferiu nos rumos da Telebras?

RS: Ele nunca conversou comigo so­bre qualquer orientação estratégica nem liberou os recursos combinados. A primeira transferência de dinheiro do governo para a Telebras foi feita exa­tamente no dia em que eu saí. Como di­ria Maquiavel, é mais importante saber o que um governo pretende olhando on­de ele bota as mãos do que olhando on­de bota as palavras.

CC: Por que acha que o minstro agiu assim?

RS: E uma orientação do grupo político dele. Ele é o padrinho do presidente da Anatel, o João Rezende, que claramente tem essa posição. Não sei se por opção ideológica ou outra razão, mas não fazia parte dos planos do ministro dar à Telebras o papel que havíamos concebi­do no governo Lula. Infelizmente, o PNBL teve pouco tempo de governo Lula para ser consolidado. Na prática, ele só iria frutificar no governo Dilma.

CC: Nada foi feito como no PNBL original?

RS: Muitas das coisas concebidas no go­verno Lula não foram executadas, a co­meçar pelo Orçamento. Havia uma pre­visão orçamentária de 1,4 bilhão de re­ais. Primeiro, ela foi reduzida a menos da metade e depois não foi executada. A Telebras deveria criar uma infraestrutura para dar suporte à conexão do gover­no. Para acalmar a sanha das teles, logo no início o ministro disse que a Telebras não iria prestar esse tipo de serviço, que ia se concentrar em fornecer backbone, espinha dorsal da rede de cabos que cor­ta o País, para pequenos provedores. Ele não quis tirar o filé mignon das teles, que cobram preços absurdos pelos maus ser­viços prestados ao governo.

CC: Pelo PNBL, o que a Telebras faria para o Estado brasileiro?

RS: Forneceria um backbone estratégi­co para as grandes conexões do gover­no, como aquelas do Serviço Federal de Processamento de Dados, da Dataprev, a empresa de tecnologia e informações da Previdência Social, e até das Forças Armadas. Todas essas conexões são contratadas hoje das operadoras tradicionais.

CC: A falta desse backbone estratégico deixa o Brasil exposto?

RS: É um conjunto de coisas. A primeira foi abrir mão da soberania em satélites, uma decisão surreal para qualquer país do porte do Brasil. O satélite da Embratel foi vendido na privatização. A segunda é não ter soberania em cabos submarinos. Hoje, 90% da internet brasileira passa pelos Estados Unidos. Mas o pior é não deter tecnologia em telecomunicações. Até temos empresas promissoras que, com algum incentivo, poderiam crescer e ajudar o governo a ter autonomia. Os chineses e os indianos fazem isso. Quem não tem tecnologia nessa área não sabe o que está comprando.

CC: O Brasil está indefeso?

RS: Não há como estar seguro sem algum nível de controle tecnológico.

CC: Ainda dá para reverter a situação?

RS: Não é um projeto que se resolva por decreto e do dia para a noite. Depende de várias frentes, de uma coordenação nacional. O Brasil tem empresas exce­lentes que, com investimento e incenti­vo, poderiam desenvolver soluções pró­prias. A Telebras poderia progressiva­mente assumir a linha de frente, só de­pende de orientação estratégica. Um país que tem a Petrobras e a Embraer pode ter qualquer empresa de tecnologia.

CC: Quanto a Telebras precisaria investir para proteger o Estado?

RS: Nem é tanto questão de dinheiro, é de decisão. Mas, se o PNBL concebido no go­verno Lula tivesse sido executado, estaría­mos melhor. Espero que o caso Snowden seja também uma oportunidade para o País entender algumas coisas. Estamos numa posição muito tímida até agora, de­víamos convidar Snowden para vir e ex­plicar o que sabe. Qual era, por exemplo, o papel da Booz Allen? Essa empresa foi uma grande prestadora de serviços no governo Fernando Henrique e, pelo que Snowden disse, era quase uma filial da bisbilhotagem dos serviços norte-americanos. Pelo menos 80 multinacionais do setor, entre telefônicas, firmas de software e de segurança de rede, dão suporte à vigilância, se­gundo a revista alemã Der Spiegel.

Aldeia Gaulesa

Curitiba sediará a 16ª FRANCHISING FAIR - Feira Nacional de Franquias



Evento atrai investidores e pessoas interessadas em abrir um negócio próprio. A estimativa dos organizadores é alcançar um faturamento superior a R$ 40 milhões.

A FRANCHISING FAIR - Feira Nacional de Franquias, promovida há 12 anos pelas principais capitais do país, acontecerá pela sétima vez em Curitiba. A feira acontece nos dias 29, 30 e 31 de agosto no Centro de Eventos da FIEP (CIETEP).

A feira é uma vitrine de oportunidades de negócios do setor para investidores, empreendedores, empresários e pessoas interessadas em abrir um negócio próprio, sendo também um importante veículo de difusão do sistema de franchising no país. “A Região Sul tem população acima de 32 milhões de habitantes, é detentora do maior IDH do Brasil, um PIB superior a R$ 580 bilhões e uma renda per capita de 21 mil reais. Com estes números tornou-se uma região muito propícia para o empreendedorismo oferecido pelo setor de franquias”, declarou Ademar Pahl, promotor da feira.

A FRANCHISING FAIR apresentará dezenas de opções de investimentos lucrativos nos segmentos de: alimentação, cosméticos, ensino profissionalizante, cursos de informática, idiomas, prestação de serviços, vestuário, decoração, esportes e lazer, medicamentos, máquinas, acessórios, equipamentos, dentre outros.

A feira oferece também palestras gratuitas para pessoas interessadas em obter maiores informações sobre como tornarem-se Franqueados ou Franqueadores.

O evento é realizado em parceria com a ABF - Associação Brasileira de Franchising e conta com o Patrocínio do Grupo Multi Franqueadora.

Serviço
16ª FRANCHISING FAIR - CURITIBA
Data: 29, 30 e 31 de Agosto de 2013.
Horário: 5ª e 6ª feira das 13h às 21h, e sábado das 10h às 18h.
Palestras: 5ª e 6ª feira às 15h e 17h30h, e sábado às 11h e 14h.
Local: FIEP - Av. das Torres, 1341 - Jardim Botânico / Curitiba / Paraná
Informações: www.feiradefranquias.com.br / (48) 3248-3121

segunda-feira, 22 de julho de 2013

CONFERÊNCIA HOJE: A POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM

CONVITE WEBCONFERÊNCIA

A POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM E SUAS INTERFACES AO ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA – PNAISH

SAÚDE INTEGRAL DO HOMEM:” CULTIVE PAZ E NÃO INTERROMPA O CICLO DE VIDA”

OBSERVAÇÃO: Esta Webconferência terá o diferencial de poder ser acompanhada além do método tradicional pela internet a opção de ser assistida através dos equipamentos de videoconferência das Regionais de Saúde da SESA. (Para quem optar por assistir por videoconferência terá que se deslocar até o equipamento de sua Regional, quem for assitir por webconferência não altera em nada o processo bastando apenas acesse o site da ESPP pela internet e clique no banner a direita que contem o nome do evento no dia para assistir. Atenção Teste o seu computador antes do evento.)

DATA:22/07/2013
HORÁRIO: 14H00–17H00

ÓRGÃO PROMOTOR:
Secretaria de Estado da Saúde do Paraná - SESA-DEAP/SAS/DASH
Superintendência de Ação em Saúde/Deptº de Atenção Primaria. Divisão de Atenção à Saúde do Homem com Apoio VigiDants e pareceria da Escola de Saúde Pública do Paraná - ESPP.

PÚBLICO-ALVO:
Profissionais de Saúde, Equipes Saúde da família, NASF, Entidades com trabalho voltado prevenção violência, Conselhos Municipais de Saúde, Ass. Social, Regionais de Saúde Regionais de Saúde Estaduais e Municípios, Hospitais, Setores de Educação, Segurança Pública, Defensorias Públicas (OAB, MP) , Sociedade civil organizada, terceiro setor, sindicatos e demais interessados.

APRESENTAÇÃO
Após um estudo de 250 especialistas (2008), a Saúde do Homem é posta em questão pelo SUS. No Pacto pela Vida emerge enquanto pactuação tripartite. Na sequência, também o Ministério da Saúde, lança sob a forma de Política, os princípios e diretrizes da Atenção Integral à Saúde do Homem (port. 1944/GM, 27 de Agosto de 2009). Do estudo mencionado, a constatação da gravidade no que implica o auto cuidado com a saúde pela população masculina. Embasados na epidemiologia,apontam os estudiosos que de cada 3 mortes na faixa entre 20 e 59 anos de idade, duas mortes são de homens.Quando esta faixa estreita-se entre 20 e 30 anos, de cada 5 mortes, quatro são de homens.Também, que os homens vivem em média, 7,5 (sete anos e meio) menos que as mulheres.Além da baixa adesão ao serviços de Saúde, um predomínio absolutamente avassalador no que implica o envolvimento nas diferentes formas de violência.. A violência é um problema social de grande dimensão que afeta toda sociedade atingindo, especialmente, e de forma continuada, mulheres, crianças, adolescente, pessoas idosas e portadores de deficiência.Como suporte ao enfrentamento, as diferentes leis e estatutos em vigor no Brasil: ECA-Estatuto da Criança e do Idoso, Lei Maria Da Penha, Estatuto da Igualdade racial, entre tantos outros.Estão os homens envolvidos na imensa maioria dos atos de violência que se manifestam, entre outras formas, nos seguintes modos:estrutural, que ocorre pela desigualdade social e é naturalizada nas expressões de pobreza, da miséria e da discriminação; interpessoal que se refere nas relações cotidianas; e institucional, que se reflete na aplicação ou gestão das políticas sociais.Pela gravidade do fenômeno e sua ocorrência diuturna, é senso comum que a violência, assume proporções epidêmicas. No Paraná, propõe a SESA, um AGOSTO AZUL (lei 17099), que traga à reflexão sobre os possíveis formas de trabalho e enfretamento ao fenômeno difuso da violência masculina.

OBJETIVOS:
Com esta WEB, pretende-se estabelecer uma reflexão sobre a política de Atenção à Saúde do Homem, sua relação transversal com demais políticas, programas, ações de governo e sua interface ao enfrentamento da violência de gênero.Também uma discussão pelo viés intersetorial, sob as emergentes manifestações da sociedade frente à crescente onda de violência.

PROGRAMAÇÃO:

HORÁRIO
DEBATEDOR
SETOR
14h00 às 14h15
Atenção Primaria
Rubens Bendlin
Abertura dos trabalhos/Coordenação da Mesa
14h15 às 14h30
Marcos Serafim Furtado
VIGIDANT/SESA-Pr
14h30 às 15h30
Eduardo Chakora
Coord. PNAISH/MS
Atenção Integral à Saúde do Homem, eixos de Trabalho no MS/SUS
15h30 às 16h00
Depoimentos Convidados
Sociedade Civil, Terceiro Setor, Segurança Pública
16h00 às 17h00
Debates/
Encerramento
Canal Aberto de discussão

EVITE PROBLEMAS: UM DIA ANTES DA TRANSMISSÃO ACESSE O SITE E TESTE O SEU COMPUTADOR!
(CLIQUE NO BANNER NO LADO DIREITO DA TELA ONDE DIZ: “TESTE SEU COMPUTADOR PARA AS WEBCONFERÊNCIAS” NO SITE DA ESPP.)
AS WEBCONFERÊNCIAS PODERÃO SER ASSISTIDAS AO VIVO OU BAIXADAS DEPOIS DE SUA EXIBIÇÃO AO VIVO NO SITE DA ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA DO PARANÁ.
TODOS PODERÃO ASSISTIR A ESTE EVENTO E ENVIAR SUAS MENSAGENS/PERGUNTAS VIA CHAT E SERÃO LIDAS AO VIVO
PARA ACESSAR A WEBCONFERÊNCIA ACESSO NO DIA DO EVENTO O SITE: www.escoladesaude.pr.gov.br
CLIQUE NO BANNER A DIREITA QUE CONTEM O NOME DO EVENTO.
DÚVIDAS: ACESSE O SITE DA ESCOLA DE SAÚDE 3342-2293 RAMAL 211
ENDEREÇO DA ESPP: TRAVESSA F. DA RUA JOSÉ VERÍSSIMO S/Nº TARUMÃ, CURITIBA/PR

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Campanhas para desacreditar a construção da Arena são manipuladas



A pergunta sobre a conclusão da Arena parece desnecessária e superada, mas persiste em alguns meios de comunicação do Paraná, onde parte da mídia faz coro com políticos desonestos para desacreditar – e sabotar - a construção da Arena do Clube Atlético Paranaense.
Em Curitiba o inimigo mora ao lado. Não é por acaso que o curitibano tem fama de ser reservado e não dar bom dia a vizinhos, nem mesmo dentro do elevador. A desconfiança é tamanha que gerou um sentimento de antipatia na cidade, como, por exemplo, a campanha interminável para gerar dúvidas sobre a capacidade do Clube Atlético Paranaense concluir a construção do estádio para receber jogos da Copa de 2014.


O presidente Mário Celso Petraglia não perde tempo com a mídia e responde com trabalho: 73% das obras da Arena estão concluídas.
Enquanto a caravana passa, os cães ladram, ensina o ditado árabe. Os difamadores das obras do Atlético recorrem a todos os meios de artifícios e desculpas para prejudicar a construção, em diversos setores. Enquanto os cães ladram, a construção da Arena dos paranaenses segue em frente, e coloca receios nos adversários, que se preparam para ver a melhor estrutura de futebol do sul do país concluída em pouco tempo.
Em Porto Alegre os times rivais trocaram felicitações durante a reforma e construção de seus estádios. Em Curitiba o clima é de antipatia generalizada, campanhas difamatórias etc.
Para comprovar que estão perseguindo o Clube Atlético Paranaense, vamos aos fatos:

Custos de construções ou reformas de estádios
Arena do Atlético Paranaense – R$ 234 milhões.
Mineirão – R$ 695 milhões.
Mané Garrincha – Brasília –
R$ 1,2 bilhão.
Castelão – Fortaleza – R$ 518 milhões.
Beira Rio – Porto Alegre – R$ 330 milhões.
Maracanã – R$ 883 milhões.
Arena Fonte Nova – Salvador – R$ 591 milhões.
Arena Corinthians – R$ 820 milhões.
Vale destacar que nos demais estádios não houve nem 5% dos problemas levantados em Curitiba contra o Atlético. Em nenhum deles houve suspensão de obras ou demora de 2 anos para desapropriações.
Qualquer outro presidente de clube, no lugar de Mario Celso Petraglia, teria jogado a toalha porque os desafios são gigantescos. Felizmente ele tem superado todos os problemas com determinação e valentia. E para calar a boca dos jornalistas e políticos irresponsáveis que fazem campanha contra a Arena do Atlético, ele anunciou a criação da Fundação do Clube Atlético Paranaense (Funcap), que servirá para inclusão social de meninos em situação de risco ou marginalizados pelas condições sociais. “Vamos desenvolver o projeto da Fundação e vamos colocar em prática a idéia de formar meninos e garantir a possibilidade de que eles tenham um futuro dentro do esporte”, declarou Petraglia. Cursos de formação de técnicos e preparadores físicos também deverão ser desenvolvidos pelo projeto educacional que será desenvolvido pelo Atlético Paranaense”.

Abel Kaheler

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Os médicos brasileiros têm medo de quê?


Médico colombiano e com diploma devidamente revalidado no Brasil escreve sobre a postura reativa da categoria à vinda de profissionais cubanos

Por Ricardo Palascios*

A exploração por parte do capital é uma novidade para o grêmio médico no Brasil. Recentemente um dos setores mais conservadores da sociedade viu sua condição de profissão liberal ser extinta pelos operadores dos planos de saúde que exploram a mais-valia obtida através da prestação dos serviços. Assim, aqueles que foram selecionados através de provas excludentes nas escolas de medicina e que sonham algum dia virar burgueses estão hoje na rua para lutar por reivindicações trabalhistas. Sim, os médicos agora fazem parte da classe trabalhadora, mesmo que não tenham consciência dessa nova relação com os meios sociais da produção.
No site dos Conselhos Regionais e do Conselho Federal de Medicina aparecem destacados apelos mais apropriados para sindicatos que para órgãos fiscalizadores de uma profissão, hipertrofiando sua função secundária de zelar “pela valorização do profissional médico”.
Mobilizações para exigir aumento dos honorários pagos pelos planos de saúde e campanhas para promover carreira de Estado são pautas frequentes nesses órgãos durante os últimos meses. Isso demonstra que os temas trabalhistas ganharam uma notoriedade insuspeita dentre os médicos.
Mas a última dessas batalhas do grêmio médico é, de longe, a mais complexa: o convite a médicos estrangeiros para trabalhar no território nacional. Esse assunto é particularmente sensível porque atinge ao mesmo tempo o status outorgado pelo ingresso às escolas médicas, posturas políticas, questionamento da liderança e o temor de concorrentes novos no mercado de trabalho.
O ingresso às escolas médicas no Brasil acontece através de um penoso processo que visa excluir aqueles provenientes de camadas com menores recursos e oportunidades. Na visão oposta, trata-se da seleção dos “melhores”, como se nessa lógica inversa a qualidade de um médico fosse garantida pela seleção que teve para entrar, e não pela formação adquirida dentro da escola médica.
Os médicos estrangeiros representam um desafio a esse paradigma: muitos países têm processos de seleção muito mais acessíveis para o ingresso. A seleção real acontece dentro da escola de medicina. Os alunos são constantemente avaliados, reprovados e jubilados, se necessário, durante o processo de formação médica. Diferentemente do que acontece no Brasil, entrar na escola de medicina não significa que o aluno será médico seis ou sete anos mais tarde.
A ênfase em outras latitudes é dada ao resultado final da educação; mais que o exame de ingresso, a avaliação crucial está na saída. Aqui, só o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, CREMESP, avaliou os formandos de forma obrigatória em 2012. Menos da metade dos médicos foi aprovada nesse exame.
Mas não há consequências. O exame documentou a falsidade do mito de seleção dos “melhores”, inclusive com um terço dos egressos de faculdades públicas reprovados, mas o mito permanece intacto. As paixões exacerbadas contra médicos brasileiros formados no exterior, particularmente em Cuba, estão relacionadas ao fato de eles encontrarem um atalho para ultrapassar a barreira de entrada nas faculdades de medicina.
A seleção de candidatos brasileiros para ingressar nas escolas de medicina para estrangeiros em Cuba foi canalizada no Brasil por movimentos sociais e partidos políticos ligados à esquerda. A ascensão do governo comandado por Luiz Inácio Lula da Silva foi a esperança dos egressos de Cuba que queriam regularizar sua situação no país.
A resposta dos médicos não se fez esperar: as portas desses que não foram submetidos à seleção das faculdades brasileiras foram fechadas pelas próprias faculdades via revalidação.
Com algumas exceções, as universidades públicas, obrigadas por lei a atender essas revalidações, se omitiram, não respondiam ou criavam penosas vias sacras para quem ousasse seguir em frente com o processo.
Os médicos formados no exterior formaram um curioso bando de peregrinos que se encontravam em cada estado que finalmente voltava a receber a documentação ou realizava uma prova. A pressão dentro dos próprios aliados de esquerda do governo fez com que os ministérios da Saúde e da Educação criassem uma alternativa à qual podiam se adequar às universidades públicas para padronizar a revalidação.
O viés da primeira edição do exame, em 2010, foi vergonhoso. Chamado de Revalida, o exame acontece em duas etapas, uma teórica e outra prática. O nível de dificuldade foi tão grande que só dois, entre mais de 600 inscritos, formados em diferentes escolas médicas do mundo, foram chamados para a segunda fase. Os organizadores reconheceram que o nível de exigência foi além do necessário e prometeram reformular o exame.
Não existe nenhum critério para estabelecer algum grau de isonomia, como testar previamente o nível de dificuldade das perguntas em formandos de escolas brasileiras ou fazer um exame de igual teor ao realizado pelo CREMESP em 2012.
Cabe anotar que a peregrinação para os que queiram fazer o Revalida continua: por exemplo, o exame não é oferecido no estado de São Paulo porque nenhuma universidade pública paulista aderiu a ele, mas o CREMESP obriga ao formado no exterior a ter seu diploma revalidado por esse exame numa norma prescrita para atender o clamor de seus fiscalizados nas ruas.
Nesse panorama, aparece um novo elemento: a distribuição desigual dos médicos na geografia nacional atinge níveis insustentáveis e se transforma em elemento político. Os médicos do Brasil, assim como os dos Estados Unidos ou outros países, se desinteressam pelo serviço nas cidades do interior e nas periferias das grandes cidades.
Há muitas razões para esse desinteresse: a formação médica acontece em ambientes tecnologicamente complexos muito diferentes da realidade desses locais carentes de recursos; as possibilidades de retorno financeiro parecem ligadas a especialidades que demandam mais recursos técnicos; e o atrativo natural que exercem as grandes cidades em sociedades individualistas em detrimento da vida bucólica do interior pode ser contada entre outras causas.
Mas a realidade da falta de atendimento médico fala mais alto. Os prefeitos se organizaram para pressionar por uma solução que trouxesse dividendos eleitorais e finalmente o governo comprou a causa.
Houve várias tentativas. Inicialmente o governo ofereceu aos médicos recém-formados dinheiro e pontos a mais para os disputados exames de acesso à residência médica no programa Provab.
O estamento médico criticou a iniciativa, colocando argumentos como o de que o uso de pontos no exame seria uma chantagem para deixar um médico recém-formado abandonado à sorte no interior e sem nenhum tipo de supervisão.
Talvez estejam certos.
O problema pode ser deixar os pacientes abandonados a um médico recém-formado que não tem capacitação adequada para esses locais de atenção básica de baixa tecnologia. Locais em que a medicina cubana é especialista.
A medicina em Cuba usa um modelo diferente ao brasileiro. Está fundamentado em atenção básica e prevenção, com médicos acessíveis morando nas mesmas comunidades e um avanço tecnológico quase congelado após a queda da Cortina de Ferro.
Combinação contrastante que consegue atender a maioria de pacientes e obter excelentes estatísticas de saúde, comparáveis a qualquer país desenvolvido, a custo muito mais baixo. Mas, para a minoria dos pacientes, aqueles casos que requerem maior tecnologia, a receita pode ser insuficiente. A formação em grande escala de médicos permitiu que o país criasse as chamadas “Missiones” internacionais, que levaram atendimento médico a regiões carentes e remotas em dezenas de países.
Nos últimos anos, a exportação de serviços médicos se tornou a primeira fonte de divisas da ilha, principalmente pelas ações na vizinha Venezuela. A solução parece conveniente para todas as partes, médicos cubanos que estão dispostos a trabalhar no interior do Brasil e nas periferias para ajudar seu país e a população, que veria fim em sua espera por atendimento médico e estaria disposta a votar por quem fez isso acontecer. Mas há um obstáculo a vencer: a resistência do grêmio médico brasileiro.
Como vimos antes, os médicos brasileiros estavam ocupados em questões trabalhistas com seus principais empregadores, os planos de saúde e o governo. Em sua nova condição de classe trabalhadora, relativamente bem paga, mas trabalhadora, sua condição de fonte de ideias e de liderança dos tempos de classe média se extinguiram sob sua nova classe.
Em papel reativo, os médicos não conseguem elaborar contrapropostas para solucionar os problemas de falta de atendimento de saúde que sofre a maior parte da população.
A sua única resposta é que não trabalham no interior porque não tem plano de carreira nem condições de trabalhar. Uma continuação do repertório trabalhista anterior. Nenhuma proposta real para contrastar com as ideias do governo, que continua na liderança através de uma organizada campanha de mídia para angariar apoios e anunciando que estenderá os convites também a médicos espanhóis, portugueses e argentinos.
A própria presidenta empenha sua palavra de trazer os médios como parte de sua estratégia para melhorar a saúde e acalmar as manifestações que tomaram conta do país.
O ministro da Saúde promete que as vagas só serão oferecidas a estrangeiros após serem recusadas por médicos brasileiros, promessa de quem tem certeza da recusa. As vagas, há tempos, aguardam por médicos brasileiros que as ocupem. Nesse cenário saem os médicos às ruas para protestar.
Os médicos estrangeiros a serem importados são o principal alvo em um protesto com pesado caráter trabalhista, de proteção de mercado. Porque a pior ameaça que os cubanos representam é que podem dar certo. Porque os cubanos podem demonstrar que a população não necessita de grandes hospitais de alta tecnologia, mas de médicos acessíveis que estejam ao seu lado.

*Ricardo Palacios é médico, formado no exterior com o diploma devidamente revalidado no Brasil, foi consultor temporário para projetos de pesquisa da Organização Mundial da Saúde e agora estuda Ciências Sociais na Universidade de São Paulo

terça-feira, 9 de julho de 2013

Richa corta R$ 200 milhões nas despesas



Nos próximos meses, Richa deve anunciar reforma administrativa mais ampla.

O governador Beto Richa determinou uma redução de R$ 200 milhões, no mínimo, nas despesas de custeio do Estado nos próximos seis meses. A decisão foi formalizada ontem por decreto.

O decreto estabelece um corte de 25% no orçamento de todas as áreas de governo, principalmente para gastos com energia, combustível, telefonia, viagens, material de consumo, limpeza e conservação, vigilância, entre outros serviços de terceiros.

Richa destacou que nenhum serviço essencial para a população - como saúde, educação e segurança pública - será afetado pelo corte orçamentário. “Trata-se de uma medida de austeridade que deve ser cumprida por todos, sem que haja descontinuidade nos serviços prestados aos paranaenses”, afirmou.

Defensoria - O governador disse ainda que a redução de gastos é uma resposta às dificuldades impostas pela queda das transferências federais ao Paraná. “Estamos readequando o nosso orçamento, pois já deixamos de receber mais de R$ 1 bilhão da União”, lembrou.

Richa ressaltou que a estrutura do governo estadual vai fazer este esforço também para atender demandas da sociedade. Com a economia nas despesas de custeio, será possível, por exemplo, nomear os aprovados no concurso da Defensoria Pública.

O secretário-chefe da Casa Civil, Reinhold Stephanes, explica que as secretarias e autarquias já estão informadas da necessidade de corte nas despesas. O principal corte será na frota de veículos. Cerca de R$ 174 milhões deixarão de ser gastos na aquisição de novos veículos. Haverá redução no número de carros de representação.

Outros R$ 12 milhões serão economizados com o cancelamento das horas extras em serviços não essenciais. O decreto determina ainda redução de R$ 8,3 milhões em despesas de viagem (diárias e passagens) e de R$ 6 milhões no gasto com energia elétrica, água e esgoto e telefonia fixa e móvel.

Stephanes lembra que o governo firmou uma parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC) para fazer um diagnóstico dos gastos de custeio do Estado, apontar problemas e sugerir soluções. “Com esta parceria a expectativa é reorganizar os processos, permitindo uma economia inicial que pode chegar a R$ 81 milhões”, disse o secretário da Casa Civil.

Redução de gastos

* O governo vai economizar R$ 200 milhões até o final do ano em despesas de custeio.
* Serão R$ 6 milhões em energia elétrica, água e esgoto, e telefonia fixa e móvel.
* Mais R$ 8,3 milhões serão suprimidos em despesas com viagens (passagens e diárias).
* R$ 174 milhões serão economizados na gestão e aquisição de veículos. Com cortes de carros de representação.
* Haverá também uma redução de R$ 12 milhões em horas extras.
* Está em andamento parceria com o Movimento Brasil Competitivo, que estima uma economia de R$ 81 milhões.
* Nos próximos meses está prevista uma reforma administrativa mais ampla.
* Todos esses esforços estão sendo feitos também para atender as demandas da sociedade. Um exemplo é a nomeação de aprovados no concurso da Defensoria Pública o mais breve possível.

Mais de três mil brasileiros estão presos no exterior, a maioria na Europa



Pelo menos 3.078 brasileiros estão presos em Países fora do Brasil, sendo que a maioria, 1.133, está na Europa. Com informações dos mais de 200 postos da rede consular brasileira, até dezembro de 2012, o Itamaraty mapeou os casos. Vários crimes são atribuídos aos brasileiros nos Países onde estão presos, como fraude, tráfico de drogas, agressão sexual e furtos, e variam de acordo com cada continente.

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

Dos 3.078 brasileiros presos no exterior, 2.260 são homens e 452 mulheres. Os demais, 366, não tiveram o sexo divulgado. Os casos de detenção fora do Brasil são acompanhados pelos serviços consulares, por intermédio de orientações e instruções específicas. Uma das situações recentes é a detenção de 12 brasileiros em Oruro, na Bolívia.

Na Bolívia, 12 torcedores do Corinthians são acusados de participação na morte do estudante Kevin Espada, de 14 anos, em fevereiro. Espada foi atingido por um sinalizador durante partida de futebol e acabou morrendo. Os brasileiros negam envolvimento no caso. Cada situação é analisada individualmente, segundo as autoridades brasileiras, mas em geral o esforço é para que os detidos cumpram pena no Brasil.
Na Europa, há 363 brasileiros presos na Espanha, 280 em Portugal, 213 na Itália, 108 na França, 77 no Reino Unido, 48 na Alemanha, 14 na Bélgica, oito na Suíça, seis na Grécia, cinco na Suécia, três na Hungria e o mesmo número na Noruega, um na Áustria, um no Chipre, um na Dinamarca, um na Finlândia, e um na República Tcheca.

Na América do Norte, há 802 brasileiros presos, dos quais 796 estão nos Estados Unidos, quatro no México e dois no Canadá. Na América do Sul, são 757 brasileiros presos. Só no Paraguai há 217 presos, 177 na Bolívia, 99 na Guiana Francesa, 63 no Uruguai, 57 na Argentina, 33 na Colômbia, 32 no Suriname, 29 na Venezuela, 20 no Chile, 20 no Peru, nove na Guiana e um no Equador.

Na Ásia, há 314 brasileiros presos, dos quais 308 no Japão, três na Indonésia, dois na China e um na Índia. Na África, são 43 brasileiros presos, dos quais 37 na África do Sul, três em Cabo Verde, dois no Senegal e um em Moçambique. Na Oceania, há cinco brasileiros presos, dos quais três na Austrália e dois na Nova Zelândia.

Na América Central, há 12 brasileiros presos: seis no Panamá, dois em Honduras, um nas Bahamas, um em El Salvador, um na Nicarágua e um na República Dominicana. No Oriente Médio, são 12 brasileiros presos: cinco nos Emirados Árabes Unidos, três em Israel e o mesmo número na Jordânia e um na Arábia Saudita.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Beto Richa lidera pesquisa ao Governo do Paraná após protestos


Richa 38,1%; Gleisi 24,3% e Requião 17,4% - números da primeira pesquisa após protestos

O governador Beto Richa (PSDB) é o mais forte candidato ao governo do Estado em 2014, aponta pesquisa Data Veritas divulgada em Curitiba. Richa lidera a disputa com 38,1%, seguido de Gleisi Hoffrmann (PT), com 24,3% e Roberto Requião (PMDB), com 17,4%. Não sabe/nenhum somaram 15,80%, Branco/nulo (3,20%) e Joel Malucelli (PSD), com 1,4%.
O instituto entrevistou dois mil eleitores, entre os dias 12 e 27 de junho, em 102 cidades do Paraná. A pesquisa foi contratada pelo curso de Ciências Políticas da Uninter.
“Richa lidera em todos os cenários. Com folga que deixa claro que não sofreu desgaste com os movimentos que foram às ruas para protestar contra tudo e contra todos. Assim, ganhou distância em relação aos seus opositores”, avalia o jornalista Fábio Campana que divulgou a pesquisa em seu blog.
O senador Requião é o mais rejeitado – 23% afirmaram que não votariam nele. A rejeição de Gleisi ficou em 10,50%, Richa (9,30%), Malucelli (5,70%). Não sabe/nenhum (48,60%) e Branco/nulo (3,10%).
Richa lidera a pesquisa espontânea com 9,5%, seguido de Requião (2,1%), Gleisi (2%), Álvaro Dias (0,9%) e Osmar Dias (0,6%). E também lidera, na estimulada, em todas as regiões: Curitiba (34,9%), Região Metropolitana de Curitiba (33,2%), Norte (39,1%), Oeste (36,9%), Noroeste (37,7%), Campos Gerais (44,2%), Sudoeste (45,2%), Sul (39,8%) e Norte Pioneiro (35,6%).

Avaliação - Os protestos das ruas pouco afetaram o governo Richa, mas causaram estragos na avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff. O Data Veritas aponta a aprovação de Richa com 47,9% entre os conceitos bom (40,9%) e ótimo (7%); 36,5% consideram "regular" seu governo; 7% ruim e 5,6%, péssimo. Não sabem somaram 4,7%. Somados os três conceitos – ótimo, bom e regular – Richa é aprovado por 84,4% da população.
Já o governo Dilma sofreu com o desgaste dos protestos das ruas. Entre os conceitos “péssimo” (17,7%) e “ruim” (13,7%), Dilma é desaprovada por 31,4%. Os eleitores que consideram seu governo regular somaram 31,9%, bom (27,1%) e ótimo (6,6%) somaram 33,7%. Não sabem: 3,2%.

Senado - Os irmãos Alvaro e Osmar Dias lideram a disputa de uma vaga ao Senado. Álvaro (PSDB) tem 34%, Osmar (PDT) vem em seguida com 22,9%; Orlando Pessutti (PMDB), com 6,5%; Ricardo Barros (PP) 5,5%; André Vargas (PT), 2,9%. Não sabe/nenhum somaram 24,5% e Branco/nulo, 3,9%. Na rejeição aparecem: Pessutti (10%), Alvaro (7%), Vargas (7%), Barros (5,7%), Osmar (4,6%). Não sabe/nenhum (60,6%) e Branco/nulo - 3,50%.

Presidência - Surpresa no levantamento Data Veritas é o despenho do senador Aécio Neves, candidato a presidente em 2014 pelo PSDB. Na espontânea, Aécio aparece em segundo ao lado do ex-presidente Lula (PT) – os dois 3,4%. Dilma fez 9,2%, Serra (1,4%), Marina (0,9%), Joaquim Barbosa (0,8%), FHC (0,4%), Eduardo Campos (0,3%) e Alckmin (0,2%).
Na estimulada, Dilma aparece na frente com 28,6%, seguida de Aécio (19,5%), Marina (15,9%), Eduardo Campos (2,4%) e Fernando Gabeira (0,7%). Não sabe/nenhum somaram 29,2% e Branco/nulo - 3,7%.
Dilma é mais rejeitada entre os candidatos com 31,3%, seguida de Gabeira (6,7%), Marina (5,6%), Aécio Neves (4,3%), Eduardo Campos (2,9%). Não sabe/nenhum (46,7%) e Branco/nulo - 2,8%.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Paulo Bernardo, o quinta-coluna



“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem." (Guimarães Rosa)

Endosso a sugestão do Renato Rovai, em artigo publicado em seu blog, recomendando o grande escritor mineiro para a presidenta Dilma neste momento.

O blogueiro acerta na na mosca também quando lembra que o confronto é inevitável, conclamando a presidenta para ir à TV e às ruas em defesa do plebiscito e das conquistas do seu governo contra a trairagem do PMDB e do Congresso. Mas quero acrescentar aqui outra providência essencial para superar a crise : uma ampla reforma ministerial. Que deve começar pela demissão do ministro das Comunicações, Paulo Quinta Coluna Bernardo, amigo das teles, da Veja e de O Globo.

Como diz CartaCapital, o ministro do plim-plim e do trim-trim. Sua entrevista às páginas amarelas da Veja, no auge das megamanifestações de junho, atacando os lutadores pela democratização da mídia no Brasil e a militância do PT foi a gota d'água. Não pode passar em branco uma destro provocação como aquela.Ainda mais partindo de alguém que já ostenta no currículo a interdição do debate sobre um novo marco regulatório para a radiodifusão no Brasil, sentando em cima do projeto elaborado pelo ex-ministro Frankilin Martins.

O mesmo lixo jornalístico que o "premiou" com o espaço nobre reservado aos seus cupinchas publicou na edição desta semana mais uma capa emblemática do tipo de jornalismo golpista e fétido praticado por ele: um precipício do qual despencam ratos e uma bandeira vermelha. O que deve ter passado na cabeça do "bom petista" (como Bernardo é tratado por Veja) ao se deparar nessa mesma edição com um militante de extrema direita e funcionário da Globo sendo mostrado como exemplo do "novo Brasil que emergiu das
ruas?"

Bobagem imaginar que o ministro possa ter se arrependido, afinal ele está longe de se deixar usar como uma espécie de inocente útil. Bernardo é um caso típico que quem já cruzou o Rubicão e se posiciona do outro lado da trincheira. Esperar o que de quem pensa como um neoliberal, imprime linhas de gestão conservadoras e excludentes, se perfila junto aos monopólios e esbanja preconceito contra seu próprio partido ?

Se o PT não tivesse sido arrastado pela avalanche da burocratização e se deixado contaminar pela praga do excesso de moderação institucional, seria o caso da instalação, na Comissão de Ética do partido, de um processo de expulsão do ministro.

Por Bepe Damasco, em seu blog.

Requião perde outra vez, agora na justiça. PMDB de Curitiba continua sob intervenção



Fracassou a tentativa do Senador Roberto Requião de reverter na justiça a intervenção decretada pelo PMDB do Paraná no diretório da legenda na capital.

O Juiz CÉSAR GHIZONI, da 14ª Vara Cível de Curitiba, indeferiu a liminar pleiteada em Mandado de Segurança, com a qual Requião pretendia validar uma convenção no próximo sábado (6), à revelia da direção estadual do partido. Em função disso, a convenção convocada pelo senador, por não ter nenhum respaldo legal, está transformada apenas em café da manhã com seus - cada vez mais parcos - correligionários, ironizou o peemedebista Doático Santos.

Requião já havia recorrido à direção nacional do PMDB contra a intervenção e fora solenemente ignorado. Agora sofreu novo revés, desta vez no âmbito judicial. Sendo assim, o PMDB de Curitiba segue comandado pela Comissão Interventora que tem Stephanes Junior como presidente, Doático Santos como secretario e, membros: Orlando Pessuti, Rodrigo Rocha Loures e Maria Arlete Rosa.

Segue trecho final do despacho judicial:

A par disso, não compete ao Judiciário avaliar a conveniência e oportunidade de intervenção do Diretório Estadual em apenas alguns órgãos Municipais (acenada violação da isonomia), porquanto se trata de questão interna corporis afeta à autonomia dos Partidos Políticos (art. 17, §1° da CF) e alheia à atuação Jurisdicional. De igual forma, o levantamento da intervenção no caso de eventual cessação de suas causas é ato de mera faculdade da comissão, e não preceito cogente (§4° do art. 60 do Estatuto do Partido), de sorte a não poder se imiscuir o Judiciário nos seus critérios de oportunidade e conveniência.

Repita-se: A atuação jurisdicional, na espécie, é limitada à aferição da observância das regras estatutárias e das garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa, não podendo se adentrar em critérios de conveniência e oportunidade – matéria afeta à autonomia dos partidos políticos. Isso porque “os atos de associações e sociedades em geral, praticados no âmbito de seus órgãos, em princípio, não são insuscetíveis de exame pelo Poder Judiciário, salvo se forem praticados com violação aos estatutos ou à lei, causando indevidos prejuízos a seus associados. Assim, em última análise, todos os atos dessas entidades são passíveis de verificação pela Justiça, sob o critério da legalidade, não de conveniência e oportunidade quanto ao seu exercício.” (LEX 164/20).

No mais, tratando-se de impugnação de ato tomado por órgão colegiado (Diretório Estadual do PMDB), considera-se coator, para fins de mandado de segurança, o seu presidente, e não todos os integrantes, como constou na angular. Logo, deverá ser retificada a autuação e a distribuição, para que passe a constar no polo passivo do presente, na qualidade de impetrado, apenas o Sr. Presidente do Diretório Estadual do PMDB, Osmar Serraglio, excluindo-se os demais.

Centrado em tais fundamentos e considerando o mais que dos autos consta, ausente os requisitos legais para a concessão da medida de urgência (art. 7°, III da Lei 12.016/09), a INDEFIRO liminar pleiteada.Notifique-se a autoridade coatora para prestar informações em dez (10) dias (art. 7°, inciso I da Lei 12.016/09), bem como se dê ciência ao Diretório Estadual do PMDB para que, querendo, ingresse no feito (inciso II).

Após, abra-se vista ao representante do Ministério Público e venham conclusos para sentença (art. 12 da Lei 12.016/09).

Intime-se.

Curitiba, 4 de Julho de 2013.

CÉSAR GHIZONI
Juiz de Direito

terça-feira, 2 de julho de 2013

Jovens ganham portal para acessar serviços e debater políticas públicas



Um espaço para debater ideias e fomentar a cidadania. Este é o objetivo do Território da Juventude, novo portal lançado pelo governador Beto Richa nesta segunda-feira (01), no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Além de apresentar os principais programas voltados aos jovens, o portal traz informações sobre vagas de estágio, cursos de profissionalização disponíveis e eventos promovidos pelo governo. É mais uma opção para aproximar os jovens das políticas públicas do Estado.

“Esse novo espaço demonstra, mais uma vez, que estamos sintonizados e que cumprimos nosso compromisso com os jovens, que esperam da administração pública mais proximidade e espaço para debater idéias e políticas públicas que atendam realmente seus anseios”, afirmou o governador. O site (www.juventude.pr.gov.br) foi idealizado pela Assessoria Especial de Juventude (AEJ) e começou a ser desenvolvido em fevereiro deste ano. “Muito antes das manifestações populares já discutíamos de forma transparente, ampla e clara este espaço de cidadania”, completou Richa

O Território da Juventude foi um dos compromissos de campanha assumidos pelo governador Beto Richa. O público alvo é composto por pessoas de 15 a 29 anos que, de acordo com o Censo Demográfico 2010 do IBGE, representam 2,7 milhões de jovens, ou seja, quase um quarto da população paranaense. “O jovem é o futuro da sociedade e está clamando por um país e um Estado melhores para se viver. Esta é mais uma ferramenta para que eles possam contribuir com a gestão pública”, destacou Richa.

“Neste momento em que os jovens estão nas ruas cobrando do poder público mudanças e melhorias, o Território da Juventude surge como um espaço de debate, onde eles podem ter voz e um canal direto com o governo, seja pelo portal ou através das redes sociais”, disse o assessor especial da Juventude, Edson Lau Filho. Ele acrescenta que os jovens poderão dar a opinião deles, fazer sugestões e saber o que o governo está promovendo na área de juventude.

Também participaram da solenidade de lançamento do portal o vice-governador Flávio Arns, o subchefe da Casa Civil, Guto Silva, o secretário de relações com a Comunidade, Ubirajara Schreiber, o deputado federal Fernando Francisquini, representantes de secretarias e mais de 50 jovens de grêmios estudantis da rede estadual de educação.

COMO FUNCIONA – O Território da Juventude é um site dinâmico e de fácil acessibilidade. No canto esquerdo da tela o usuário encontrará os principais programas promovidos pelo Governo, que foram divididos em 5 áreas - Divirta-se, Estude, Trabalhe, Viva com Saúde e Faça Política. São mais de 40 programas de governo voltados aos jovens.

Também há espaço para inscrição a vagas de estágio e cursos profissionalizantes promovidos pelo governo e informações sobre a juventude de todo Paraná. Do lado direito da tela há um calendário de eventos e ações estaduais e municipais que serão realizadas para os jovens nas mais diversas regiões do Paraná.

O portal ainda terá interatividade com as redes sociais. As informações do site serão compartilhadas no Facebook (facebook.com/AEJPR ) e Twitter (@AEJPR). "O jovem está nas redes sociais. Vamos interagir no ambiente e na linguagem deles", acrescentou Edson Lau Filho.

Para o estudante Luiz Felipe Gamarra, de 18 anos, membro do grêmio estudantil do Colégio Costa Viana, em São José dos Pinhais, o site será de extrema importância para participar da criação de políticas públicas e acompanhar o desenvolvimento das ações de governo. “Havia um grande distanciamento do governo com os jovens. Vamos fazer a divulgação desse portal para que o jovem tenha consciência do que é feito para ele”, afirmou o estudante.

Kylbert Souza, de 16 anos, é vice-presidente do grêmio estudantil do Colégio São Pedro Apóstolo, em Curitiba. Ele também apoiou a iniciativa do Território da Juventude e defendeu a aproximação dos grêmios estudantis. “Um espaço para trabalharmos todos juntos, num local onde há contato com o Governo do Estado”, avaliou.

JUVENTUDE – Instituída em janeiro de 2013, a Assessoria Especial de Juventude é uma estrutura voltada exclusivamente aos interesses dos jovens paranaenses e tem a missão de articular e garantir o acesso aos programas e projetos das secretarias e órgãos do governo destinados ao público jovem.

A AEJ trabalha também na discussão direta com jovens em todas as regiões do Estado por meio de audiências públicas - serão realizadas oito até o final do ano. A primeira foi no último final de semana em Tunas do Paraná, com a participação de mais de 200 jovens.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Um dia seremos todos zumbis?



Psicanalista aproxima sociedade mecânica de zumbis da cultura pop

"O fenômeno zumbi é a revolução francesa no território da ficção, a plebe angariando fatias de prestígio"

Uma dinastia pode estar chegando ao fim. Depois de reinar absoluta durante todo o século 20, a primazia dos vampiros no uso da ficção de terror encontrou um adversário à altura: os zumbis chegaram. O começo foi tímido, na década de 1930, quando nasceram no Haiti, e seguiram obscuros até os filmes de Romero nos anos 1960, mas depois disso ganharam um impulso irresistível e crescem sem parar. Hoje o zumbi é o personagem mais usado para filmes, séries de terror e para imaginar cenários pós-apocalípticos. Mas ele é muito mais do que isso, sua marca ganhou nossa imaginação: o zumbi está em games, quadrinhos, existem as “marchas zumbis” em inúmeras cidades, recentemente ganhou uma excelente revista digital: ZumbiGo!. Acreditem, até comédia romântica com eles já temos (Meu Namorado é um Zumbi), ou seja, nenhum cenário de Halloween estará completo sem sua presença. De qualquer forma, a comparação com o vampiro não é sem interesse, afinal, sai um morto-vivo para entrar outro.

Os fanáticos por zumbis vão odiar que eu misture os passivos escravos que eles foram quando nasceram no Haiti, apenas mortos que voltavam à vida pela magia de um feiticeiro para serem usados como força de trabalho barata, aos misteriosos e organizados Caminhantes Brancos de Guerra dos Tronos. Mas estou mais interessado neste momento em suas semelhanças do que nas nuanças que os categorizam. Pois uma questão é comum, e é dessa que quero falar: eles estão mortos mas vivem, e isso partilham em comum com os vampiros.

A questão que devemos nos fazer é o que esses mortos-vivos dizem de nós? Se estão tão em voga, talvez sejam eco de recônditas questões que não nos atrevemos a pensar, e por isso elas abrem espaço na nossa consciência via fantasia.
A morte perdeu espaço na modernidade, sua antiga forma pública foi encerrada dentro de hospitais. Da mesma forma, falamos menos da finitude e tememos o envelhecimento como crianças temem o bicho-papão. Espichamos o tempo de vida, mas encolhemos a reflexão sobre a existência. Portamo-nos de forma ambígua: nos cuidamos para durar mais, mas não encaramos o fim como natural. Desprendida das antigas convenções tradicionais e sem acreditar numa transcendência, a modernidade nos confinou na hipertrofia do presente, por isso a reflexão sobre a morte não prospera. Porém somos, ainda que contra vontade, seres para a morte, a condição humana passa por isso. Se não houver reflexão sobre o tema, ele voltará para nós como sonho e pesadelo. Esses zumbis somos nós, em uma forma lúdica e rebaixada de filosofar sobre nosso destino.
O zumbi fala não só da morte como de sua fronteira: a temida velhice. Os zumbis também representam os velhos, sua incômoda lentidão, seus passos pesados, seus movimentos em câmera lenta. Se a morte nos aguarda, na melhor das hipóteses esse pesadelo vem junto com outro: ficar velho, com o corpo corrompido pelos anos. A contaminação é inevitável, todos seremos zumbis.

Qualquer plataforma mítica comporta múltiplos significados, justamente seu sucesso demostra essas camadas de possibilidades. O corpo decaído é a marca zumbi por excelência. Ora, nosso tempo nos pede um cuidado exaustivo com o corpo. Ele deve ser modelado, malhado, adequado a padrões exigentes. A forma zumbi expressa nosso cansaço com essa demanda de mimar um corpo que inevitavelmente vai decair. É como se disséssemos: vamos ser feios de uma vez, chega de privações e de trabalho forçado, essa casca de pele não vale o esforço exigido! Nesse sentido, o corpo zumbi é a recusa do corpo disciplinado e diz que seguimos vivos se não o temos. O zumbi é o protesto contra nossa vaidade excessiva e o culto a saúde.

Um fato difere categoricamente os vampiro dos zumbis: os primeiros são aristocratas, e os segundos são plebeus. Certamente outro fato que o zumbi expressa é a massa. O vampiro está no topo da cadeia alimentar, literalmente se alimenta de todos e ninguém se alimenta dele. O fenômeno zumbi é a revolução francesa no território da ficção, a plebe angariando fatias de prestígio. Nossa ideologia prega a individualidade, devemos ser únicos, afinal, ser confundidos com a massa, ser ninguém, é o grande horror. O fenômeno zumbi sugere um cansaço também com essa ideologia individualista, nos aponta a luta inglória e sem sentido para despontar na multidão, como também a força dos excluídos. O mundo dos vampiros é para eleitos, o mundo zumbi é a verdadeira democracia, aceita a todos, todos seremos zumbis.

Porém a forma pejorativa de ser massa também se expressa no zumbi. Ele começou como escravo e ainda tem muito dele. Um ser sem vontade e sem cérebro, talvez por isso goste tanto de comê-lo, quem sabe ingerindo comece a ter algo dele. A civilização mecânica e burocrática, na qual o pensar não tem vez e consumir é a meta, nos faz zumbis. Embora pareça na contramão de qualquer organização social, a toxicomania na sua forma mais acentuada nos deixa zumbis. Drogados são seres para os quais o mundo se esvaziou de sentido, afinal, só se interessam pelo seu objeto, sua substância mortífera. Ou alguém tem dúvida que as cracolândias não são habitadas por zumbis? O zumbi expressa tanto a obsessão nociva da droga como a anorexia do desejo, essa apatia tão comum, mas que corriqueiramente se confunde com depressão.

Zumbi rima com apocalipse, geralmente ele aparece em cenários distópicos. O mundo zumbi é inóspito. Mais por sorte do que por mérito, apenas uma família e amigos se salvam, o resto é inimigo. O olhar político nesses casos beira o simplório: nosso mundo não tem conserto nem esperança, só resta seguir vivendo numa pequena comunidade que se cuida e evitando todos os outros, já que o mundo é, de fato, muito perigoso.
Enfim, o zumbi chegou e terá uma longa vida pois possibilita expressar inúmeras ideias soltas e pensamentos que buscam uma forma. Nada nos mostra que caminhamos na direção de uma convivência mais pacífica e harmoniosa com a morte e com nosso corpo. O pensamento burocrático impera, a crença em objetos mágicos (químicos) que nos adormecerão a vontade também. O mundo nos aparece como mais perigoso e violento. O horizonte político não entusiasma. As condições são propícias para aparições zumbirescas e outras assombrações. E pior, se um zumbi não morder você, um dia teu próprio espelho o fará.


Mario Corso
Psicanalista, autor de Psicanálise na Terra do Nunca: Ensaios sobre a Fantasia (Artmed, 2010)