sexta-feira, 1 de julho de 2022

Os russos e separatistas avançam de forma avassaladora na Ucrânia

O avanço das tropas russas e separatistas na Ucrânia é avassaldor. Sem contar que a Rússia não está usando o seu arsenal mais poderoso, armas nucleares. O país de Zelenski afunda irremediavelmente a cada dia. O povo ucraniano está pagando o preço por eleger políticos corruptos da pior espécie que transformaram o país em uma bucha-de-canhão para provocar a Rússia, em troca de fortunas repassadas pelo Ocidente aos seus mandatários. Zelenski é dono de uma pequena fortuna nos EUA: 18 milhões de dólares, por apoiar os laboratórios clandestinos na Ucrânia que fabricavam armas biológicas para atacar a Rússia - um desses laboratórios é de propriedade do filho do presidente dos EUA, Joe Biden. As forças da RPL e da Federação Russa libertaram as cidades de Spornoe, Zolotarevka e Belaya Gora. E agora partem em uma nova ofensiva para libertar Seversk. O maior depósito de combustíveis para as Forças Armadas da Ucrânia foi destruida ontem por mísseis russos lançados por navios da Federação Russa. As armas entregues pelos países ocidentais para o governo ucraniano estão sendo capturadas pelos russos e separatists, e utilizadas contra os próprios ucranianos.

General Braga Netto ameaça com cancelamento das eleições se exigências de Bolsonaro não forem atendidas

Braga Netto (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados) --- O general é pré-candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro ------ 247 - O general Walter Braga Netto (PL), pré-candidato a vice de Jair Bolsonaro na chapa em que ele disputará a reeleição, disse em um encontro com empresários da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro que, se não for feita a auditoria dos votos defendida pelo presidente, “não tem eleição”. A fala de Braga Netto ocorreu na última sexta-feira (24), dois dias antes de ele ser oficializado como vice, informa a jornalista Malu Gaspar no Globo. Segundo a jornalista, Braga Netto causou constrangimento na plateia de 40 empresários selecionados a dedo pela federação empresarial para um discreto encontro dedicado oficialmente à apresentação de pleitos do Rio ao general, que é assessor especial da Presidência da República. "Longe da imprensa e frente a uma audiência em tese simpática, Braga Netto se soltou e repetiu a narrativa infundada de Bolsonaro sobre a segurança da urna eletrônica - ao contrário do que diz o presidente, os votos no Brasil são auditáveis", relata a jornalista. ------------------------------------------------- NR - Em qualquer país sério do mundo esse general estaria na cadeia por ameaçar a segurança nacional. O que ele teme? A apuração da corrupção de sua quadrilha no Exército?

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Outra mentira da mídia canalha sobre a operação russa na Ucrânia: ataque a um shopping lotado

O presidente palhaço Zelenski veio a público acusar a Rússia de bombardear um shopping center lotado em Kremenchug. Não faltaram comentários sobre centenas ou milhares de vítimas civis inocentes. Tudo mentira dessa mídia canalha que serve de porta-voz para os crimes da OTAN - Organização Terrorista do Atlântico Norte, mais conhecida como "marionete dos EUA". Chegaram a mostrar imagens de um ataque com foguetes e uma poderosa explosão em Kremenchug. Disse o palhaço cocainômano sionista ucraniano Zelenski: "Para que ninguém se atreva a se enganar... O míssil russo atingiu deliberadamente o shopping Kremenchug. Eles queriam matar o maior número possível de pessoas numa cidade pacífica, num shopping comum." Mas as imagens de satélite e a própria filmagem da câmera provam que o missil russo atingiu a área industrial, e especificamente na linha férrea de transporte de material bélico doado pelos governantes covardes europeus para a aventura ucraniana. Somente depois é que uma poderosa explosão foi vista e o fogo foi estendido para uma parte do shopping.

Entreguismo descarado: “xepa” de Guedes na Petrobrás inclui 3 refinarias

Às vésperas da crise anunciada do diesel, gestão da estatal insiste em privatizar parque de refino. “Entreguismo burro e criminoso que essa gente pratica”, denuncia Gleisi Hoffmann ---- A segunda-feira (27) começou com Jair Bolsonaro afirmando que compraria óleo diesel da Rússia e terminou com o anúncio de que a Petrobrás mais uma vez tentará entregar três refinarias após fracassar em 2021. No “fim de feira” do ministro-banqueiro Paulo Guedes, as xepas são as refinarias Abreu e Lima (Rnest-PE), Presidente Getúlio Vargas (Repar-PR) e Alberto Pasqualini (Refap-RS), além dos ativos logísticos integrados a elas. Entre as duas notícias, o Conselho de Administração da estatal confirmou a nomeação de Caio Paes de Andrade para a presidência. A medida será contestada judicialmente pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Associação dos Acionistas Minoritários (Anapetro), por absoluta falta de qualificação de Caio Andrade para o cargo, a não ser a proximidade com Guedes, de quem foi secretário de Desburocratização. O anúncio da gestão bolsonarista da Petrobrás – seja qual for o presidente – faz parte da intensa ofensiva privatista desencadeada por Guedes em maio. Após emplacar no Ministério das Minas e Energia o primeiro responsável por sua catastrófica política econômica, Adolfo Sachsida, e criminosamente entregar o controle da Eletrobrás na Bolsa de Valores, ele corre para liquidar o que puder até o fim do ano. “Vamos privatizar a Petrobrás, fazer vários acordos comerciais. Vamos fazer bem mais do que temos feito até agora”, jurou Guedes em encontro no Fórum Econômico Mundial, no início de junho. Algumas semanas antes, ele criou a Secretaria de Desestatização e Desinvestimento (SDD), para acelerar sua privataria 2.0. A rapinagem cada vez mais explícita do desgoverno Bolsonaro foi alvo de ataques nas redes sociais. “A gente precisando refinar o petróleo aqui pra parar de importar combustível dolarizado e o que o governo Bolsonaro faz? Retoma a venda de três refinarias, entre elas a do Paraná. É um entreguismo burro e criminoso que essa gente pratica”, atacou a presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PT). A indignação da deputada é procedente. Em maio, o Brasil importou 1,42 milhão de m³ de óleo diesel, volume inédito para o mês. Considerando os primeiros cinco meses do ano, as importações de diesel já superaram a marca dos 6 milhões de m³ – ou 19,2% a mais que no mesmo período do ano passado. O volume de importação em cinco meses é o maior da série histórica, superando os 5,56 milhões de m³ registrados em 2018. Para evitar a escassez de diesel a partir de agosto, as principais distribuidoras de combustíveis do país aumentaram em mais de dez vezes o número de licenças de importação. Entre produção local e importação, a Petrobrás forneceu 81% do diesel do país nos quatro primeiros meses do ano, percentual inferior ao fornecido pela estatal em 2019 (85,12%) – resultado direto da dilapidação do parque de refino. ---- Deyvid Bacelar: “É como uma xepa de feira”----- A partir de um Termo de Compromisso de Cessação (TCC) acertado em julho de 2019 com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o plano de “desinvestimento” em refino da Petrobrás prevê a entrega de oito de suas 13 refinarias – quatro já foram negociadas. Em nome da “livre concorrência”, o acordo repassará para o setor privado 50% da capacidade de refino nacional. Nesta terça-feira (28), em audiência na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, ressaltou a importância das refinarias na regulação e abastecimento em um mercado como o brasileiro, nono maior consumidor de combustíveis do mundo. “Se essas refinarias são privatizadas e os mercados são monopolizados pelo setor privado, nós teremos uma minimização de custos e uma maximização de lucros a partir do Preço de Paridade e Importação (PPI)”, argumenta Bacelar. “Não terá como a União, nem mesmo o Congresso Nacional, trazer uma proposta de regulamentação ou de criação de uma política alternativa ao PPI.” O coordenador da FUP lembrou o caso da primeira refinaria privatizada pelo desgoverno Bolsonaro – a Landulpho Alves (Rlam), na Bahia. Em menos de dois meses, a nova dona, Acelen, anunciou quatro reajustes da gasolina e do diesel, e hoje pratica preços mais altos que a Petrobrás. Avaliada entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões, a Rlam foi vendida por US$ 1,8 bilhão para o fundo de investimentos Mubadala, dos Emirados Árabes. A privatização a um preço muito abaixo do valor real deve ocorrer também com as três refinarias agora colocadas à venda, prevê Bacelar. “É um governo que corre para privatizar como se nós estivéssemos na xepa da feira”, comparou o dirigente. “Bolsonaro sabe que vai perder essa eleição. Então, os projetos de privatização que tinham sido guardados na gaveta são mais uma vez divulgados.” Bacelar afirmou ainda que Bolsonaro tenta demonizar a Petrobrás para entregar não apenas as subsidiárias e ativos, mas também a empresa-mãe. Com isso, procura se esquivar da responsabilidade pela carestia dos combustíveis, alimentada por seu descompromisso com a população durante os mais de três anos de “governo”. “Nós temos refinarias que estão paradas desde 2015. Em 2016 o PT saiu do governo e, de lá pra cá, nada foi feito”, criticou. “Se as obras tivessem sido retomadas no início do mandato nós teríamos não só autossuficiência em petróleo, como a autossuficiência em refino. E isso não foi feito”, finalizou. Lava jato e golpe interromperam as obras das refinarias Se a expansão do parque de refino colocado em execução nos governos Lula e Dilma não tivesse sido interrompida pela lava jato e a inflexão estratégica da Petrobrás após o golpe de 2016, o Brasil estaria hoje exportando derivados de alto valor agregado, e não óleo cru. Em vez disso, a Petrobrás transfere o petróleo do pré-sal para outros países refinarem e importadoras venderem aqui produtos cotados em dólar. A política de desinvestimento imposta à Petrobrás após o golpe de 2016, sob pressão máxima do lawfare movido pela força tarefa da lava jato, fez o Brasil perder R$ 172,2 bilhões em investimentos e encerrou 4,4 milhões de empregos – notadamente na construção civil, que perdeu 1,1 milhão de postos de trabalho. É o que aponta estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os técnicos do Dieese revelaram que os investimentos perdidos equivalem a 40 vezes os R$ 4,3 bilhões que o Ministério Público Federal (MPF) diz ter recuperado com a lava jato. Os cofres públicos deixaram de arrecadar R$ 47,4 bilhões em tributos – R$ 20,3 bilhões, em contribuições sobre folhas de salários, “enxugados” pelas demissões. Outro estudo, do Observatório Social da Petrobrás (OSP), revela que, caso todas as oito refinarias que fazem parte do plano de desestatização já tivessem sido privatizadas, estariam vendendo a gasolina por um preço, em média, 19% mais caro do que o cobrado hoje sob a gestão bolsonarista da estatal. O diesel S-10 custaria 12% acima do valor atual, apontam os pesquisadores da entidade. A estimativa é baseada nos valores cobrados pela Acelen na Refinaria de Mataripe (antiga Rlam), na Bahia, antes e depois da privatização, em dezembro de 2021. A projeção mostra que a média da diferença do preço da gasolina e do diesel ao longo deste ano, entre janeiro e maio, seria de 7% e 12%, respectivamente. “Essa simulação mostra que o efeito imediato da privatização da Petrobrás é a subida geral de preços e não a diminuição, como o atual ministro de Minas e Energia (Adolfo Sachsida) quer fazer crer com sua declaração”, concluiu o economista Eric Gil Dantas, do OSP e do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps). Já pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) associam diretamente a queda da produção de derivados da Petrobrás à venda da refinaria baiana, que detém a segunda maior capacidade de refino do país. Entre o primeiro trimestre de 2021 e o primeiro trimestre de 2022, a produção de derivados caiu de 1,82 milhão de barris por dia para 1,72 milhão de bpd. No lançamento das Diretrizes Programáticas do movimento Vamos Juntos Pelo Brasil, na última terça-feira (21), Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou a intenção de mudar os rumos da companhia. “A Petrobrás terá seu plano estratégico e de investimentos orientados para a segurança energética, a autossuficiência nacional em petróleo e derivados, a garantia do abastecimento de combustíveis no país”, afirma o texto. O programa defende que a companhia volte “a ser uma empresa integrada de energia, investindo em exploração, produção, refino e distribuição” e frisa um viés sustentável, pregando que a empresa atue também “nos segmentos que se conectam à transição ecológica e energética, como gás, fertilizantes, biocombustíveis e energias renováveis”. ----- Redação PT

Flávio Bolsonaro se nega a responder se o pai aceitará resultado das eleições, usa Forças Armadas e sinaliza golpe

Flávio Bolsonaro. Créditos: Pedro França/Agência Senado ----- Coordenador da campanha, senador diz que Bolsonaro "não tem controle" sobre possível reedição no Brasil da invasão do Capitólio nos EUA.e diz que ligação para Milton Ribeiro foi para "confortar a família" ----- Em entrevista na edição desta quinta-feira ao jornal O Estado de S.Paulo, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se negou a responder se o pai aceitará o resultado da eleição, caso as urnas confirmem a projeção das pesquisas, que apontam possibilidade de vitória de Lula (PT) no primeiro turno. "O presidente pede uma eleição segura e transparente, era o que o TSE deveria fazer por obrigação. Por que não atende às sugestões feitas pelo Exército se eles apontaram que existem vulnerabilidades e deram soluções? A bola está com o TSE", respondeu ao ser indagado se "o presidente vai aceitar o resultado da eleição?". Coordenador da campanha, Flávio repete o discurso do pai e do ministro da Defesa, o ex-comandante do Exército Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acate todas as sugestões feitas pelos militares - as primeiras deste a implantação das urnas eletrônicas, há 26 anos. "Se as Forças Armadas apontam vulnerabilidades, e o TSE não supre, não resolve esses problemas, é natural que essas pessoas, talvez via comandante do Exército, via ministro da Defesa, tenham que em algum momento se posicionar: ‘Olha, sugerimos, houve alterações, apontamos vulnerabilidades, o TSE não quer fazer, por consequência a gente não pode garantir que as eleições vão ser seguras’. Para que chegar a este ponto? Essa resistência do TSE em fazer o processo mais seguro e transparente obviamente vai trazer uma instabilidade. E a gente não tem controle sobre isso", disse, incitando os militares ao golpe. O senador ainda diz que o pai "não tem controle" sobre uma possível reedição no Brasil da invasão do Capitólio nos EUA e, ao contrário do que mostram as investigações, diz que "Trump não tinha ingerência, não mandou ninguém para lá". "Como a gente tem controle sobre isso? No meu ponto de vista, o (Donald) Trump não tinha ingerência, não mandou ninguém para lá (invadir o Capitólio). As pessoas acompanharam os problemas no sistema eleitoral americano, se indignaram e fizeram o que fizeram. Não teve um comando do presidente e isso jamais vai acontecer por parte do presidente Bolsonaro. Ele se desgasta. Por isso, desde agora, ele insiste para que as eleições ocorram sem o manto da desconfiança". Indagado, mais uma vez, "se for com o sistema que está aí, e o presidente tiver resultado negativo, ele reconhece a eleição?", Flávio mais uma vez saiu pela tangente. "Alguns avanços o TSE já fez, que, se forem implementados, dificultam a possibilidade de fraude. Se tem mais coisas que podem ser feitas para diminuir, por que não fazer? Quem quer dar golpe na democracia, Bolsonaro ou quem está resistindo a atender a sugestões técnicas?", indagou. ---- Milton Ribeiro---- Sobre o telefonema do pai ao ex-ministro Milton Ribeiro, que chegou a ser preso e é investigado no esquema de corrupção com pastores no Ministério da Educação, Flávio disse que Bolsonaro queria "confortar a família". "Não sei se ele telefonou, mas, quando se analisa o contexto, pode ser algo para confortar a família. Qualquer pessoa que estivesse acompanhando, em função da gasolina que grande parte da mídia botou no caso... A busca e apreensão eram uma coisa possível de acontecer. Se tivesse interferência na PF, coisa que Bolsonaro não faz, por que o cara seria preso?", disse.

Precisamos saber mais do boto da Caixa e de outros rolos do bolsonarismo

Publicado por Moisés Mendes - DCM ------ Bolsonaro disse que colocava a cara no fogo por Milton Ribeiro. Depois, quando a quadrilha dos pastores mostrou a cara e o coordenador do esquema foi preso foi preso, ele disse que colocaria apenas a mão. Bolsonaro dizia e repetia que não havia corrupção no governo, quando todo mundo sabe que havia e que há corrupção. E agora admite que não há ”nenhuma corrupção endêmica”, mesmo que não saiba o significado de endêmica. O que existe, segundo o chefe supremo dos pastores, são casos isolados. Mas Bolsonaro sabe, por pressentimento, que vão aparecer mais casos parecidos com os dos pastores e com o do assediador da Caixa. Bolsonaro sabe que agora o bicho pega. Oprimidos pelo bolsonarismo, dentro e fora do governo, sabem muito mais coisas do que foi revelado até agora. É agora, como revanche, às vésperas da eleição, que os atacados pela extrema direita no poder irão à forra. É assim que acontece sempre. Não é perseguição, é reparação. Pedro Guimarães, o ex-presidente da Caixa, não foi denunciado por ninguém que o observava de longe passando a mão em assessoras. Foi denunciado por suas vítimas de assédio, e uma delas o definiu como um boto, por seu exibicionismo como nadador que pedia a atenção de funcionárias da Caixa enquanto flutuava e mergulhava numa piscina. A quadrilha dos pastores só foi conhecida publicamente quando uma das vítimas das mordidas de propina decidiu falar. Os esquemas de outras áreas serão conhecidos da mesma forma. Foi assim que denunciaram o esquema dos vampiros vendedores de vacina dentro do Ministério da Saúde. Se não soubermos agora o resto da podridão, saberemos quando Lula estiver no poder. Saberemos de muita coisa como parte da depuração promovida por um novo governo. Brasília terá de ser desinfetada por ações reparadoras. Teremos de saber, por informações de dentro da máquina, de corregedorias e por ação do Ministério Público, como funcionam os esquemas de proteção de contrabandistas de madeira, grileiros e assassinos na Amazônia. A proteção aos bandidos do garimpo, ao tráfico e aos donos das boiadas na região Norte não faz parte de um projeto político. O Norte todo tem apenas 7% dos eleitores do Brasil. A Amazônia, onde atuam as milícias bolsonaristas da floresta, nas mais variadas frentes, tem meia dúzia de votantes. O esquema não é de fortalecimento de grupos políticos alinhados com o bolsonarismo. A estrutura da proteção montada na Amazônia busca dar respaldo à bandidagem em todas as áreas. É um esquema de proteção a quem movimenta muito dinheiro, sendo gado, ouro, madeira ou droga. A pesca ilegal, que se mistura a outros crimes, foi apenas o pretexto para os assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips. Há muito mais. É disso que precisamos ficar sabendo mais adiante, dentro e fora da Amazônia, em Brasília, dentro de todos os ministérios e órgãos públicos federais. Bolsonaro pode começar a pressentir que teremos, daqui a pouco, mais informações sobre desmandos no governo. Saberemos muito mais, antes ou depois da eleição, porque não há como esconder tudo. E queremos saber mais do que o boto assediador fez na Caixa além de importunar e desrespeitar servidoras do banco. ------ (Texto originalmente publicado em BLOG DO MOISÉS MENDES)

quarta-feira, 29 de junho de 2022

MP pede suspensão urgente da “única” obra no governo Ratinho Junior enquanto Requião suspeita de superfaturamento no valor da engorda na praia

Blog do Esmael Morais ------ ► Segundo o MP, a engorda de Matinhos não tem licença regular e a dragagem não foi autorizada ► Afogadilho na engorda pode ter obedecido ao calendário eleitoral do governador, diz oposição ► Requião suspeita de superfaturamento no valor da engorda na praia ----- O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), viu sua “única” obra sofrer pedido de ‘suspensão urgente’ pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR). Trata-se da engorda da praia em Matinhos, Litoral do estado, a 111 km de Curitiba. Além do MP, que colocou a lupa sobre irregularidades no empreendimento, o ex-senador Roberto Requião, pré-candidato ao Palácio Iguaçu, também lançou na segunda-feira (27/06) suspeitas sobre os custos da primeira e “única” obra de Ratinho Junior durante os quatro anos de governo. – Parece que o engordamento da praia de Matinhos está engordando alguma coisa além da praia! É tudo assim! – disparou Requião, olhando em direção ao governador cessante. Em seu perfil no Twitter, Requião lançou uma enquete sobre a obra no Litoral. – No fim do meu último governo a engorda da praia de Matinhos estava programada – escreveu. “Cerca de 60 milhões de reais”, informou. “Saí do governo, tudo parou”, lamentou. – Agora o rato [governador Ratinho Junior] anuncia a mesma obra por 370 milhões de reais – comparou Requião, referindo-se ao custo da obra seis vezes mais cara que na sua época. “Tem caroço nesse angu?”, perguntou aos seguidores. Enquanto a “única” obra de Ratinho Junior é contestada na Justiça, o Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, não economiza em propaganda veiculada nas emissoras de televisão e jornais aliados. A oposição também disse ao Blog do Esmael que está monitorando essa “farra” com o dinheiro público nas vésperas das eleições. Já a promotora Dalva Marin Medeiros, do Gaema (Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo), pede antecipação de tutela em uma Ação Civil Pública movida em agosto do ano passado pelo MP-PR e pelo Ministério Público Federal (MPF). A obra começou em março com as instalações de tubulações na orla e a dragagem deu início neste sábado (25/06), em um evento conduzido pelo governador Ratinho Junior. De acordo com o pedido pelo Gaema, a obra não tem licença regular e a dragagem sequer foi autorizada. Possivelmente, diz a oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), o afogadilho na engorda obedeceu ao calendário eleitoral para favorecer a reeleição do governador. Além de crime ambiental, pode-se configurar crime eleitoral com grave lesão ao erário – afirmam parlamentares oposicionistas. – As obras tiveram início e estão avançando rapidamente, causando grandes prejuízos ambientais e sociais. Ainda, conforme amplamente exposto na exordial (pedido inicial), a realização das obras causará danos imensuráveis e de impossível reversão, uma vez que não foi realizado o correto Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental e as licenças ambientais emitidas são notadamente nulas – asseverou o MP. – Afora os danos já gerados à restinga, observa-se pela divulgação abaixo, publicada em rede social do Governo do Estado do Paraná, que amanhã, (25/06), iniciará a dragagem da areia, o que é muito preocupante, pois como descrito na exordial, tal ação não foi devidamente autorizada – diz o pedido de suspensão.
Na antecipação de tutela, o MP-PR reitera solicitações já feitas na ação, entre elas: 1) A anulação do contrato celebrado entre o Instituto Água e Terra (IAT) e o Consórcio Sambaqui – vencedor da licitação para executar a obra; 2) A suspensão de qualquer intervenção, atividade ou obra no local, inclusive, supressão vegetal, extração mineral, aterro, terraplanagem, dragagem, enrocamento, engorda, macrodrenagem, microdrenagem, revitalização, pavimentação e proteção costeira, ou qualquer forma de atividade de construção, instalação ou operação, para evitar o advento de danos ambientais e sociais irreparáveis ou de difícil reparação; 3) A abstenção de promover qualquer intervenção ou execução de obras relativas aos Projetos Básicos e Executivos de Recuperação da Orla Marítima de Matinhos, antes de concluído novo Estudo de Impacto Ambiental, as audiências públicas, a obtenção das anuências prévias das instituições intervenientes e a emissão de válidas Licença Prévia e da Licença de Instalação, pelo IAT/IBAMA e seus gestores; Questionado sobre o pedido do Ministério Público, o Consórcio Sambaqui jogou a batata quente para o governo do Estado, que jura não ter sido notificado pela Justiça e que, ‘se isso acontecer, responderá todos os questionamentos técnicos e jurídicos, como já feito anteriormente’.