quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Comunidade árabe de Foz cancela evento pró-Lula após ameaças

Mohamed Barakat ao lado de Geraldo Alckmin ------ A homenagem ao ex-presidente Lula que seria realizada pela comunidade árabe de Foz do Iguaçu na próxima terça-feira foi adiada devido ao recebimento de várias ameaças de bolsonaristas extremistas. ------ A cidade foi palco recentemente do covarde assassinato do militante petista Marcelo Arruda, guarda municipal, por um agente penitenciário federal que invadiu a festa de aniversário da vítima para assassiná-lo por divergência política. Para evitar qualquer possibilidade de novos conflitos, os organizadores do jantar em apoio a chapa Lula-Alckmin decidiram adiar o evento que contaria com as presenças de Alckmin, do ex-governador Roberto Requião, deputada federal presidente do PT Gleisi Hoffmann, deputado federal Zeca Dirceu (PT) entre outros. O deputado Zeca Dirceu emitiu nota afirmando esperar que “a Justiça Eleitoral, Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Federal tomem providências urgentes. Punam quem está agindo através de ameaças tentando impedir o livre exercício da democracia”. Segundo uma das lideranças da comunidade árabe de Foz do Iguaçu, o empresário Mohamad Ibrahim Barakat, ex-vereador e ex-secretário de Indústria e Comércio do município, “é lamentável que tenhamos de conviver com ameaças desse tipo, que impedem o livre exercício da cidadania. Isso mostra desespero político, ignorância e falta de maturidade daqueles que temem as manifestações populares. Nossa cidade é conhecida pela cordialidade e hospitalidade, sentimentos que fazem muita falta atualmente em nosso país”. Barakat também afirmou: “Espero que Lula volta a ser presidente porque ele prestigiou os países árabes e levou o Brasil a patamares nunca vistos de progresso, desenvolvimento e justiça social”.
Moutih Ibrahim --- O presidente da Sociedade Árabe Brasileira do Paraná, Moutih Ibrahim, declarou que “o Brasil precisa de paz e harmonia. As eleições em nosso país são elogiadas em todo o mundo pela rapidez na apuração dos votos, pelas urnas eletrônicas, e pela paz, e não podemos agora perder esse reconhecimento por conta de meia dúzia de psicopatas e extremistas. Nossa Sociedade Árabe Brasileira manifesta apoio e solidariedade aos irmãos da comunidade árabe de Foz do Iguaçu e da Tríplice Fronteira”.

Um em cada 4 britânicos não poderá pagar por eletricidade em outubro, diz pesquisa

© Folhapress / Rodney Costa/Zimel Press ---- Sputnik Brasil - Um quarto dos britânicos não poderá pagar suas contas de eletricidade em outubro, quando o regulador de energia britânico, Ofgem, vai aumentar os preços novamente, revela um estudo da organização voltada a direitos dos consumidores Citizens Advice. De acordo com o estudo, no décimo mês do ano, 24% dos britânicos não terão condições financeiras de pagar as contas de luz. Em janeiro de 2023, esse número poderá subir para 34%, já que o custo das contas deverá chegar a mais de 4,2 mil libras (R$ 26.134) por ano. Daqueles que não poderão pagar em outubro, a maioria (68%) ganha menos de 30 mil libras (R$ 186.674) por ano, incluindo 3,2 milhões de pessoas com deficiência e 4,4 milhões de famílias com crianças, diz o estudo. Segundo o documento, deixando de arcar com as contas, esse grupo de pessoas terá, em média, quase 100 libras (R$ 622) por mês em dívida. O estudo foi realizado no Reino Unido com 6 mil pessoas com mais de 18 anos entre 27 de maio e 20 de junho de 2022. Em 1º de abril, o Ofgem aumentou a conta de eletricidade anual máxima permitida de 1,4 mil libras (R$ 8.711) para quase 2 mil libras (R$ 12.445) para os consumidores, devido à escalada nos preços globais de energia. O próximo aumento do limite máximo está previsto para outubro. A empresa de consultoria Cornwall Insight prevê que a conta de energia média do Reino Unido será de 3.582 libras (R$ 22.289) por ano em outubro, subindo para um recorde de 4.266 libras (R$ 26.545) em janeiro de 2023 e um de 4.427 libras (R$ 27.547) em abril. De acordo com o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês), a inflação anual do país em abril foi a maior desde março de 1982: 9%, contra 7% no mês anterior. Os preços ao consumidor subiram 2,5% em abril, após alta de 1,1% em março. Em março de 1982, a inflação registrada no Reino Unido foi de 9,1%.

Campanha de Bolsonaro espera vexame no Datafolha e já tem desculpa pronta

Publicado por Jeniffer Andrade - DCM ----- O comitê presidencial foi dominado ao longo da semana por especulações na campanha de Bolsonaro sobre a pesquisa Datafolha, que será divulgada na tarde desta quinta-feira (18/08). A forma como o núcleo duro vai encarar o levantamento, no entanto, já está definida. A ideia é dizer que os eleitores bolsonaristas se recusam a responder o Datafolha e que, por isso, o levantamento do instituto não pode ser considerado um parâmetro. Na última pesquisa do instituto, em 28 de julho, Lula estava 18 pontos à frente do rival. Com informações do Globo. A campanha de Bolsonaro já teve um banho de água fria no início da semana, quando a pesquisa Ipec mostrou Lula 12 pontos percentuais à frente do presidente. Os números entoados pela equipe de Bolsonaro, no entanto, são mais otimistas. Eles afirmam que as pesquisas internas contratadas pelo PL mostram hoje uma diferença de quatro pontos entre ambos, com o petista na liderança. Projetam ainda que, até o fim do mês, Bolsonaro passaria Lula. A mesma projeção vem sendo repetida por membros da campanha desde maio, mas não se concretizou. Uma das apostas é que os efeitos do pagamento do Auxílio Brasil já seja sentido pelo eleitor. As primeiras parcelas começaram a ser pagas na semana passada.

Senador pede prisão de empresários golpistas

247 - Após empresários apoiadores de Jair Bolsonaro passarem a defender abertamente um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja eleito, internautas divulgaram o nome de suas empresas e prometeram boicote aos locais. O grupo golpista reúne grandes empresários de diversas partes do país, desde nomes conhecidos como Luciano Hang, dono da Havan; Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu; José Isaac Peres, dono da gigante de shoppings Multiplan; e outros menos famosos, como José Koury, dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro; Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia; e Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, dono da marca de surfwear Mormaii. O senador Randolfe Rodrigues acionou o Supremo Tribunal Federal contra os empresários bolsonaristas que defenderam um golpe de Estado caso o ex-presidente Lula vença as eleições. 247 - O senador Randolfe Rodrigues (Rede) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 17, contra os empresários bolsonaristas que defenderam um golpe de Estado caso o ex-presidente Lula (PT) vença as eleições, informou o Metrópoles. O parlamentar pediu à Corte que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal sejam acionados para avaliarem se é necessário a quebra de sigilo, congelamento de contas e prisão preventiva, em uma petição apresentada no âmbito do inquérito dos atos antidemocráticos. O relator do inquérito é o ministro Alexandre de Moraes, do STF. O juiz é insultado de “skinhead do PCC” no grupo de empresários bolsonaristas que defendem o golpe de Estado.

FEDERAÇÃO “BRASIL DA ESPERANÇA” NO PARANÁ IMPUGNA CANDIDATURA DE SÉRGIO MORO

Na tarde desta quarta-feira (17), a Federação “Brasil da Esperança” no Paraná impugnou a candidatura de Sérgio Moro ao Senado. ---- Segundo a peça apresentada, Moro não preencheu validamente a condição de elegibilidade relacionada à filiação partidária no prazo legal. Para a FEBR, no prazo legal (02 de abril), Moro estava filiado ao União Brasil da capital paulistana, não ao órgão partidário na circunscrição eleitoral no Paraná, onde é candidato, uma exigência da legislação e da jurisprudência do TSE. Além disso, a impugnação também se funda sobre os processos disciplinares abertos contra Moro junto ao CNJ, que poderiam levar a sua demissão da magistratura, uma hipótese prevista na Lei da Ficha Limpa. Segundo o advogado da federação, Luiz Eduardo Peccinin, “os argumentos postos são claríssimos. A filiação deveria ter sido feita no prazo legal na circunscrição eleitoral do Paraná. A decisão do TRE/SP não validou a filiação de Sérgio Moro, mas apenas restabeleceu seu domicílio eleitoral para o Paraná e, pelo contrário, cancelou seu cadastro eleitoral em São Paulo e, consequentemente, a filiação feita. Essa troca de partido e cidade, feita de modo açodado e em clara má-fé, sem comunicação ao Podemos ou à Justiça Eleitoral, anula totalmente sua filiação ao União Brasil”. Sobre o segundo argumento, esclarece o advogado que “não há dúvidas que Moro pediu sua exoneração após receber o convite de Paulo Guedes para assumir o cargo de Ministro da Justiça no governo Bolsonaro e, com isso, escapar das punições que seriam aplicadas no CNJ. trata-se de um fato previsto na Ficha Limpa de modo objetivo”. Agora, o TRE/PR intimará Moro para apresentar sua defesa, antes do julgamento do registro pelo plenário do tribunal. O relator do registro de Sérgio Moro é o Juiz Carlos Maurício Ferreira.

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

‘Procura-se Ratinho’

Blog do Esmael Morais ---- O ex-senador Roberto Requião, candidato ao governo do Paraná pela Federação Brasil Esperança, ao Blog do Esmael, disse que iniciará nesta terça-feira (16/08) uma expedição pelo Norte do estado à procura do governador Ratinho Jr. (PSD). --- Em suas redes sociais, Roberto Requião tem repetido que o Paraná está sem governo e que a cadeira está vazia no Palácio Iguaçu há 4 anos. – O Ratinho é um replicador das estultices de Bolsonaro no Paraná – disse o candidato da Federação. “O governo de Bolsonaro foi uma ilusão. Seu liberalismo econômico, prestigiando o grande capital concentrado e desprezando os empresários brasileiros e os trabalhadores foi um erro. Temos a obrigação de corrigir isto tudo”, completou Requião. Para Requião, no governo do Paraná só pensam nos grandes negócios – ao lembrar que foi perdoado R$ 17 bilhões em impostos. – Farei um governo preocupado com o desenvolvimento regional. Uma empresa poderá pedir redução de imposto, desde que gere empregos – disse ele. – Se você gosta do Brasil, se você ama o Paraná, vamos acabar com essa vergonha que são os governos do país e do estado – exortou o candidato da Federação Brasil Esperança. – Não podemos admitir que, no fim do mês, a pessoa tenha que escolher se paga a conta de água e luz ou põe comida na mesa – concluiu. O governador Ratinho Jr. não foi encontrado para comentar as críticas de Requião.

Posse de Moraes é nova carta pela democracia. Por Fernando Brito

Os ex-presidentes Temer, Lula, Sarney e Dilma ficam lado a lado na primeira fila durante a posse de Moraes no TSE. O presidente Jair Bolsonaro sentou-se à frente deles — Foto: Antônio Augusto/Secom/TSE ---- Fernando Brito - Tijolaço ----- Bem que Jair Bolsonaro tentou criar um factoide para amesquinhar a posse de Alexandre de Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral levando a tiracolo à solenidade o seu filho Carlos, o Carluxo, operador de sua rede de fake news e símbolo do discurso de ódio que imprime às redes sociais. Será, no máximo, uma nota de rodapé, ainda que não tenha tido nem o pudor de tuitar, em nome do pais, enquanto se desenrolava a cerimônia. Porque o ato, com todas as enfadonhas citações das listas de autoridades, teve momentos tão fortes que lhe deram a grandeza de ser, de certa forma, uma nova leitura da Carta aos Brasileiros e Brasileiras pelo Estado de Direito, lida há uma semana na USP e em centenas de universidades e entidades Brasil afora. A defesa do sistema eletrônico de votação e a defesa do papel do Tribunal em coibir o discurso de ódio e a divulgação de mentiras e ataques á honra pela internet feitas pelo novo presidente do TSE mereceram aplausos de pé da plateia – coisa inédita em solenidades deste tipo – deixando em situação de desconforto um solitário e inerte Jair Bolsonaro. O atual presidente saiu acachapado da cerimônia e era visível o seu constrangimento ao ser cumprimentado, com um misto de formalidade e piedade pelos integrantes da mesa. Os conselheiros que o levaram a aceitar o convite para a posse de Moraes estão, é quase uma certeza, amaldiçoados neste momento, pela humilhação a que, com toda a gentileza e honras institucionais, Bolsonaro foi submetido. O discurso do ministro-presidente não foi “de esquerda”, como não foi, também, a carta que mobilizou o país. Mas a conexão entre democracia, respeito às eleições, busca pela justiça social e pelo direitos básicos do cidadão foram o suficiente para que a fala de Alexandre de Moraes soasse como oposição ao atual presidente. Resta saber como Bolsonaro reagirá às duas lambadas consecutivas: a pesquisa do Ipec e a humilhação moral – pública e sem grosserias – do ato de hoje no TSE. Se me permitem o óbvio: o discurso agressivo, impulsionado pelo recalque, vai ser a sua resposta.
A foto da posse. Por Ricardo Stuckert